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| <HTML> | |
| <HEAD> | |
| <TITLE>Fonoteca Municipal de Lisboa - Espaço 1999 - David vs Golias-O Rap em Portugal neste final de milénio</TITLE> <META HTTP-EQUIV="Content-Type" CONTENT="text/html; charset=iso-8859-1"> | |
| </HEAD> | |
| <BODY BGCOLOR="#FFFFFF"> | |
| <TABLE WIDTH="75%" BORDER="0"><TR><TD WIDTH="14%"><IMG SRC="rap.jpg" WIDTH="149" HEIGHT="146" ALT="rap"></TD> | |
| <TD WIDTH="86%"><FONT SIZE="5" FACE="Abadi MT Condensed Light, Verdana, Arial"><B><I><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">David | |
| vs Golias<BR> | |
| </font></I></B></FONT><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><I><B><font size="2">O | |
| Rap em Portugal neste final de milénio</font></B></I></font></TD> | |
| </TR></TABLE><P> </P><P><FONT FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Em | |
| primeiro lugar uma advertência, este é um texto de alguém | |
| que percebe o rap no universo mais largo que é o hip hop. A indústria | |
| musical tem tentado e tem conseguido com algum êxito fazer exactamente o | |
| contrário, descontextualizar o rap, servi-lo em pratos separados das outras | |
| componentes do hip hop, mas se tentarmos ir por aí a nossa percepção | |
| do movimento, o significado e a importância do mesmo serão somente | |
| uma miragem. Imagem difusa e descolorida de uma realidade rica e bastante interessante. | |
| </FONT></P><P><FONT FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Tendo | |
| esta noção tornar-se-á mais inteligível aquilo que | |
| se dirá em seguida!<BR></FONT></P><P><FONT FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">O | |
| hip hop como cultura tem vários níveis de entendimento, existem | |
| vários planos ou camadas que se relacionam entre si: aspectos económicos, | |
| aspectos artísticos, aspectos sociais, etc. O hip hop como movimento existe | |
| e cria a sua própria dinâmica, interage com factores externos e internos | |
| como os media, o Estado, as editoras discográficas, os consumidores, os | |
| criadores, etc. Dessa interacção constante vai-se desenvolvendo | |
| e vai-se modificando. <BR></FONT></P><P><FONT FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">O | |
| hip hop sempre foi marcado por uma constante e rápida evolução, | |
| e se pensarmos só no rap, na componente musical do hip hop, e quiçá | |
| a mais conhecida, aí então, o desfile de sub-géneros, de | |
| variados estilos, de maneiras diferentes de encarar a música saltam aos | |
| olhos mesmo dos observadores mais desatentos. <BR></FONT></P><P><FONT FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">A | |
| importância da grande indústria não é de desprezar, | |
| antes pelo contrário. O seu papel cada vez maior vem marcar a forma como | |
| o movimento se vem desenvolvendo nestes últimos anos. O domínio | |
| da grande indústria marca, não só a criação | |
| artística, mas também o modo como se passa a encarar essa criação | |
| artística. Esta acção desgastante leva o movimento a olhar | |
| um pouco para dentro, a tentar perceber os danos infligidos por esta indústria | |
| eminentemente parasitária. A produção rapológica é | |
| marcada neste final de milénio pelo alinhamento ou pelo não-alinhamento | |
| com a grande indústria discográfica. Aos alinhados passou-se a denominar | |
| de rap industry ou mainstream aos não-alinhados recorre-se frequentemente | |
| ao termo undergound ou hardcore. Esta discussão não é pacífica, | |
| e muito menos é definitiva, mas é seguramente interessante! A rap | |
| industry move-se por interesses eminentemente económicos, por seu lado | |
| o undergound tem por base interesses artísticos e culturais. Muitas vezes | |
| encontramos exemplos que ultrapassam um pouco esta simples divisão, como | |
| projectos artisticamente válidos a correrem do lado da rap industry trazendo | |
| algo de novo ao todo, e projectos marcadamente underground a pautarem-se por uma | |
| certa estagnação... Não estamos perante universos estanques, | |
| mas sim perante conjuntos que se intersectam. <BR></FONT></P><P><FONT FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Este | |
| combate nem sempre honesto, e obviamente desigual entre os dois modos de ver a | |
| música rap e de perceber o seu desenvolvimento, tornam evidente uma indústria | |
| que para melhor gerir os seus lucros necessita de controlar certas variáveis | |
| tentando para tal influenciar o público consumidor. Em termos curtos e | |
| sucintos, diria que se trata de uma batalha desigual pelo controlo e gestão | |
| da informação. É esta informação que em última | |
| análise permitirá ao público decidir. E é por isso | |
