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title: Catecismo
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<nav id="toc" data-spy="affix" data-toggle="toc" class="toc-catecismo"></nav>
</div>
<div class="col-md-10">
<h2 class="text-center">Mandamentos da lei de Deus</h2>
<em>Os mandamentos da lei de Deus são dez: os três primeiros pertencem à honra de Deus e os outros sete ao proveito do próximo.</em>
<ul>
<li>
1º - Amar a Deus sobre todas as coisas.
</li>
<li>
2º - Não tomar seu santo nome em vão.
</li>
<li>
3º - Guardar os domingos e festas.
</li>
<li>
4º - Honrar pai e mãe.
</li>
<li>
5º - Não matar.
</li>
<li>
6º - Não pecar contra a castidade.
</li>
<li>
7º - Não furtar.
</li>
<li>
8º - Não levantar falso testemunho.
</li>
<li>
9º - Não desejar a mulher do próximo.
</li>
<li>
10º - Não cobiçar as coisas alheias.
</li>
</ul>
<em>Estes dez mandamentos se encerram em dois:</em>
<p>Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.</p>
<h3 class="text-center">Mandamentos da Igreja</h3>
<em>Os mandamentos da Igreja são cinco:</em>
<ul>
<li>
1º - Ouvir Missa inteira nos domingos e festas de guarda.
</li>
<li>
2º - Confessar-se ao menos uma vez cada ano.
</li>
<li>
3º - Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição.
</li>
<li>
4º - Jejuar e abster-se de carne, quando manda a santa madre Igreja.
</li>
<li>
5º - Pagar dízimos, segundo o costume.
</li>
</ul>
<h3 class="text-center">Sacramentos</h3>
<em>Os sacramentos instituídos por Jesus Cristo são sete:</em>
<ul>
<li>
1º - Batismo.
</li>
<li>
2º - Confirmação.
</li>
<li>
3º - Eucaristia.
</li>
<li>
4º - Penitência ou Confissão.
</li>
<li>
5º - Extrema Unção.
</li>
<li>
6º - Ordem.
</li>
<li>
7º - Matrimônio.
</li>
</ul>
<h3 class="text-center">Lição Preliminar</h3>
<em>Da Doutrina Cristã suas partes principais</em>
<p>Em seguida Barnabé foi para Tarso, à procura deSaulo. Encontrou-o e o levou para Antioquia. Durante um ano estiveram juntos naquela igreja e instruíram muita gente. Foi em Antioquia que, pela primeira vez, os discípulos foram chamados cristãos. At 11, 25-26.</p>
<h5>1 - Sois cristão?</h5>
<p>Sim, sou cristão pela graça de Deus.</p>
<h5>2 - Por que dizeis pela graça de Deus?</h5>
<p>Digo: pela graça de Deus, porque o ser cristão é um dom de Deus, inteiramente gratuito, que nós não podemos merecer.</p>
<h5>3 - E quem é verdadeiro cristão?</h5>
<p>Verdadeiro cristão é aquele que é batizado, crê e professa a doutrina cristã e obedece aos legítimos Pastores da Igreja.</p>
<h5>4 - Que é a Doutrina Cristã?</h5>
<p>A Doutrina Cristã é a doutrina que Jesus Cristo Nosso Senhor nos ensinou, para nos mostrar o caminho da salvação.</p>
<h5>5 - É necessário aprender a doutrina ensinada por Jesus Cristo?</h5>
<p>Certamente, é necessário aprender a doutrina ensinada por Jesus Cristo, e cometem falta grave aqueles que se descuidam de o fazer.</p>
<h5>6 - Os pais e patrões estão obrigados a mandar ao catecismo os seus filhos e dependentes?</h5>
<p>Os pais e patrões são obrigados a procurar que seus filhos e dependentes aprendam a Doutrina Cristã; e são culpados diante de Deus, se desprezarem esta obrigação.</p>
<h5>7 - De quem devemos nós receber e aprender a Dou trina Cristã?</h5>
<p>Devemos receber e aprender a Doutrina Cristã da Santa Igreja Católica.</p>
<h5>8 - Como é que temos a certeza de que a Doutrina Cristã, que recebemos da Santa Igreja Católica, é verdadeira?</h5>
<p>Temos a certeza de que a Doutrina Cristã, que recebemos da Igreja Católica, é verdadeira, porque Jesus Cristo, autor divino desta doutrina, a confiou por meio aos seus Apóstolos à Igreja Católica, por Ele fundada e constituída Mestra infalível de todos os homens, prometendo-Lhe a sua divina assistência até à consumação dos séculos.</p>
<h5>9 - Há mais provas da verdade da Doutrina Cristã?</h5>
