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Description: Tradução do livro Why's (Poignant) Guide to Ruby para português.
Homepage: http://poignantguide.net/ruby/
Clone URL: git://github.com/carlosbrando/poignant-br.git
poignant-br / lang-pt / poignant-17.yml
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      A respeito do uso comercial do (Poignant) Guide: >
 
        Este livro foi lançado sob a licença Creative Commons que permite uso comercial ilimitado
        deste texto. Basicamente, isto significa que você pode vender todas cópias piratas do meu livro
        e ficar com todo o lucro pra você. Eu confio nos meus leitores (e no mundo ao redor deles) para me passar pra trás.
        E colocar uma edição em Xerox com aquela figura das mãos unidas rezando, que nós conhecemos, na capa.
 
 
        Caras, processar os outros não vale a pena, é muita dor de cabeça. Então eu simplesmente vou apoiar
        a pirataria aqui. Qualquer um que quiser ler este livro deveria poder fazê-lo.
        Qualquer um que queira comercializar o livro ou criar edições especiais, eu fico lisonjeado.
 
 
        Porque eu iria querer o $$$? IGNORE TODAS AS OUTRAS BARRAS LATERAIS: Eu perdi a vontade de ser um ricaço preguiçoso.
        Soa um pouco desumano, mas eu gosto da minha televisão preto-e-branco. E adoro minha luminária florida.
        Eu não quero uma carreira de escritor. Dinheiro não vai me inspirar. Não faz sentido.
 
 
        Então, se dinheiro não significa nada ao cara sortudo (lhe luck stiff), para que me enganar quando você pode pode optar por
        práticas comerciais exclusas para literalmente esmagar minha psiquê e me deixar chorando com meu pulmão negro?
        Oh, e a ironia de usar meu trabalho contra mim! Morra, garoto comovido!
 
 
        Para lhe dar uma idéia do que quero dizer, aqui estão alguns conceitos dissimulados que poderiam seriamente
        matar minha força de vontade de me forçar a reconsiderar algumas coisas, como a existência.
 
 
        *IDÉIA UM: TABACARIA GIGANTE*
 
 
        Compre uma companhia de cigarros. Use meus cartuns dos raposos para abastecer uma agressiva campanha publicitária.
        Aqui está um anúncio para começar:
 
 
        !i/the.foxes-0a.png(Vicío é igual Pokémon!)!
 
 
        Deixe óbvio que seu público alvo são crianças e asmáticos. Então, logo que você tiver
        tudo pronto, faça com que as pessoas da *verdade* façam um dossiê sobre mim e minha fazenda
        de raposas de tinta.
 
 
        bq. *Moderninho sensível apoiado na borda da selva urbana*: Ele se entitula o cara sortudo.
        
        
        bq. (Puxa as cortinas para revelar um corpo cinza em uma maca.)
 
 
        bq. *Moderninho*: Alguns caras não são tão sortudos assim.
 
 
        bq. (Som errático. Raposas em quadrinhos sobrepostas para gerar uma viagem subliminar mental Willy Wonka.)
 
 
        Yo. Porque cê tem esses Big Smokies assim, Holmes?
 
 
        *IDÉIA DOIS: HEY, PELOTÃO DE FUZILAMENTO*
 
 
        Como eu disse, comecem a vender cópias do meu livro, mas corrompam o texto. Estas cópias alteradas
        conteriam numerosas referências grosseiras (e difamatórias) às agências do governo, como
        o exército americano e o pentágono. Você me faria com que eu parecesse um completo traidor. Como se eu tivesse
        todos esses planos para, você sabe, matar certos membros menos desejáveis do exército ou
        do Pentágono.
 
 
        Não que existam membros menos desejáveis no exército ou no Pentágono. É,
        não era isso que eu queria dizer.
 
 
        Oh, merda.
 
 
        Oh, merda. Oh, merda. Oh, merda.
 
 
        Apague as luzes. Abaixe-se.
 
 
        *IDÉIA TRÊS: ANÚNCIOS, PARTE II*
 
 
        Que tal fazer graça dos asmáticos diretamente??
 
 
        !i/the.foxes-0b.png(Chame-o de soprador! ROFL!)!
 
 
        *IDÉIA QUATRO: ALEC BALDWIN*
 
 
        Faça uma adaptação do livro para o cinema. E já que eu, você sabe, sou um personagem no livro
        você poderia conseguir alguém como Alec Baldwin para me interpretar. Alguém que esteja num período
        muito ruim na carreira.
 
 
        Você podia fazer como se eu usasse toneladas de drogas. Como se trabalhar comigo fosse algo insano.
        Como se eu ficasse demitindo pessoas e trancando elas na sala da scooter e obrigando-las a vestir
        roupas feitas de pão. Isso, como se eu pudesse realmente _assar_ as pessoas
        nas roupas.
 
 
        Você podia dizer que eu tenho uma forma gigante e que eu prendo as pessoas dentro. Então,
        eu derramo toda massa e de fato asso eles até o pão crescer e eles estarem quase mortos.
        E quando o pessoal da televisão vier e eu aparecer no Bom Dia Brasil, eles vão perguntar,
        "Então, quantas pessoas você empregou na produção do seu livro?" E eu
        responderia, "Uma dúzia de padeiros!" e eclodiria em gargalhadas maníacas tão altas que forçariam
        a audiência a tapar os ouvidos.
 
 
        É claro que, no curso da minha insanidade, eu declararia guerra ao mundo.
        E daria uma briga boa com as pessoas de pão. Até que o exército americano (ou o Pentágono)
        construísse um cérebro de macaco robótico gigante (interpretado por Burt Lancaster) para me perseguir.
 
 
        Aqui você vai me fazer parecer completamente idiota. Eu não sacrificarei apenas todas
        as pessoas pão (os Starchtroopers, cavaleiros do amido) para me salvar, não apenas me renderei
        covardemente ao grande cérebro de macaco, mas quando eu escapar por um triz, eu vou gritar para
        a platéia. Gritando incessantemente que aquele é _MEU_ filme e que ninguém deveria mais
        assistí-lo, eu rasgarei a tela ao meio e o projetor vai rodar os rolos em vão.
        E este será o final do filme. As pessoas ficarão _tão_ irritadas.
 
 
        Fiquei pensando aqui. De fato Alec Baldwin fez um trabalho decente de dublagem
        em _Os Excêntricos Tenembaums_. A carreira dele deve estar indo bem. Você pode não querer usá-lo.
        Ele pode não aceitar.
 
 
        Façamos o seguinte. Eu interpreto esse papel. Eu tenho uma carreira de papéis ruins.