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Guia de bolso de SVG

Por Joni Trythall

Tradução por Willian Justen e Lucas Maia

Compre a versão PDF aqui (Versão em inglês)

Índice

Introdução

Scalable Vector Graphics (SVG) é uma linguagem para descrever gráficos bidimensionais baseada no padrão XML. Esses gráficos consistem em caminhos, imagens e/ou textos capazes de serem escalados e redimensionados sem perder a qualidade de imagem.

Em resumo SVG refere-se a códigos escritos e incorporados juntamente com o HTML para gerar esses gráficos no browser, o qual será o foco deste livro.

Existem muitas vantagens em usar o SVG dessa maneira, incluindo ter acesso a partes individuais do gráfico para propósitos de interatividade, gerando textos pesquisáveis, acesso ao DOM para edições diretas, e promovendo a acessibilidade ao usuário.

Começando com a organização básica e formas simples, nós vamos então continuar a descrever o sistema de coordenadas do SVG ou "canvas", pintando o interior do gráfico e/ou sua borda, transformando-o, e usando a "manipulação gráfica" do texto. Só então vamos acrescentá-lo com toques e técnicas mais avançadas como gradientes e texturas.

Esse guia tem o propósito de fornecer uma rápida porém consistente introdução para se construir SVG inline, e ao mesmo tempo, de forma alguma, abrange todos os recursos disponíveis, portanto, deve ser útil no processo de inicialização de Designers e Desenvolvedores que desejam adicionar o SVG em seu workflow de maneira mais acessível possível.

A partir de pequenos detalhes para começar a escrever seu próprio código, este guia pretende ser uma referência para escrever SVG.

Antes de você começar

Enquanto esse "Guia de bolso" é destinado para aqueles que já sabem uma coisa ou duas sobre HTML e CSS, existem algumas coisas adicionais que serão úteis em saber antes de aprofundar no código SVG em seu browser favorito, tais como: A informação necessária dentro do fragmento SVG para a renderização adequada, como fazer seus gráficos tão acessíveis quanto possível, e também saber como e quando usar software geradores de vetores gráficos.

Usando SVG

Existem algumas maneiras diferenças de incluir o SVG em seus projetos: inline, com a tag <img>, como background-image, como <object>, ou como Data URI's. Estaremos, de maneira específica, abordando o uso do SVG inline, que envolve a escrita de código SVG diretamente dentro do corpo de um documento HTML devidamente estruturado.

Por enquanto, só abordaremos SVG inline aqui, mas vale ressaltar que podem haver casos em que um outro método pode ser mais apropriado. Por exemplo, quando você não pretende editar propriedades diretamente no próprio gráfico ou acessar partes individuais do mesmo, usá-lo com um <img> talvez seja mais adequado ao seu projeto.

Sofwares de Vetor Gráfico

Softwares de vetor gráfico são opções quando você está procurando criar gráficos mais complexos que não fariam sentido escrevê-los a mão. Sotwares como Adobe Illustrator, Inkscape, Sketch, iDraw, ou WebCode podem ser ferramentas úteis para o seu SVG.

A vantagem destes tipos de ferramentas é que você pode exportar seu código SVG e incorporá-lo diretamente em seu HTML. Vamos tocar nesse assunto um pouco adiante.

Inline SVG na Web

Para simplificar, ao longo do livro, o DOCTYPE SVG, número da versão assim como xmlns e xml:space foram excluídos de todos os exemplos de código.

Esses atributos especificam ao browser a versão do SVG sendo usado no momento assim como o namespace do documento. A principal coisa a lembrar neste momento é que você geralmente não precisa incluir esses atrtibutos para renderizar com sucesso o seu gráfico no navegador.

Vamos dar uma olhada nestes atributos agora, em um exemplo de código SVG gerado pelo Illustrator, para garantir que isso não irá deixá-lo surpreso quando começar:

<!DOCTYPE svg PUBLIC "-//W3C//DTD SVG 1.1//EN" "http://www.w3.org/Graphics/SVG/1.1/DTD/svg11.dtd">
<svg version="1.1" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xml:space="preserve">
</svg>

Na maioria dos casos o DOCTYPE e seus atributos dentro do elemento <svg> não são essenciais para que seu gráfico seja renderizados e podem ser descartados, com o objetivo de "limpar" seu código.

SVG - Acessibilidade do Usuário

Utilizar recursos de Acessibilidade SVG é um ótimo hábito a se formar, mas novamente por questão de simplicidade, descrições e títulos não serão incluídos no código no decorrer deste livro.

Uma vez que você se torne mais experiente ao escrever o SVG, a inclusão desses elementos irá tornar seus gráficos mais acessíveis aos usuários. Por exemplo, o conteúdo dentro do elemento <desc> permite o fornecimento de uma descrição detalhada de gráficos para usuários com screen readers.

O texto em SVG também possui uma enorme vantagem sobre imagens baseadas em raster tradicionais em termos de acessibilidade. Isto porque o texto em SVG pode ser detectado e lido pelo browser, e pode facilmente ser redimensionado para acomodar as preferências específicas de leitura.

Notas Gerais

Um pouco mais de notas gerais antes de você mergulhar no livro: As fontes usadas ao longo deste livro estão disponíveis em Google Fonts. Enquanto isso você terá acesso explicitado através do font-family aqui, o que você não verá e terá que incluir em seu documento, é o link ou o @import obtido através do Google Fonts.

Os exemplos, utilizam-se de pixels e porcentagem, como unidades de medida. Os tamanhos que suportam o SVG como unidades de medida são: em, ex, px, pt, pc, cm, mm, in, e porcentagens.

Os códigos SVG neste livro podem ser adicionados em qualquer editor de texto e então visualizados em qualquer browser que suporte inline SVG. Enquanto o suporte dos browsers é muito presente para o SVG no geral, este suporte pode se tornar muito menos consistente com técnicas mais avançadas como gradientes, por exemplo. Can I Use é um ótimo lugar para checar o suporte do seu browser para esses tipos de recursos, mas em última, nada que você vai aprender encontra-se em versão de teste.

Além disso tudo, você pode também copiar o código como está, colar dentro da sessão do HTML dentro do CodePen, e pode ver instantâneamente o seu gráfico na tela. Não posso dizer tudo que essa ferramenta pode fornecer, já que estava interessada no SVG em primeiro lugar. É o meu jeito favorito de aprender: brincando, raciocinando e algumas vezes falhando miseravelmente.

Finalmente, alguns exemplos irão conter porções de gráficos com códigos comentados a fim de minimizar o tamanho do bloco de código quando aquela porção particular não é essencial para a explicação do tópico em si.

<svg>
	<!--<path d=<this path is commented out> />-->
</svg>

Seção 1. Organização do documento

Os detalhes do SVG residem dentro do elemento <svg>. Este elemento contém alguns atributos que permitem a custumização do seu gráfico no "canvas". Enquanto esses atributos não são completamente necessários para renderizar uma imagem, não utilizá-los também pode deixar gráficos mais complexos vulneráveis a não renderizar corretamente em todos os browsers.

Como mencionado, gráficos inline podem ser escritos "na mão", ou incorporados acessando o código XML gerado pelos softwares gráficos. De qualquer forma, uma organização e estrutura adequedas são cruciais para uma escrita eficiente do SVG, principalmente porque a ordem dos elementos gráficos determinam sua ordem no empilhamento.

Organização e Semântica

Um fragmento de documento de SVG é feito de vários elementos contidos dentro do elemento <svg>. A organização desse documento é crucial. O conteúdo deste documento pode aumentar rapidamente, e uma organização adequada promove acessibilidade e eficiência, beneficiando ambos, o autor e seus usuários.

Esta seção irá introduzir a chave para escrever SVG - o elemento <svg>- e revisar alguns atributos comuns que irão auxiliar num documento inicial.

O elemento svg

O elemento <svg>é classificado tanto como um container quanto como um elemento estrutural, e pode ser usado para criar um fragmento SVG independente dentro do documento. Este fragmento tendo seu próprio sistema de coordenadas.

Os atributos usados neste elemento, como width, height, preserveAspectRatioe viewBox definem o espaço onde o gráfico será escrito.