<p>A verdade da Doutrina Cristã é demonstrada ainda pela santidade eminente de tantos que a professaram e professam, pela heróica fortaleza dos mártires, pela sua rápida e admirável propagação no mundo, e pela sua plena conservação através de tantos séculos de muitas e contínuas lutas.</p>
<h5>10 - Quantas e quais são as partes principais e mais necessárias da Doutrina Cristã?</h5>
<p>As partes principais e mais necessárias da Doutrina Cristã são quatro: o Credo, o Padre-Nosso, os Mandamentos e os Sacramentos.</p>
<h5>11 - Que nos ensina o Credo?</h5>
<p>O Credo ensina-nos os principais artigos da nossa santa Fé.</p>
<h5>12 - Que nos ensina o Padre-Nosso?</h5>
<p>O Padre-Nosso ensina-nos tudo o que devemos esperar de Deus, e tudo o que Lhe devemos pedir.</p>
<h5>13 - Que nos ensinam os Mandamentos?</h5>
<p>Os Mandamentos ensinam-nos tudo o que devemos fazer para agradar a Deus; em resumo, amar a Deus sobre todas as coisas, e amar ao próximo como a nós mesmos, por amor de Deus.</p>
<h5>14 - Que nos ensina a doutrina dos Sacramentos?</h5>
<p>A doutrina dos Sacramentos faz-nos conhecer a natureza e o bom uso desses meios que Jesus Cristo instituiu Para nos perdoar os pecados, comunicar-nos a sua graça, e infundir e aumentar em nós as virtudes da fé, da esperança e da caridade.</p>
<h2 class="text-center">Primeira Parte
<em>Do Símbolo dos Apóstolos, chamado vulgarmente o Credo</em></h2>
<p>A fé é o fundamento do que se espera e a convicção das realidades que não se vêem. Foi a fé que fez a glória dos antigos. Pela fé sabemos que o universo foi criado pela palavra de Deus, de sorte que do invisível teve origem o visível. Pela fé Abel ofereceu a Deus sacrifício melhor do que Caim e por ela foi declarado justo, tendo Deus aprovado as suas oferendas, e é pela fé que depois de morto Abel continua a falar. Epístola aos hebreus 4, 1-4</p>
<h3 class="text-center">I - <em>Do Credo em geral</em></h3>
<h5>15 - Qual é a primeira parte da Doutrina Cristã?</h5>
<p>A primeira parte da Doutrina Cristã é o Símbolo dos Apóstolos, chamado vulgarmente Credo.</p>
<h5>16 - Por que chamamos ao Credo Símbolo dos Apóstolos?</h5>
<p>O Credo chama-se Símbolo dos Apóstolos, porque é um compêndio das verdades da Fé, ensinadas pelos Apóstolos.</p>
<h5>17 - Quantos artigos tem o Credo?</h5>
<p>O Credo tem doze artigos.</p>
<h5>18 - Dizei-os.</h5>
<li>1º - Creio em Deus Padre, todo-poderoso, Criador do céu e da terra.</li>
<li>2º - E em Jesus Crista, um só seu Filho, Nosso Senhor.</li>
<li>3º - qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu de Maria Virgem.</li>
<li>4º - Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.</li>
<li>5º - Desceu aos infernos, ao terceiro dia ressurgiu doi mortos.</li>
<li>6º - Subiu ao Céu, está sentado à direita de Deus Padre todo-poderoso.</li>
<li>7º - De onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.</li>
<li>8º - Creio no Espírito Santo.</li>
<li>9º - Na Santa Igreja Católica; na comunhão dos Santos.</li>
<li>10º - Na remissão dos pecados.</li>
<li>11º - Na ressurreição da carne.</li>
<li>12º - Na vida eterna. Amém</li>
</ul>
<h5>19 - Que quer dizer a palavra Credo, eu creio que dizeisno começo do Símbolo?</h5>
<p>A palavra Credo, eu creio quer dizer: eu tenho por absolutamente verdadeiro tudo o que nestes doze artigos se contém; e o creio mais firmemente do que se o visse com os meus olhos, porque Deus, que não pode nem enganar-Se nem enganar-nos, revelou estas verdades à Santa Igreja Católica, e por meio dEla eis revela também a nós.</p>
<h5>20 - Que contêm os artigos do Credo?</h5>
<p>Os artigos do Credo contêm tudo o que de mais importante devemos crer acerca de Deus, de Jesus Cristo e da Igreja, sua Esposa.</p>
<h5>21 - É muito útil rezar freqüentemente o Credo?</h5>
<p>É utilíssimo rezar freqüentemente o Credo, para imprimirmos cada vez mais no coração as verdades da Fé.</p>
<h3 class="text-center">II - <em>Do primeiro artigo do Credo</em></h3>