| que eu digo que o combate é desigual! A informação é | |
| um bem precioso, e os meios e a logística ao serviço da grande indústria | |
| são incrivelmente mais poderosos que aqueles nas mãos do underground, | |
| mas tal não nos permite falar em determinismo. <BR></FONT></P><P><FONT FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Se | |
| a Rap industry tem ao seu serviço um arsenal mediático de peso, | |
| tem meios de difusão e de produção únicos, o underground | |
| possui uma ligeireza de meios e um poder de finta cada vez maior, e este David | |
| possui uma arma que o Golias há muito ambiciona, o poder de criação!<BR></FONT></P><P><FONT FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">É | |
| no underground que o rap se cria e recria. É neste caldo em permanente | |
| efervescência que se cruzam estilos, se experimenta, se inventa. O underground | |
| possui a liberdade criativa que tanta falta faz à grande indústria | |
| discográfica… Esta tenta ripostar contratando os talentos nascidos | |
| e criados no underground mas este é rápido e criativo, ligeiro, | |
| vivendo num estado de permanente criação, pensando no futuro, sem | |
| problemas de ir ao passado. A grande indústria vive prisioneira do presente, | |
| tentando por todos os meios ditar as modas, decretar o que é o verdadeiro | |
| rap, mas sendo sucessivamente ultrapassada por um cada vez mais ágil e | |
| consciente underground. <BR></FONT></P><P><FONT FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Talvez | |
| esteja a ser demasiado optimista, mas é esta visão das coisas que | |
| me faz acreditar, podem pensar que é só uma questão de fé, | |
| também pode ser, mas é uma convicção baseada em factos! | |
| Não acredito numa total prevalência quer da Rap Industry quer do | |
| underground, penso isso sim que o primeiro vive parasitariamente em função | |
| do outro. Também não acredito num underground fechado, isolado, | |
| crente dos seus trunfos, olhando egocentricamente para o seu próprio umbigo, | |
| com tendências dogmáticas. Acredito sim num underground consciente | |
| das suas potencialidades, conhecedor da sua importância artística, | |
| sem complexos de superioridade, organizado, mas ao mesmo tempo livre de quaisquer | |
| inibições ou dogmas. Livre para criar, livre para inovar, livre | |
| para errar e tentar outra vez. Livre!<BR></FONT></P><P><FONT FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">O | |
| rap, assim como o jazz, ou o Rock'n'Roll, têm como berço os EUA, | |
| mas fruto de uma sociedade cada vez mais global, pelo menos em termos ocidentais, | |
| vão fazendo parte do quotidiano de um número cada vez maior de pessoas | |
| espalhadas pelos quatro cantos do planeta. Se ao princípio o molde é | |
| importado dos States, rapidamente vai tomando formas específicas dependentes | |
| das características dos mais variados pontos e locais de assimilação. | |
| O rap, elemento farol da cultura hip hop, vai também fazer esse périplo, | |
| percorrendo o mundo amadurecendo e enriquecendo-se: Japão, Brasil, Reino | |
| Unido, África do Sul, França, Polónia, Coreia Do Sul, Alemanha, | |
| Espanha, Portugal, etc., etc.<BR></FONT></P><P><FONT FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Portugal | |
| não foge à dicotomia acima descrita entre o underground e o mainstream. | |
| Da intersecção dos dois resultou o seminal álbum Rapública, | |
| já lá vão cinco anos! Desde aí até agora temos | |
| vindo a assistir a profundas alterações quer de um lado quer do | |
| outro. O experimentalismo calculado da grande indústria leva-a a apostar | |
| seguidamente no colectivo Black Company com resultados comerciais satisfatórios, | |
| mas marca também a cisão entre os interesses do underground e os | |
| interesses primariamente económicos da indústria discográfica. | |
| Desse embate o underground tira a primeira lição: há que | |
| aprender a nadar para sobreviver num mar infestado de tubarões.<BR><BR>E | |
| é com algum orgulho que diria que o underground português tem conseguido | |
| manter-se à tona, tentando e encontrado parcerias que não só | |
| a subserviência às grandes editoras, tentando criar mais que tudo | |
| um sentimento, diria, de classe. <BR></FONT></P><P><FONT FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">A | |
| primeira reacção de qualquer organismo que sofre um ataque é | |
| organizar a defesa. Ainda me lembro do modo como os jornais e mesmo a televisão | |
| se abriram fazendo reportagens na tentativa de mostrar o que os já luso-africanos | |
| vinham fazendo aqui e ali, mas especialmente nos arredores da capital, Lisboa. | |