Ao obter o código SVG de algum software de vetor ele terá várias informações dentro do elemento <svg>, como a versão do SVG (indica a versão da linguagem SVG que está sendo utilizada) e o DOCTYPE. Como mencionado anteriormente, essa informação não será incluída no decorrer deste guia, e sua exclusão não irá prejudicar a renderização do gráfico em sua tela.

O elemento g

O g é um elemento de container que serve para agrupar elementos gráficos relacionados. Utilizando este elemento junto com os elementos de descrição e título podemos fornecer informações sobre o gráfico, ajudando assim, a organização e acessibilidade através do agrupamento desses componentes.

Além disso, ao agrupar elementos relacionados, você pode manipular o grupo como um todo contra as partes individuais. Isto é especialmente útil quando se quer animar estes elementos, por exemplo, a animação pode ser aplicada ao grupo.

Qualquer elemento que não está contido em um g é considerado como seu próprio grupo.

O elemento use

O elemento <use> permite reutilizar elementos ao decorrer do documento. Esses atributos adicionais podem ser incluídos com o elemento, como x, y, width, e height, que definem os detalhes de localização do gráfico dentro do sistema de coordenadas.

Usar o atributo xlink:href, permite que você chame o elemento para ser reutilizado. Por exemplo, se existe um <g> com um id "apple" contendo uma imagem de uma maçã que precisa ser reutilizada, essa imagem pode ser referenciada pelo <use>: <use x="50" y="50" xlink:href="#apple" /> g Este elemento pode poupar um tempo significante e minimizar a quantidade de código requerido.

O elemento defs

Enquanto o <use> permite reutilizar um gráfico já renderizado, gráficos com o elemento <defs> não são renderizados no canvas, mas estão hábeis a serem referenciados e renderizados utilizando o xlink:href.

Gráficos são definidos com o <defs> e podem ser utilizados no decorrer do documento referenciados a id desse gráfico.

Por exemplo, o seguinte código desenha um gradiente muito simples em um retângulo:

	<svg>
		<defs>
  			<linearGradient id="Gradient-1">
    			<stop offset="0%" stop-color="#bbc42a" />
    			<stop offset="100%" stop-color="#765373" />
  			</linearGradient>
		</defs>
		<rect x="10" y="10" width="200" height="100" fill= "url(#Gradient-1)" stroke="#333333" stroke-width="3px" />
	</svg>

O conteúdo de <defs> não tem saída visual até que seja chamado pela sua referência única, o id, que neste caso está sendo feito através do atributo fill do retângulo.

O elemento symbol

O elemento <symbol> é similar ao <g>, já que permite uma forma de agrupar elementos, entretanto, elementos com o <symbol> não tem saída visual (assim como <defs>), até que seja chamado pelo elemento <use>.

Também diferente do elemento <g>, o <symbol> estabelece seu próprio sistema de coordenadas separado da viewport em que está renderizado.

SVG viewport e viewBox, que estabelecem o sistema de coordenadas para os gráficos, serão falados mais tarde, numa seção diferente.

Ordem de empilhamento (Stackering Order)

A ordem de empilhamento do SVG não pode ser manipulada pelo z-index no CSS como os outros elementos do HTML podem. A ordem que estes elementos são empilhados no SVG dependem inteiramente de sua posição dentro do documento.

As uvas e a melância estão no mesmo elemento <svg> abaixo. A melância aparece a frente das uvas porque o grupo que contém o caminho que faz seu desenho está listado antes das uvas no documento.

<svg>
	<g class="grapes">
		<!--<path <stem path> />-->
		<!--<path <grapes path> />-->
		<!--<path <leaf path> />-->
	</g>
	<g class="watermelon">
		<!--<path <outside path> />-->
		<!--<path <inside path> />-->
		<!--<path <seeds path> />-->
	</g>
</svg>

Melância e uvas empilhadas, melância na frente

Se o grupo que contém as uvas for movido para o fim do documento, ele irá aparecer então na frente da melância.

<svg>
	<g class="watermelon">
		<!--<path <outside path> />-->
		<!--<path <inside path> />-->
		<!--<path <seeds path> />-->
	</g>
	<g class="grapes">
		<!--<path <stem path> />-->
		<!--<path <grapes path> />-->
		<!--<path <leaf path> />-->
	</g>
</svg>

Melância e uva empilhadas, uvas na frente

Este método também determina a ordem que os elementos individuais irão empilhar. Por exemplo, movendo o caminho que desenha a haste das uvas para o fim do grupo, irá resultar numa imagem com a haste na frente.

Haste na frente da uva

Seção 2. Formas Básicas e Paths

As formas básicas em SVG podem ser escritas "na mão" em HTML, mas você pode eventualmente passar pela experiência de precisar usar gráficos inline muito mais complexos. Estes gráficos mais complexos podem ser gerados por softwares de vetores, mas por enquanto vamos nos atentar ao básico, que pode facilmente ser escrito "na mão".

Formas básicas

O SVG possui os seguintes elementos que compõe as formas básicas: retângulos, circulos, elipses, linhas simples, polyline e polígonos. Cada elemento requer uma lista de atributos antes de serem renderizados, tais como coordenadas e detalhes de tamanho.

O elemento rect

O elemento <rect> é usado para definir o retângulo.

	<svg>
		<rect width="200" height="100" fill="#BBC42A" />
	</svg>

Retângulo

Os atributos width e height estabelecem o tamanho do retângulo, enquanto fill define o preenchimento interior para a forma. Os valores numéricos padrão são em pixels e o fill deverá permanecer na cor preta quando deixado sem especificação.

Outros atributos que podem ser incluídos são as coordenadas x e y. Esses valores irão mover a forma apropriadamente de acordo com as dimensões setadas ao longo do documento <svg>.

Também é possível criar cantos arredondados espeificando valores com os atributos rx e ry. Por exemplo, rx="5" ry="10" vão renderizar uma forma com os cantos horizontais com 5px de radius, e verticais com 10px de radius.

O elemento circle

O elemento <circle> é usado para definir um círculo mapeado com base em um ponto central e pelo tamanho de seu raio.

	<svg>
		<circle cx="75" cy="75" r="75" fill="#ED6E46" />
	</svg>

Círculo Básico

As coordenadas cx e cyestabelecem a localização do centro do circulo em relação as dimensões configuradas no seu workplace pelo elemento <svg>.

O atributo r define o tamanho do raio do circulo.

O elemento ellipse

O elemento <ellipse> define uma elipse na qual seu mapeamento basea-se em um ponto central e dois raios.

	<svg>
		<ellipse cx="100" cy="100" rx="100" ry="50" fill="#7AA20D" />
	</svg>

Elipse

Enquanto os valores cx e cy estabelecem um ponto central baseado na distância das coordenadas de espaço dentro do <svg>, os valores de rx e ry definem os raios horizontais e verticais da forma.

O elemento line

O elemento <line> define uma linha simples com um ponto inicial e um ponto final.

	<svg>
		<line x1="5" y1="5" x2="100" y2="100" stroke="#765373" stroke-width="8"/>
	</svg>

Line

Juntos, os valores x1 e y1 estabelecem as coordenadas para o ponto de inicio da linha, enquanto os valores de x2 e y2 estabelecem o ponto final da linha.

O elemento polyline

O elemento <polyline> é usado para definir um conjunto de linhas simples interligadas que, geralmente, resultam em um formato aberto (os pontos de início e fim não são conectados).

	<svg>
		<polyline points="0,40 40,40 40,80 80,80 80,120 120,120 120,160" fill="white" 			stroke="#BBC42A" stroke-width="6" />
	</svg>

Polyline

Os valores dentro do atributo points estabelecem ao formato a localização de x e y distribuídos através do elemento <polyline> e são agrupados como x,y distribuido por uma lista de valores.

Qualquer número diferente de entradas aqui, retornará erro.

O elemento polygon

O elemento <polygon> é usado para definir uma forma fechada, que consistem em linhas conectadas.

	<svg>
		<polygon points="50,5 100,5 125,30 125,80 100,105 50,105 25,80 25,30" 					fill="#ED6E46" />
	</svg>

Polygon

Os pontos do polígono são definidos através de uma série de oito grupos de valores x,y.

Este elemento pode também, produzir outros tipos de formatos fechados dependendo do número de pontos definidos.

O Elemento path

Os paths em SVG representam as linhas externas de uma forma. Essa forma pode ser preenchida, contornada, usado para navegação com texto, e/ou usada como clipping path.

Dependendo da forma este path pode se tornar muito complexo, especialmente quando existem muitas curvas envolvidas. Com um conhecimento básico de como funciona, a sintaxe envolvida, enfim, esses processos vão tornar esses paths muito mais gerenciáveis.

dados do path

Os dados do path possuem o atributo d dentro do elemento <path>, definindo a borda externa do formato: <path d="<dados específicos do path>" />.

Estes dados são incluídos no atributo d acompanhado de instruções sobre o path tais como moveto, line, curve, arc e closepath.

O elemento <path> abaixo contém as coordenadas específicas para renderização de um limão:

<svg width="258px" height="184px">
	<path fill="#7AA20D" stroke="#7AA20D" stroke-width="9" stroke-linejoin="round" d="M248.761,92c0,9.801-7.93,17.731-17.71,17.731c-0.319,0-0.617,0-0.935-0.021c-10.035,37.291-51.174,65.206-100.414,65.206 c-49.261,0-90.443-27.979-100.435-65.334c-0.765,0.106-1.531,0.149-2.317,0.149c-9.78,0-17.71-7.93-17.71-17.731 c0-9.78,7.93-17.71,17.71-17.71c0.787,0,1.552,0.042,2.317,0.149C39.238,37.084,80.419,9.083,129.702,9.083	c49.24,0,90.379,27.937,100.414,65.228h0.021c0.298-0.021,0.617-0.021,0.914-0.021C240.831,74.29,248.761,82.22,248.761,92z" />
</svg>

Path do Limão

O comando moveto

O comando moveto (M ou m) estabelece um novo ponto, como se fosse uma linha sendo movida por um traço de caneta. A linha de código que compreende os dados do path precisa começar com o comando moveto, como mostrado no exemplo do limão, visto acima.

Comandos moveto que começam com sua inicial representam um novo subpath, criando assim um novo path composto. A inicial maiúscula M indica que irá seguir coordenadas absolutas, enquanto a inicial minúscula m indica coordenadas relativas.

O comando closepath

O closepath (Z ou z) finaliza o path atual e resulta em uma linha reta sendo desenhada a partir do ponto inicial desse path.

Se o closepath é seguido imediatamente por um moveto, as coordenadas desse moveto representam o início de um novo path. Se este mesmo closepath é seguido de qualquer outro elemento que não seja o moveto, o próximo caminho irá iniciar no mesmo ponto do caminho anterior.

Ambos maiúsculo e mínusculo z, tem o mesmo resultado.

O comando lineto

O comando lineto desenha uma linha reta do ponto atual até o novo ponto.

L, l

Os comandos L e l desenham uma linha do ponto atual até o próximo ponto dado nas coordenadas. Este novo ponto se torna o ponto atual e por aí vai.

Um L maiúsculo determina que o path irá seguir posicionamento absoluto, enquanto um l minúsculo usa posição relativa.

H, h

Os comandos H e h desenham uma linha horizontal do ponto atual.

Um H maiúsculo determina que irá seguir posicionamento absoluto, enquanto um h minúsculo usa posição relativa.

V, v

os comandos V e v desenham uma linha vertical do ponto atual.

Um V maiúsculo determina que irá seguir posicionamento absoluto, enquanto um v minúsculo usa posição relativa.

Os comandos de curva

Existem 3 grupos de comandos que desenham caminhos curvos: Curvas Cúbicas de Bézier (C, c, S, s), Curvas quadráticas de Bézier (Q, q, T, t), e Curva Elíptica (A, a).

A seguinte seção sobre curvas irá introduzir o conceito básico por trás de cada comando de curva, revisar os detalhes de posicionamento e em seguida, fornecer um diagrama para melhor compreensão.

Curvas Cúbicas de Bézier

Os comandos C e c das curvas cúbicas de Bézier desenham uma curva utilizando os parâmetros (x1,y1) como ponto de controle do início da curva e (x2,y2) como ponto de controle do final da curva, definindo assim a forma que esta irá possuir.

Os comandos S e s também irão desenhar uma curva cúbica de Bézier, mas neste caso iremos assumir que o primeiro ponto de controle é a reflexão do segundo ponto de controle.

Curvas Cúbicas de Bézier

O seguinte código desenha uma curva cúbica de Bézier básica:

<svg>
	<path fill="none" stroke="#333333" stroke-width="3" d="M10,55 C15,5 100,5 100,55" />
</svg>

Manipulando o primeiro e o último conjunto de pontos para essa curva, irá impactar na localização do seu início e fim, enquanto manipular os dois pontos centrais, irá impactar na forma e posicionamento da curva em si.

Os comandos S e s também irão desenhar uma curva cúbica de Bézier, mas neste caso iremos assumir que o primeiro ponto de controle é a reflexão do último ponto de controle do comando C anterior. Esta reflexão é relativa ao ponto inicial do comando S.

Reflexão do comando S

Um C maiúsculo determina que irá seguir posicionamento absoluto, enquanto um c minúsculo usa posição relativa. A mesma lógica é aplicada a S e s.

Curvas Quadráticas de Bézier

As Curvas Quadráticas de Bézier (Q, q, T, t) são similares as Curvas Cúbicas de Bézier, exceto que elas possuem somente um ponto de controle.

Curvas Quadráticas de Bézier

O seguinte código desenha uma curva quadrática de Bézier básica:

<svg>
	<path fill="none" stroke="#333333" stroke-width="3" d="M20,50 Q40,5 100,50" />
</svg>

Manipulando o primeiro e último conjunto de valores, M20,50 e 100,50, irá impactar no posicionamento dos pontos de início e fim da curva. O conjunto central dos valores, Q40,5, define o ponto de controle da curva, estabelecendo sua forma.

Q e q desenham a curva do ponto inicial até o ponto final usando (x1,y1) como o ponto de controle. T e t desenham a curva do ponto inicial até o ponto final assumindo que o ponto de controle é a reflexão do ponto de controle listado anteriormente, relativo ao ponto de partida do novo comando T or t.

Ponto de controle do comando T

Um Q maiúsculo determina que irá seguir posicionamento absoluto, enquanto um q minúsculo usa posição relativa. A mesma lógica é aplicada a T e t.

Curva Elíptica

Uma curva elíptica (A, a) define um segmento de uma elipse. Esses segmentos são criados através dos comando A ou a que criam um arco especificando um ponto inicial, ponto final, raios x e y, rotação e direção.

Aqui está um código de um curva elptica básica:

<svg>
	<path fill="none" stroke="#333333" stroke-width="3" d="M65,10 a50,25 0 1,0 50,25" />
</svg>

O primeiro e último conjunto de valores dentro do path, M65,10 e 50,25, representam as coordenadas inicial e final, enquanto o segundo conjunto de valores definem os dois raios. O valor de 1.0 (large-arc-flag e sweep-flag) determina como o arco será desenhado, a partir das quatro diferentes opções.

O seguinte diagrama mostra as quatro opções e o impacto que esses valores tem na renderização final do segmento de arco.

Curva Elíptica

Incorporando de um Programa de vetor gráfico

Programas de vetor gráfico permitem a geração de formas e caminhos mais complexos, enquanto produzem código SVG que pode ser capturado, utilizado e manipulado em qualquer lugar.

Uma vez que o desenho estiver completo, o código XML gerado, que pode ser um pouco grande dependendo de sua complexidade, pode ser copiado e incorporado no HTML. Quebrar cada seção do SVG e manter uma organização correta dos elementos, pode ser de grande ajuda na navegação e entendimento de documentos aparentemente complexos.