| O rap nasce negro mas a sua essência é multicultural, multirracial. | |
| Mas o preconceito, o dogma, começa a enraizar-se em termos mediáticos: | |
| o rap é percebido como «música para pretos»! Esta ebulição | |
| inicial, rapidamente é substituída por um quase apagamento, por | |
| um desaparecimento, diria quase uma invisibilidade. Dada a miríade de grupos | |
| que vão surgindo os media optam por eleger dois ou três representantes, | |
| que por muito que quisessem já não representam aquilo que se ia | |
| fazendo no underground. Do rap fica o seu carácter contestatário | |
| - o seu lado social. Relegado para segundo plano fica o seu carácter artístico. | |
| <BR></FONT></P><P><FONT FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Nos | |
| anos dourados do Gangsta Rap o movimento sofre as mais variadas críticas, | |
| sendo depois relegado para um gueto onde Rap rima com violência, ódio | |
| racial, e outros disparates do mesmo género. Onde estavam os jornais e | |
| a televisão quando era preciso esclarecer? Em vez de tentar perceber a | |
| essência e o conjunto do movimento, o que foi feito foi uma redução | |
| e uma generalização a todos os níveis descabida! Um erro | |
| deste género só foi possível porque nos media a paixão, | |
| ou mesmo, o respeito pelo género, roçou o total desinteresse. O | |
| que diriam esses críticos se o tão omnipresente rock (ou pop-rock) | |
| fosse julgado e criticado tendo em vista o trabalho de projectos menos interessantes? | |
| Os críticos em Portugal (e não só…) olharam para umas | |
| quantas árvores, tiraram-lhes as medidas, e disseram-nos que tinham visto | |
| uma floresta, da qual nem tinham gostado muito… O que aconteceu aos media | |
| foi apenas isto, ficaram reféns de um mau julgamento. E pior que isso fizeram | |
| o público refém dum preconceito artístico, que permanece!<BR></FONT></P><P><FONT FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">É | |
| contra este status quo que o underground tem vindo a lutar já lá | |
| vão quatro ou cinco anos! Apesar de tudo tem vindo a crescer em todos os | |
| aspectos. No plano de criação artística o rap made in Portugal | |
| ainda não possui uma produção constante, mas talvez não | |
| seja este o principal combate a desenvolver. Neste momento desenvolve-se especialmente | |
| a auto-produção e a auto-divulgação. A tecnologia | |
| actual possibilita a abertura de uma frente de batalha que o underground não | |
| desdenha. A produção de mixtapes tem vindo a crescer com nomes como | |
| Dj Bomberjack, ou Dj Kronik, ou Dj Cruz, que para além de misturarem sons | |
| reconhecidos de todos (rap feito lá fora), dão-se ao trabalho de | |
| produzirem temas com grupos e projectos locais, na sua maioria novos nestas lides. | |
| O poder da mixtape é largamente conhecido no seio do hip hop, mas só | |
| recentemente começamos (aqui) a perceber realmente a sua importância. | |
| Este modo de divulgar o género possibilita um contacto, um canal comunicativo | |
| entre o criador e o público, torna visível o trabalho do Dj/produtor | |
| que de outro modo permaneceria obscuro num mercado onde as formas de expressão | |
| e de informação são bem adversas para os seguidores do hip | |
| hop. A auto-produção permite ganhar uma certa escola em termos criativos, | |
| mas como os meios envolvidos não são naturalmente excessivos, permite | |
| também uma certa inovação sem medo de errar, uma descontracção | |
| criativa altamente benéfica, não esquecendo o reconhecimento granjeado | |
| pelo público conhecedor. A auto-divulgação permite controlar | |
| melhor aspectos relacionados com o design, o preço, os locais de venda, | |
| etc. O mercado das mixtapes cria a possibilidade do rap se desenvolver sem grandes | |
| constrangimentos, sem os problemas que normalmente decorrem da relação | |
| com as grandes editoras, numa palavra tornam o underground independente!<BR></FONT></P><P><FONT FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Mas | |
| o problema da criação de um mercado de mixtapes passa pela existência | |
| de locais de divulgação, de locais receptivos à sua exposição | |
| e venda, e tratando-se de um mercado tão específico tal tarefa não | |
| é fácil… Ora a existência destes locais são um | |
| dado novo na história do rap/hip hop lusitano. Estes lugares não | |
| são muitos mas são bons. São essencialmente lojas como a | |
| Godzilla, a Big Punch ou a Station que vêm dar um outro folgo ao underground | |
| hip hop. São locais de comércio, é certo, mas que não | |
| vivem apenas do comércio. Perceberam que apostando no underground a médio/longo | |
| prazo teriam um desenvolvimento mais sustentado. Assim sendo estas lojas também | |