Aqui está o código SVG de algumas cerejas com classes adicionadas para melhor navegação:

	<svg width="215px" height="274px" viewBox="0 0 215 274">
		<g>
			<path class="stems" fill="none" stroke="#7AA20D" stroke-width="8" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" d="M54.817,169.848c0,0,77.943-73.477,82.528-104.043c4.585-30.566,46.364,91.186,27.512,121.498" />
			<path class="leaf" fill="#7AA20D" stroke="#7AA20D" stroke-width="4" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" d="M134.747,62.926c-1.342-6.078,0.404-12.924,5.762-19.681c11.179-14.098,23.582-17.539,40.795-17.846 c0.007,0,22.115-0.396,26.714-20.031c-2.859,12.205-5.58,24.168-9.774,36.045c-6.817,19.301-22.399,48.527-47.631,38.028 C141.823,75.784,136.277,69.855,134.747,62.926z" />
		</g>
		<g>
			<path class="r-cherry" fill="#ED6E46" stroke="#ED6E46" stroke-width="12" d="M164.836,193.136 c1.754-0.12,3.609-0.485,5.649-1.148c8.512-2.768,21.185-6.985,28.181,3.152c15.076,21.845,5.764,55.876-18.387,66.523 c-27.61,12.172-58.962-16.947-56.383-45.005c1.266-13.779,8.163-35.95,26.136-27.478	C155.46,191.738,159.715,193.485,164.836,193.136z" />
			<path class="l-cherry" fill="#ED6E46" stroke="#ED6E46" stroke-width="12" d="M55.99,176.859 c1.736,0.273,3.626,0.328,5.763,0.135c8.914-0.809,22.207-2.108,26.778,9.329c9.851,24.647-6.784,55.761-32.696,60.78 c-29.623,5.739-53.728-29.614-44.985-56.399c4.294-13.154,15.94-33.241,31.584-20.99C47.158,173.415,50.919,176.062,55.99,176.859z" />
		</g>
	</svg>

Cerejas

Os atributos dentro do elemento svg definem o workspace, ou "canvas" para o desenho. A folhas e as hastes estão dentro de um grupo, enquanto as cerejas estão em outro. Os valores em números definem o caminho que o desenho irá tomar e o fill e stroke, os atributos que irão definir a cor do preenchimento e bordas.

Uma vez que o código é copiado, ele pode passar por um otimizador de SVG antes de ser colocado no HTML, que irá ajudar a eliminar código desnecessário e espaçamentos, reduzindo bastante o tamanho do arquivo. Peter Collingridge's SVG Optimiser ou SVGO são ferramentas muito úteis nessa tarefa.

Seção 3. Workspace

Talvez o aspecto mais importante do SVG, depois de entender sua estrutura geral e como criar formas básicas é aprender sobre o workspace em uso, em outras palavras, entender o sistema de coordenadas no qual os gráficos vão ser mapeados.

Entender o workspace do SVG é útil para saber como renderizar propriamente seu gráfico, porém se torna crucial entender técnicas mais avançadas em SVG. Por exemplo, o mapeamento de gradientes são fortemente estabelecidos pelo sistema de coordenadas do SVG. Este workspce é definido por dimensões da viewport e atributos da viewbox.

Esta pêra, felizmente possui a viewport e viewBox que correspondem um com o outro:

	<svg width="115" height="190" viewBox="0 0 115 190">
		<!--<path <path que desenha a pêra> />-->
	</svg>

Pêra

A pêra é inteiramente visível no browser e vai possuir escala adaptável quando as dimensões da viewport forem alteradas.

viewport

A viewport é a parte visível do seu SVG. Enquanto SVG pode ter a largura ou a altura que você definir, limitar a viewport pode significar que somente uma certa parte da imagem será vista de cada vez.

A viewport é configurada através dos atributos width e height dentro de <svg>.

Se estes valores não forem definidos, as dimensões da viewport irão geralmente ser determinados por outros indicadores dentro do SVG, como o width do elemento mais externo. Entretando, a não configuração desse elemento deixa o seu gráfico suscetível a ser cortado.

viewBox

A viewBox permite a visualização de uma parte específica de uma parte de um elemento. Esses valores incluem quatro números separados por "commas" ou espaços: min-x, min-y, width e height esses parâmetros geralmente, são os limites da viewport.

Os valores min representam em qual ponto dentro da imagem a viewBox deve iniciar, enquanto o width e height estabelecem o tamanho do box.

Se nós optarmos por não definir a viewBox a imagem não será redimensionada e irá corresponder a configuração feita na viewport.

Se 50px forem tirados de width e height da viewBox, a porção da imagem da pêra que está visível é reduzida, porém a parte que ainda pode ser visualizada se encaixa nas definições da viewport.

	<svg width="115px" height="190px" viewBox="0 0 65 140">
		<!--<path <path que desenha a pêra> />-->
	</svg>

Pêra

Os valores de min dentro da viewBox definem o início da viewBox dentro de seu elemento pai. Em outras palavras, os pontos dentro da viewBox são as coordenadas no qual iremos criar o campo de visualização. No desenho da pêra acima os valores de min eram 0,0 (topo, esquerda). Vamos mudar esses valores para 50, 30: viewBox="50 30 115 190".

	<svg width="115" height="190" viewBox="50 30 115 190">
		<!--<path <path que desenha a pêra> />-->
	</svg>

Pêra

A viewBox agora começa com 50px ao longo do eixo x e 30px ao longo do eixo y. Alterando esses parâmtros a parte da pêra que está em foco é modificada.

preserveAspectRatio

Se a viewport e viewBox não possuirem as mesmas dimensões de width e height, o atributo preserveAspectRatio direciona o browser em como efetuar o display da imagem.

O atributo preserveAspectRatio requer dois parâmetros, <align> e <meetOrSlice>. O primeiro parâmetro possui duas partes que direciona o alinhamento da viewBox dentro da viewport. O segundo é opcional e indica como o aspecto da dimensão será preservado.

preserveAspectRatio="xMaxYMax meet"

Estes valores vão alinhar o canto direito inferior da viewBox ao canto direito inferior da viewport. O meet preserva o aspecto da dimensão da escala da viewBox para se encaixar como a viewport o máximo possível.

Existem três opções de <meetOrSlice>: meet (padrão), slice, e none. Enquanto o meet se encarrega de produzir uma visibilidade completa do gráfico (o máximo possível), a função do slice é preencher a viewport com a viewBox e então cortar qualquer outra parte da imagem que não estiver dentro da viewport despois desta escala. none resulta na não preservação da dimensão e uma provável distorção da imagem.

Talvez o valor mais inapropriado aqui é o none, no qual estabelece uma escala uniforme que talvez não deveria ser aplicada. Se aumentarmos os valores em pixels da viewport, a imagem abaixo das cerejas vai se tornar não uniforme e ficará distorcida.

	<svg width="500" height="400" viewBox="0 0 250 600" preserveAspectRatio="none">
		<!--<path <path que desenha a cereja> />-->
	</svg>

Cerejas

Já o preserveAspectRatio da imagem abaixo está configurado para xMinYMax meet no qual está alinhado ao canto inferior esquerdo da viewport. O meet se certifica que a imagem está redimensionada para se encaixar dentro da viewport da melhor maneira possível.

	<svg width="350" height="150" viewBox="0 0 300 300" preserveAspectRatio="xMinYMax meet" style="border: 1px solid #333333;">
		<!--<path <path que desenha a cereja> />-->
	</svg>

Cerejas

Aqui nós temos as mesmas cerejas quando meet é mudado para slice:

	<svg width="350" height="150" viewBox="0 0 300 300" preserveAspectRatio="xMinYMax slice" style="border: 1px solid #333333;">
		<!--<path <path que desenha a cereja> />-->
	</svg>

Cerejas

Perceba que os valores de alinhamento não precisam ser corrigidos.

	<svg width="350" height="150" viewBox="0 0 300 300" preserveAspectRatio="xMinYMid slice" style="border: 1px solid #333333;">
		<!--<path <path que desenha a cereja> />-->
	</svg>

Cherries

O exemplo mostrado acima tem o preserveAspectRatio de xMinYMid slice; as cerejas agora estão alinhadas pelo meio do eixo y da viewport.

Sistema de transformação de coordenadas

O SVG dispõe de alterações adicionais no gráfico como rotação, dimensionamento, movimento e torção através do uso de transforms. As transformações do SVG podem se aplicar desde elementos individuais até um grupo inteiro de elementos.

Essas funções são incluídas dentro do elemento a ser manipulado e residem dentro do atributo <transform>. Múltiplos transforms podem ser incluídos em diversas funções dentro deste atributo, por exemplo: transform="translate(<tx>,<ty>) rotate(<rotation angle>)" />.

Uma coisa importante para ficar na cabeça quando transformar SVG é que isto irá impactar no seu sistema de coordenadas ou workspace. Isto acontece porque transforms criam um novo espaço ou seja, você está essencialmente copiando o gráfico original e colocando a transformação em um novo sistema de coordenadas.

A seguinte imagem demonstra a transformação que o sistema de coordenadas sofre quando se faz uma translação de (100,100) em um grupo contendo o gráfico:

Translação do sistema de coordenadas

O sistema de coordenadas como um todo é transladado e a imagem da lima e do limão é mantida no posicionamento original com o sistema. O novo sistema de coordenadas tem a origem localizada em (100,100) do sistema de coordenadas original.

Devido a este relacionamento com o sistema de coordenadas, várias das funções irão mover o desenho mesmo que você não defina diretamente a translação no elemento. Por exemplo, a tentativa de triplicar o tamanho de uma imagem com um scale no valor de "3", está multiplicando as coordenadas x e y por "3" e a imagem está sendo dimensionada em torno disso, movendo toda a tela no processo.

No caso de transformações em cadeia, os efeitos são acumulativos, então a transformação no elemento filho será baseada na acumulação de transformações antes do mesmo.

translate

A função translate especifica os detalhes para mover uma forma, e os dois valores numéricos incluem os movimentos ao longo dos eixos x e y: transform="translate(<tx>,<ty>)" Esse valores podem ser separados por espaços ou vírgulas.

O valor y é opcional e se omitido é assumido o valor de "0".

rotate

O valor com rotate irá especificar a rotação da forma a partir de seu ponto de origem (em graus), que para o SVG é 0,0 (superior esquerda): transform="rotate(<ângulo de rotação>)"

Existe também a opção de incluir os valores de x e y: transform=rotate(<ângulo de rotação> [<cx>,<cy>]). Se adicionado, esses valores estabelecem um novo centro de rotação diferente do que é definido no padrão (que é 0,0).

Aqui está uma maçã antes e depois de ter uma rotação de 20 graus aplicada: transform="rotate(20)". Perceba que a imagem não reflete a mudança nas coordenadas que esta transformação faz.

Maçã rotacionada

scale

Permite redimensionar os elementos do svg através da função scale. Esta função aceita um ou dois valores que especificam valores de escala horizontal e vertical ao longo do eixo apropriado: transform="scale(<sx> [<sy>])".

O valor sy é opcional e se omitido é assumido como igual ao sx que garante consistência no redimensionamento.

Um scaleno valor de ".5" irá renderizar um gráfico com metade do seu tamanho original, enquanto um valor de "3" irá triplicar seu tamanho inicial. Um valor de "4,2" irá dimensionar o gráfico quatro vezes da sua largura original e duas vezes de sua altura original.

skew

Elementos SVG podem ser torcidos, or entortados, através do uso das funções skewX e skewY. Os valores que que essas funções aceitam representam a transformação em graus ao longo dos eixos apropriados.

Aqui está uma maçã antes e depois de adicionar um skewX no valor de "20": transform="skewX(20)". Perceba que a imagem não reflete a mudança nas coordenadas que esta transformação faz.

Maçã entortada

Seção 4. Preenchimentos e Contornos

fill e stroke nos permitem pintar o interior e borda de um SVG.

"Pintar" referencia a ação de aplicar cor, gradientes e texturas ao gráfico através do fill e/ou stroke.

Propriedades de preenchimento

O atributo fill pinta o interior de um elemento gráfico específico. Este preenchimento pode consistir de uma cor sólida, gradiente ou textura.

O interior da forma é determinado examinando todos os caminhos e especificações com o fill-rule.

Quando preenchendo uma forma ou caminho, fill irá pintar caminhos abertos como se o último ponto estivesse conectado ao primeiro, apesar de a cor do stroke nessa seção não ser renderizada.

fill-rule

A propriedade de fill-rule indica ao algorimo quais partes do canvas devem ser incluídas dentro da forma. Isso nem é sempre é fácil quando se trabalha com interseções mais complexas ou caminhos fechados.

Os valores aceitos são nonzero, evenodd, inherit.

nonzero

O valor de nonzero determina o interior de um ponto em todo o canvas, desenhando uma linha partindo da área em questão e entre toda a forma em qualquer direção, e então, considerando o local onde um segmento da forma cruza esta linha. Isso se inicia com zero e adiciona um cada vez que um segmento cruza a linha da esquerda para a direita, e substrai um cada vez que o caminho é cruzado da direita para a esquerda.

Se o resultado for zero depois de analisar e contar essas interseções, então o ponto está fora do caminho, caso contrário, ele está dentro.

nonzero fill-rule

Essencialmente, se o caminho for desenhado no sentido horário, ele é considerado como interno, mas se ele for desenhado no sentido anti-horário ele é considerado externo e será excluído do processo de fill.

evenodd

O valor de evenodd determina o interior de um ponto em todo o canvas, desenhando uma linha partindo da área em questão e entre toda a forma em qualquer direção, e conta quais segmentos do caminho que essa linha cruzou. Se o resultado é um número ímpar, esse ponto é interno, se é par esse ponto é externo.

evenodd fill-rule

Dado o algoritmo específico de evenodd, a direção do desenho no interior da forma é irrelevante, diferente do nonzero, já que estamos simplesmente contando os caminhos que cruzam a linha.

Embora essa propriedade não seja geralmente necessária, ela permite um melhor controle do fill em desenhos mais complexos, como mencionado anteriormente.

inherit

O valor de inherit irá direcionar o elemento a assumir o fill-rule especificado em seu elemento pai.

fill-opacity

O valor de fill-opacity se refere ao nível de opacidade do preenchimento no interior. O valor de "0" resulta numa completa transparência, "1" retira toda a transparência, e valores entre represetam um nível em porcentagem da opacidade.

Atributos de contorno

Existem algums atributos relacionados ao contorno no SVG, que permitem o controle e manipulação dos detalhes do contorno. As habilidades desses atributem fornecem um grande controle no SVG "feito a mão", mas também prova ser útil quando é necessário se fazer edições em gráficos incoroporados já existentes.

Os exemplos a seguir usam um SVG inline de uvas. Os atributos estão sendo utilizados diretamente na forma do elemento.

stroke

O atributo stroke define a cor da borda numa forma ou caminho específico.

A seguinte imagem das uvas tem um contorno roxo: stroke="#765373".

Uvas

stroke-width

O valor de stroke-width estabele a largura do contorno das uvas, o qual está definido para 6pxna imagem.

O valor padrão para este atributo é 1. Se um valor em porcentagem é utilizado, o valor é baseado nas dimensões da viewport.

stroke-linecap

O stroke-linecap define qual forma terá o final de um caminho aberto e ele aceita quatro valores possíveis: butt, round, square, inherit.

Uvas

O valor de inherit irá direcionar o elemento para receber o stroke-linecap definido pelo seu elemento pai.

A haste na imagem seguinte tem o stroke-linecap com o valor square:

<svg>
	<!--<path <caminho para a uva> />-->
	<!--<path stroke-linecap="square" <caminho para a haste> />-->
	<!--<path <caminho para a folha> />-->
</svg>

Uvas

stroke-linejoin

O stroke-linejoin define qual aparência os cantos dos contornos irão possuir nos caminhos e formas básicas.

Uvas

Segue um exemplo das com uvas com um stroke-linejoin no valor "bevel":

<svg>
	<!--<path stroke-linejoin="bevel" <caminho para as uvas> />-->
	<!--<path <caminho para a haste> />-->
	<!--<path <caminho para a folha> />-->
</svg>

Uvas

stroke-miterlimit

Quando duas linhas se encontram num ângulo agudo e são definidos para stroke-linejoin="miter", o atributo stroke-miterlimit permite especificar o quanto irá se extender essa junção/canto.

O comprimento dessa junção é chamado de comprimento de esquadria, e é medido através do canto interior da linha dessa junção até a ponta exterior dessa junção.

Esse valor será o limite da razão do comprimento da esquadria pelo stroke-width.

1.0 é o menor valor possível para este atributo.

A primeira imagem está definida para stroke-miterlimit="1.0", o que irá criar um efeito de chanfro. O stroke-miterlimit da segunda imagem está definido para 4.0.

Uvas

stroke-dasharray

O atributo stroke-dasharray transforma os caminhos em traços ao invés de linhas sólidas.

Com o atributo você pode especificar o tamanho do traço, assim como a distância entre eles, separados por vírgulas ou espaços.