| servem de local de reunião e de convivo de todos aqueles que se interessam | |
| pelas diversas facetas do hip hop especialmente o rap (Deejaying e Emceeing) e | |
| Graffiti. O que para os media não existe (porque não se fala) torna-se | |
| claramente visível por estes lados: desde os flyers a anunciar uma festa, | |
| a fanzines, revistas estrangeiras de difícil acesso, naturalmente as mixtapes, | |
| vinil e cd's de rap internacional, vídeos, posters, etc. No caso da Godzilla, | |
| o seu catálogo de hip hop é tão importante que se dá | |
| ao luxo de patrocinar os dois (e únicos ?!) programas de rádio na | |
| área da Grande Lisboa. Aliás, já que falamos de rádio, | |
| convém perceber também a importância destes dois programas | |
| no consolidar do underground, na sua comunicação com o exterior | |
| e com o interior, numa palavra expondo o que se vai fazendo por aqui e dando-nos | |
| a ouvir o que se vai fazendo lá por fora!<BR></FONT></P><P><FONT FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Aos | |
| poucos parece que se vão construindo as bases para a existência de | |
| um movimento hip hop com pernas para andar. O êxito do movimento vai estando | |
| cada vez mais nas mãos daqueles que acreditam nele e menos no poderio da | |
| grande indústria. A existência de um underground forte e produtivo | |
| é essencial para que se possa pensar em termos de futuro, o velho dogma | |
| do sucesso a qualquer preço, do contrato milionário com uma grande | |
| editora, vai desaparecendo dos sonhos daqueles que se movem pelos caminhos do | |
| rap em Portugal. A grande prioridade é a existência de um público | |
| que sabe o que quer, de um público consciente daquilo que é o hip | |
| hop como cultura, cada vez mais exigente em relação àquilo | |
| que ouve, e àquilo que quer ouvir, existindo esse núcleo duro em | |
| termos de consumidores os criadores hão-de aparecer! É claro que | |
| existe uma certa dialéctica entre consumidores e criadores: a criação | |
| não vive (em termos de cultura hip hop) fora da realidade que a rodeia, | |
| o acto criativo é influenciado e influencia o meio, por isso quanto maior | |
| for o elo, o cordão que liga público e criador maior consistência | |
| terá o produto final. Não digo que o rap tenha que ser escravo das | |
| circunstâncias, deve, antes estar atento à realidade circundante | |
| modificando-a e alimentando-se dela.<BR></FONT></P><P><FONT FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Se | |
| os States são um pouco o balão de ensaio daquilo que será | |
| o hip hop do futuro então a percepção que vou tendo permite-me | |
| concluir que se vivem momentos de alguma reflexão sobre o que nos reserva | |
| o futuro. Se por um lado em termos comerciais nunca estivemos tão mal representados, | |
| por outro lado nunca se fez tanto dinheiro. Do lado da indústria vivem-se | |
| momentos dourados com nomes como Puff Daddy e afins, querendo fazer-nos crer que | |
| o futuro está ali, mas para a maior parte daqueles que acreditam na força | |
| da cultura hip hop os tempos são de reflexão e de união, | |
| na tentativa de criar as auto-defesas contra o vírus economicista aniquilador | |
| do poder criativo do hip hop. E neste campo nós aqui em Portugal não | |
| estamos tão atrasados. Possuímos estruturas mais frágeis, | |
| é certo, mas não ficamos prisioneiros das circunstâncias: | |
| o underground já não é inocente, mas o mainstream também | |
| não é tão forte como lá fora. Ou seja, para dar o | |
| passo em frente não precisamos de dar os passos em falso que se deram lá | |
| fora, há que arrepiar caminho, percebendo e tirando lições | |
| dos erros alheios. Por isso o futuro está em aberto. E nunca como hoje | |
| o futuro depende de nós. Depende da nossa vontade, depende do envolvimento | |
| e conhecimento do que representa a cultura hip hop. Depende da nossa capacidade | |
| em exigir mais e melhor. Depende da nossa capacidade em nos unirmos, depende da | |
| nossa vontade e habilidade criativa. Que dependa de nós, amantes do género, | |
| o futuro do hip hop em Portugal, é esse o meu maior desejo para o próximo | |
| milénio!</FONT></P><BLOCKQUOTE><P><FONT FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">May | |
| the force be with u!</FONT></P></BLOCKQUOTE> | |
| <P ALIGN="RIGHT"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><u>Emanuel | |
| Ferreira'99</u></font></P> | |
| <P><FONT FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2"><A HREF="espac99p.htm">Espa</A></FONT><FONT FACE="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2"><A HREF="espac99p.htm">ço | |
| 1999</A> </FONT></P> | |
| </BODY> | |
| </HTML> |