Se um número ímpar de valores for dado, a lista irá repetir para produzir um número par de valores. Por exemplo, 8,6,4 vira 8,6,4,8,6,4 como mostrado na segunda imagem das uvas abaixo.

Colocar apenas um número dentro deste valor resulta num espaço entre os traços que é igual ao comprimento de um traço.

Uvas

A primeira imagem mostra o impacto que um número par de valores faz no caminho da uva: stroke-dasharray="20,15,10,8".

stroke-dashoffset

O stroke-dashoffset especifica a distância para o traço iniciar.

<svg>
	<!--<path stroke-dasharray="40,10" stroke-dashoffset="35" <caminho para as uvas> />-->
	<!--<path <caminho para a haste> />-->
	<!--<path <caminho para a folha> />-->
</svg>

Uvas

No exemplo acima, temos um traço configurado para ter o tamanho de 40px e um dashoffset de 35px. No ponto de partida do caminho do traço, ele não será visível até os 35px dos primeiros 40px do traço, e é por isso que o primeiro traço parece significativamente menor.

stroke-opacity

O atributo stroke-opacity permite nível de transparência para os contornos.

O valor aqui é decimal entre 0 e 1, com 0 sendo completamente transparente.

Seção 5: O elemento text

O elemento <text> define um gráfico povoado por texto. Existem uma série de opções de atributos para customização deste texto como gradientes, texturas, recortes, máscaras ou filtros que podem ser aplicados.

Escrever e editar o <text> no SVG fornece uma poderosa habilidade de criar textos escaláveis assim como os gráficos que podem ser modificados e editados com o código do SVG.

Lembre-se de estar consciente das dimensões da viewport enquanto trabalhamos nos exemplos desta seção. A viewport, como mencionada anteriormente, vai determinar a porção visível do SVG e pode ser necessário modificá-la dependendo de alguma alteração específica.

Atributos Básicos

Os atributos de texto do SVG ficam dentro do elemento <text>, que está dentro no elemento <svg>. Através destes atributos podemos controlar alguns elementos de estilo básicos para o nosso texto, assim como descobrir por completo os detalhes de mapeamento dentro do canvas, habilitando total controle de sua localização na tela.

x, y, dx, dy

A primeira letra dentro do elemento <text> é renderizada de acordo com o estabelecido em x e y. Enquanto o valor de x determinar onde o texto deve iniciar ao longo eixo x, o valor de y determinar a localização horizontal do texto da parte inferior do texto.

Enquanto x e y estabelecem coordenadas em um espaço absoluto, dx e dy estabelecem em coordenadas relativas. Isto é especialmente útil quando usado em conjunto com o elemento <tspan>, que será discutido futuramente na próxima seção.

	<svg width="620" height="100">
		<text x="30" y="90" fill="#ED6E46" font-size="100" font-family="'Leckerli One', cursive">Watermelon</text>
	</svg>

Texto Watermelon

O texto acima começa com 30px da viewport do SVG, e a parte inferior do texto é definida para 90px do topo da viewport: x="30" y="90".

rotate

A rotação pode ser utilizada em letras/símbolos individuais, e/ou em um elemento como um todo.

Um valor único com o atributo rotate resulta em cada símbolo rotacionado por esse mesmo valor. Um conjunto de valores também pode ser utilizado para direcionar e atribuir diferentes valores de rotação para cada letra. Se não tiverem valores suficientes para o número de letras, o último valor definido na rotação será usado para a rotação dos caracteres restantes.

O texto abaixo teve uma rotação definida para todo o gráfico atráves do elemento transform, mas também possui um valor para cada símbolo: rotate="20,0,5,30,10,50,5,10,65,5"

	<svg width="600" height="250">
		<text x="30" y="80" fill="#ED6E46" font-size="100" rotate="20,0,5,30,10,50,5,10,65,5" transform="rotate(8)" font-family="'Leckerli One', cursive">Watermelon</text>
	</svg>

Texto Watermelon

textLength & lengthAdjust

O atributo textLength especifica o comprimento do texto. O comprimento do texto irá ajustar para encaixar no tamanho especificado pelo atributo, alterando o espaço entre os caracteres.

O seguinte exemplo tem um valor de textLength de 900px. Perceba que o espaço entre os caracteres foi aumentado para preencher este espaço.

	<svg width="950" height="100">
		<text x="30" y="90" fill="#ED6E46" font-size="100" textLength="900" font-family="'Leckerli One', cursive">Watermelon</text>
	</svg>

Texto Watermelon

Quando usado em conjunto com o atributo lengthAdjust, fica especificado que tanto o espaçamento da letra o tamanho dos símbolos devem se ajustar para caber nos novos valores de comprimento.

Um valor de "spacing" resulta numa imagem que se assemelha no exemplo acima, onde espaçamento entre os caracteres foi expandido para preencher o espaço: lengthAdjust=”spacing”.

Um valor de "spacingAndGlyphs" direciona para que ambos, espaçamento e tamanho do símbolo devem se ajustar de acordo: lengthAdjust="spacingAndGlyphs".

Texto Watermelon

O elemento tspan

O elemento <tspan> é importante, porque o SVG atualmente não suporta quebra automática de linhas ou quebra de texto. O <tspan> nos permite desenhar múltiplas linhas de texto e destacar certas palavras ou caracteres para então manipulá-los independentemente.

Ao invés de definir um novo sistema de coordenadas para essas linhas atuais, o elemento <tspan> posiciona essas novas linhas de texto em relação a linha de texto anterior.

O elemento <tspan> não tem saída visual em si, mas especificando mais detalhes dentro do elemento, nós podemos destacar esse texto em particular e ter mais controle sobre o seu design e posicionamento.

No exemplo abaixo "are" e "delicious" estão localizados em diferentes elementos <tspan> dentro do elemento <text>. Usando dy em cada um desses spans, nós posicionamos a palavra ao longo do eixo y em relação a palavra anterior a ela.

Enquanto "are" está posicionado -30px de "Watermelons", "delicious" está posicionado 50px de "are".

	<svg width="775" height="500">
		<text x="15" y="90" fill="#ED6E46" font-size="60" font-family="'Leckerli One', cursive"> Watermelons
  			<tspan dy="-30" fill="#bbc42a" font-size="80">are</tspan>
  			<tspan dy="50">delicious</tspan>
		</text>
	</svg>

Texto Watermelon

Você pode mover cada símbolo individualmente através de uma lista de valores, como mostrado no exemplo abaixo. A letra/símbolo é movida de acordo com a posição da letra/símbolo antes dela, e "delicious" agora é posicionado de acordo com a letra "e" em "are".

Texto Watermelon

O tspan que contém "are" possui a seguinte lista de valores de dy: dy="-30 30 30".

Propriedades de espaçamento

Há uma variedade de propriedades disponíveis quando se usa o elemento do <text> no SVG inline, que controla o espaçamento das palavras e letras, similares as capacidades dos programas de vetores gráficos.

Entender como se usam estas propriedades ajuda a garantir que o gráfico vai ser mostrado exatamente como se deseja.

kerning & letter-spacing

Kerning se refere ao processo de ajustar o espaçamento entre os caracteres. A propriedade kerning nos permite ajustar esse espaço baseado na tabela de kerning, que está incluída na fonte utilizada, ou definir um tamanho único.

O valor de auto indica que o espaço entre os símbolos deve ser baseado na tabela de kerning que é incluída com a fonte utilizada.

O exemplo abaixo tem um valor de kerning definido em auto, que neste caso não tem impacto visual, já que é um valor padrão.

	<svg width="420" height="200">
		<text x="2" y="50%" fill="#ef9235" font-size="100" font-family="'Raleway', sans-serif" font-weight="bold" kerning="auto">Oranges</text>
	</svg>

Texto Oranges

Ajustar o espaçamento entre os caracteres pode ser feito pela simples inclusão do valor: kerning="30".

Texto Oranges

O valor inherit é também válido.

O letter-spacing tem opções de valores como normal, <length>, ou inherit. O valor número aqui terá o mesmo impacto que o espaçamento do kerning. A propriedade letter-spacing se destina a ser usada como espaço suplementar para qualquer outro espaço já feito pelo kerning.

word-spacing

A propriedade word-spacing especifica o espaço entre as palavras.

<svg width="750" height="200">
	<text x="2" y="50%" fill="#ef9235" font-size="70" font-family="'Raleway', sans-serif" word-spacing="30">Oranges are Orange</text>
</svg>

Texto laranjas

Outros valores validos são normal (padrão), e inherit.

text-decoration

A propriedade text-decoration permite o uso de underline, overline, e line-through no texto SVG.

Enquanto a ordem de desenhar nem sempre tem um impacto no saída visual do SVG, a ordem importa em se tratando do text-decoration. Todos os valores de text-decoration, exceto line-through, devem ser desenhados antes do texto ser preenchido e/ou contornado; senão o texto irá renderizar acima da decoração.

line-throughdeve ser desenhado depois do texto ser preenchido e/ou contorno, renderizando sobre o texto.

Aqui um exemplo de text-decoration="underline" e text-decoration="line-through".

Texto Pears

Texto ao longo de um caminho

Como mencionado, o SVG inline nos permite opções avançadas de customização que são similares as capacidades dos softwares de vetores gráficos. Com o código do SVG em si, nós podemos posicionar um texto exatamente como a gente deseja que seja renderizado na tela.

Levando a manipulação um nível a frente, o SVG <text> pode seguir um caminho dado pelo elemento <path>.

O elemento textPath

O elemento textPath é onde está toda a mágica dessa habilidade. Enquanto o texto SVG em geral fica no elemento <text>, ele agora estará dentro do elemento <textPath> com o elemento <text>.

O <textPath> irá chamar um caminho escolhido a partir de sua id que estará determinada no elemento <defs> esperando para ser usado.

A sintaxe básica:

<svg>
	<defs>
		<path id="testPath" d="<....>"/>
    </defs>
   <text>
  		<textPath xlink:href="#testPath">Place text here</textPath>
   </text>
</svg>

Aqui como fica o caminho que é feito no código abaixo:

Caminho simples

Após gerar esse caminho no programa de vetor gráfico, o elemento <path> do SVG (o que não inclui a cor como mostrado abaixo) pode ser copiado e colocado dentro do elemento <defs> no elemento <svg>, que também é mostrado no código acima:

Caminho simples com texto

<svg width="620" height="200">
	 <defs>
		<path id="testPath" d="M3.858,58.607 c16.784-5.985,33.921-10.518,51.695-12.99c50.522-7.028,101.982,0.51,151.892,8.283c17.83,2.777,35.632,5.711,53.437,8.628 c51.69,8.469,103.241,11.438,155.3,3.794c53.714-7.887,106.383-20.968,159.374-32.228c11.166-2.373,27.644-7.155,39.231-4.449" />
     </defs>
 	 <text x="2" y="40%" fill="#765373" font-size="30" font-family="'Lato', sans-serif">
 		<textPath xlink:href="#testPath">There are over 8,000 grape varieties worldwide.</textPath>
 	 </text>
</svg>
xlink:href

O atributo xlink:href em um <textPath> nos permite referenciar o caminho em que o texto será renderizado.

startOffset

O atributo startOffset representa o comprimento do espaçamento do texto a partir do ponto inicial do path. Um valor de "0%" indica o ponto inicial do path, enquanto "100%" indica o ponto final.

O exemplo abaixo tem um startOffset de "20%" que irá empurrar o texto para começar em 20% do caminho. O tamanho da fonte é diminuído para prevenir que seja renderizado fora da viewport quando movido.

Adicionando cor ao contorno do caminho via elemento <use> pode ajudar a entender exatamente o que acontece.

	<svg width="620" height="200">
 		<defs>
			<path id="testPath" d="M3.858,58.607 c16.784-5.985,33.921-10.518,51.695-12.99c50.522-7.028,101.982,0.51,151.892,8.283c17.83,2.777,35.632,5.711,53.437,8.628 c51.69,8.469,103.241,11.438,155.3,3.794c53.714-7.887,106.383-20.968,159.374-32.228c11.166-2.373,27.644-7.155,39.231-4.449" />
		</defs>
		<use xlink:href="#testPath" fill="none" stroke="#7aa20d" stroke-width="2"/>
		<text x="2" y="40%" fill="#765373" font-size="20" font-family="'Lato', sans-serif">
  			<textPath xlink:href="#testPath" startOffset="20%">There are over 8,000 grape varieties worldwide.
  			</textPath>
		</text>
	</svg>

Caminho simples com texto

Seção 6: Características Avançadas: Gradientes, Texturas, Recortes

Gradientes

Existem dois tipos de gradientes SVG: linear e radial. Gradientes lineares são gerados numa linha reta, enquanto gradientes radiais são circulares.

Um gradiente linear muito simples é estruturado da seguinte forma:

<svg>
	<defs>
    	<linearGradient id="gradientName">
        	<stop offset="<%>" stop-color="<color>" />
        	<stop offset="<%>" stop-color="<color>" />
    	</linearGradient>
	</defs>
</svg>

O <svg> contém o elemento <defs> que nos permite criar definições reutilizáveis que podem ser chamadas depois. Essas definições não tem saída visual até que sejam referenciadas usando sua ID única dentro dos atributos de contorno e/ou preenchimento para as formas do SVG ou <text>. Essas formas e/ou texto devem estar dentro do elemento <svg>, mas fora do elemento <defs>.

Uma vez que o gradiente é criado e recebe uma ID, ele pode ser chamado através dos atributos fill e/ou stroke no SVG. Por exemplo, fill= "url(#gradientName)".

Gradientes Lineares

Gradientes lineares mudam de cor uniformemente ao longo de uma linha e cada ponto definido nesta linha irá representar a correlação das cores dentro do elemento <linearGradient>. Cada ponto irá possui a sua respectiva cor com 100% de saturação, e o espaço entre elas expressa a transição de uma cor para outra.

Pontos de parada

Pontos de parada ou <stop> nodes também podem aceitar parâmetros de opacidade com stop-opacity="<valor>".

Aqui abaixo está o código para um gradiente linear simples com duas cores aplicado em um retângulo:

	<svg width="405" height="105">
		<defs>
  			<linearGradient id="Gradient1" x1="0" y1="0" x2="100%" y2="0">
    			<stop offset="0%" stop-color="#BBC42A" />
    			<stop offset="100%" stop-color="#ED6E46" />
  			</linearGradient>
		</defs>
		<rect x="2" y="2" width="400" height="100" fill= "url(#Gradient1)" stroke="#333333" stroke-width="4px" />
	</svg>

Gradiente Básico

O parâmetro offset informa ao gradiente em qual ponto atribuir e se correlacionar ao stop-color.

x1, y1, x2, y2

Os valores contidos nos atributos x1, y1, x2 e y2 representam os pontos iniciais e finais nos quais são mapeados o encerramento do gradiente (mudança de cores). Essas porcentagens irão mapear os gradientes respectivamente ao longo do eixo apropriado.

O valor de y em "100%" e x em "0" vai produzir um gradiente horizontal, enquanto os valores inversos vão gerar um gradiente verticall. Utilizando os dois valores em "100%" (ou qualquer valor diferente de 0) vai renderizar um gradiente angulado.

gradientUnits

O atributo gradientUnits define um sistema de coordenadas para os valores de x1, x2, y1 e y2. As duas opções de valores aqui são userSpaceOnUse ou objectBoundingBox. O userSpaceOnUse configura as coordenadas do gradiente com unidades absolutas, enquanto objectBoundingBox (padrão) estabelece este sistema com os limites do formato do SVG propriamente dito.

spreadMethod

O valor do atributo spreadMethod especifica como o gradiente irá se propagar através da forma e se ele começa ou termina dentro dos limites do alvo (target). Se o gradiente está configurado para não preencher o formato, o spreadMethod determina como o gradiente deve se comportar para cobrir o espaço em branco. Existem três opções aqui: pad, repeat ou reflect.

O valor de pad (padrão) direciona a primeira e a última cores do gradiente a se propagar sobre a região não coberta restante. O valor de repeat direciona o gradiente a repetir suas cores desde o início continuadamente. O valor em reflect irá refletir a textura alternadamente do início-ao-fim e em seguida do fim-ao-início continuadamente.

O ponto de início e ponto final para o gradiente abaixo é: x1="20%" y1="30%" x2="40%" y2="80%".

Metodo Spread

gradientTransform

O atributo gradientTransform é opcional e permite uma transformação futura do gradiente antes de ser mapeado, como adicionar uma rotação.

xlink:href

O atributo xlink:href permite ao usuário chamar o ID de outros gradientes a fim de "herdar" seus detalhes, mas você também pode sobrescrever valores diferentes.

	<linearGradient id="repeat" xlink:href="#Gradient-1” spreadMethod="repeat" />

Este gradiente herda os detalhes do primeiro gradiente do inicio desta seção, porém possui um método alternado no valor spreadMethod.

Gradientes em Radial

A maioria dos atributos para um gradiente em radial <radialGradient> são os mesmos do <linearGradient> com excessão da configuração das coordenadas utilizadas por ele.

cx, cy, r

Os atributos cx, cy e r definem uma seção externa do circulo e os 100% do stop-color do gradiente que será mapeado ao perímetro deste valor. cx e cy definem a coordenada do centro, enquanto r configura o raio do gradiente.

fx, fy

Os atributos fx e fy representam as coordenadas para o ponto focal do gradiente, ou o ponto mais interno do circulo. Essencialmente, o ponto central do gradiente não necessariamente precisa ser o ponto de foco do gradiente, esses valores podem ser facilmente alterados.

Conforme citado acima, enquanto por padrão o ponto de foco do gradiente deverá ser o ponto central, os atributos podem alterar isso. Por exemplo os valores do ponto de foco da imagem abaixo são fx="95%" fy="70%"`.

	<svg width="850px" height="300px">
		<defs>
  			<radialGradient id="Gradient2" cy="60%" fx="95%" fy="70%" r="2">
    			<stop offset="0%" stop-color="#ED6E46" />
    			<stop offset="10%" stop-color="#b4c63b" />
    			<stop offset="20%" stop-color="#ef5b2b" />
    			<stop offset="30%" stop-color="#503969" />
    			<stop offset="40%" stop-color="#ab6294" />
    			<stop offset="50%" stop-color="#1cb98f" />
    			<stop offset="60%" stop-color="#48afc1" />
    			<stop offset="70%" stop-color="#b4c63b" />
    			<stop offset="80%" stop-color="#ef5b2b" />
    			<stop offset="90%" stop-color="#503969" />
    			<stop offset="100%" stop-color="#ab6294" />
  			</radialGradient>
		</defs>
		<text x="20%" y="75%" fill= "url(#Gradient2)" font-family= "'Signika', sans-serif" font-size="200">Cherry</text>
	</svg>

Ponto de foco

Neste exemplo, o ponto de foco alterna-se na parte inferior direita da imagem.

Texturas

Texturas são geralmente consideradas uma das mais complexas opções de pintura disponíveis para cor e contornos do SVG. Entender os fundamentos e a sintaxe básica podem fazer desses padrões aparentemente mais complexos, muito mais acessíveis.

Aqui está a sintaxe básica de uma textura aplicada a um retângulo.

	<svg width="220" height="220">
		<defs>
  			<pattern id="basicPattern" x="10" y="10" width="40" height="40" 								patternUnits="userSpaceOnUse">
   				<circle cx="20" cy="20" r="20" fill= "#BBC42A" />
			</pattern>
		</defs>
		<rect x="10" y="10" width="200" height="200"
  		stroke="#333333" stroke-width="2px" fill="url(#basicPattern)" />
	</svg>

Textura Básica

Atributos Básicos

Os atributos e valores para as texturas definem o "canvas", o design e o posicionamento. As texturas podem consistir em caminhos ou formas, podem preencher textos, e podem até mesmo ser preenchidas por outras texturas.

x, y, width, height

Os atributos x e y dentro do elemento <pattern> definem a distância dentro do formato que a textura irá se iniciar. width (largura) e height (altura) dentro do elemento <pattern> definem o tamanho da textura dentro do espaço do formato.

A "textura básica" referenciada acima contém os seguintes valores: x="10" y="10" width="40" height="40". A textura irá iniciar 10px a frente do eixo x, 10 px a frente do eixo y, e criar um elemento com 40px de largura e 40px de altura.

patternUnits

O atributo patternUnits define as coordenadas para quais x, y, width e height são referenciados. As duas opções disponíveis são userSpaceOnUse e objectBoundingBox (padrão).

A opção userSpaceOnUse resulta em uma textura determinada pelo sistema de coordenadas que referenciada para o elemento <pattern>, enquanto objectBoundingBox estabelece o mapa de coordenadas como uma uma caixa delimitadora baseada no elemento que a textura está aplicada.

patternContentUnits

O atributo patternContentUnits possui os mesmos valores de patternUnits, porém o sistema de coordenadas agora é definido pelo conteúdo da textura em si.

Este valor, diferentemente de patternUnits, tem como padrão o valor userSpaceOnUse, o que significa que, a menos que um ou ambos destes atributos sejam especificados na forma desenhada com o elemento <pattern>, eles serão desenhados em um sistema de coordenadas diferente do que o <pattern> está utilizando.

Definindo patternUnits=userSpaceOnUse dentro do elemento <pattern> simplificamos esse processo e garantimos um workspace mais consistente.

Texturas Aninhadas

Texturas também podem ser aninhadas para criar um design mais único e detalhado. Aqui está um exemplo básico de uma estrutura aninhada.

<svg width="204" height="204">
	<defs>
		<pattern id="circlePattern"
         x="4" y="4" width="75" height="75"
         patternUnits="userSpaceOnUse">
  			<circle cx="12" cy="12" r="8"
        stroke="#ed6e46" stroke-width="3" fill="#765373" />
		</pattern>
		<pattern id="rectPattern"
         x="10" y="10" width="50" height="50"
         patternUnits="userSpaceOnUse">
  			<rect x="2" y="2" width="30" height="30"
          stroke="#bbc42a" stroke-width="3" fill="url(#circlePattern)" />
		</pattern>
	</defs>
	<rect x="2" y="2" width="200" height="200"
  stroke="#333333" stroke-width="3" fill="url(#rectPattern)" />
</svg>

O elemento <defs> contém ambas as texturas. Com o elemento <defs>, a textura do retângulo está chamando a textura do circulo pelo fill e o retângulo principal está então chamando própria textura também via fill, pintando o interior da forma principal formando um efeito aninhado.

Textura aninhada

Recortes

Os recortes restringem a região na qual a pintura será aplicada ao SVG. Qualquer região do desenho que não faça parte do recorte não será renderizada.

Para demonstrar as habilidades dessa característica, vamos usar um recorte em um texto "Apples" sendo aplicada sobre uma coloração de tomate em um retângulo e um circulo verde.

Abaixo estão os formatos ainda sem a aplicação da máscara, configurada para se extender além da viewport.

Formatos antes do recorte

Agora temos um visual de como ficaria o código para aplicar o texto "Apples" neste canvas.

<svg width="400px" height="200px">
	<clipPath id="clip-text">
  		<text x="0" y="50%" fill="#f27678" font-size="120px" font-family=" 'Signika', sans-serif">Apples</text>
	</clipPath>
	<rect x="0" y="0" width="200" height="200" fill="#ed6e46" clip-path="url(#clip-text)" />
	<circle cx="310" cy="100" r="135" fill="#bbc42a" clip-path="url(#clip-text)" />
</svg>

Texto com recorte aplicada

A aplicação do recorte é definida dentro do elemento <clipPath> e então chamada nos dois formatos referenciados por um único id.

Conclusão

Escrever SVG inline é uma maneira muito útil e poderosa de edição e da ao autor acesso completo a tudo que existe nos elementos de um gráfico de maneira individual. Junto com este código estamos gerando gráficos que são redimensionados sem nenhuma perda de qualidade da imagem, são pesquisáveis, aumentando sua acessibilidade.

Provavelmente levará algum tempo até que você domine a escrita e se sinta confortável com suas habilidades de SVG, porém uma vez que você o faça, recomendo que você faça seu código mais curto e eficiente possível, explorando animações SMIL, e experimentando estilizar elementos SVG com CSS.]

Espero que este guia sirva como uma valiosa referência, e inspiração no que se refere ao entendimento do potencial poderoso de construção e manipulação do SVG inline.

Para novidades e atualizações, por favor visite o site do livro, e se você tiver alguma pergunta ou comentário a fazer poderá fazê-lo via Twitter ou enviar um email para info@jonibologna.com.

Fim