<p>Assim podeis comportar-vos de maneira digna do Senhor, procurando agradar-lhe em tudo, frutificando em boas obras e crescendo no conhecimento de Deus, confortados pelo poder de sua glória para tudo suportar com paciência, firmeza e alegria. Agradecei a Deus Pai que vos tornou capazes de participar da herança * dos santos na luz. Ele nos livrou do poder das trevas e nos transportou ao reino de seu Filho amado, no qual temos a libertação: o perdão dospecados. Epístolas aos Colossences 1, 9-14</p>
<h4>1º - De Deus Padre e da Criação</h4>
<h5>22 - Que nos ensina o primeiro artigo do Credo: creio em DeusPadre, todo-poderoso, Criador do céu e da terra?</h5>
<p>O primeiro artigo do Credo ensina-nos que há um só Deus, o qual é todo- poderoso, e criou o céu e a terra e todas as coisas que no céu e na terra se contêm, isto é, todo o universo.</p>
<h5>23 - O Como sabemos nós que há Deus?</h5>
<p>Sabemos que há Deus, porque a nossa razão no-lo demonstra, e a fé no-lo confirma.</p>
<h5>24 - Por que se dá a Deus o nome de Pai?</h5>
<p>Dá-se a Deus o nome de Pai:</p>
<ul>
<li>1º - porque é Pai, por natureza, da segunda Pessoa da Santíssima Trindade, isto é, do Filho por Ele gerado;</li>
<li>2º - porque Deus é Pai de todos os homens, que Ele criou, conserva e governa;</li>
<li>3º - porque, finalmente, é Pai, pela graça, de todos os cristãos, os quais por isso se chamam filhos adotivos de Deus.</li>
</ul>
<h5>25 - Por que o Padre é a primeira Pessoa da Santíssima Trindade?</h5>
<p>O Padre é a primeira Pessoa da Santíssima Trindade, porque não procede de outra Pessoa, mas é o princípio das outras duas Pessoas, isto é, do Filho e do Espírito Santo.</p>
<h5>26 - Que quer dizer a palavra todo-poderoso?</h5>
<p>A palavra todo-poderoso quer dizer que Deus pode fazer tudo o que quer.</p>
<h5>27 - Deus não pode pecar nem morrer; como é então que se diz que Ele pode fazer tudo?</h5>
<p>Diz-se que Deus pode fazer tudo, embora não possa pecar nem morrer, porque o poder pecar ou morrer não é eleito de potência mas de fraqueza, a qual não pode existir em Deus, que é perfeitíssimo.</p>
<h5>28 - Que quer dizer Criador do céu e da terra?</h5>
<p>Criar quer dizer fazer do nada; portanto, Deus diz-se Criador do céu e da terra, porque fez do nada o céu e a terra, e todas as coisas que no céu e na terra se contêm, isto é, todo o universo.</p>
<h5>29 - O mundo foi criado somente pelo Padre?</h5>
<p>O mundo foi criado igualmente por todas as três Pessoas divinas, porque aquilo que uma Pessoa faz relativamente às criaturas, fazem-no com um só e o mesmo ato também as outras.</p>
<h5>30 - Por que então a criação se atribui particularmente ao Padre?</h5>
<p>Atribui-se a criação particularmente ao Padre, porque a criação é efeito da onipotência divina a qual se atribui particularmente ao Padre, como se atribui a sabedoria ao Filho e a bondade ao Espírito Santo, embora todas as três Pessoas tenham a mesma onipotência, sabedoria e bondade.</p>
<h5>31 - Deus cuida do mundo e de todas as coisas que criou?</h5>
<p>Sim, Deus cuida do mundo e de todas as coisas que criou, conserva-as e governa-as com a sua infinita bondade e sabedoria, e nada sucede no mundo, sem que Deus o queira, ou o permita.</p>
<h5>32 - Por que dizeis que nada sucede, sem que Deus o queira, ou o permita?</h5>
<p>Diz-se que nada sucede no mundo, sem que Deus o queira, ou o permita, porque há coisas que Deus quer e manda, e outras que Ele não quer, porém, não impede, como o pecado.</p>
<h5>33 - Por que Deus não impede o pecado?</h5>
<p>Deus não impede o pecado, porque até mesmo do abuso que o homem faz da liberdade que lhe concedeu, sabe tirar um bem, e fazer resplandecer ainda maisa sua misericórdia ou a sua justiça.</p>
<h4>2º - Dos Anjos</h4>
<p>Vou declarar-vos toda a verdade e nada vos ocultarei. Já vos declarei e disse: É bom guardar oculto o segredo de um rei; as obras de Deus, porém, devem ser reveladas, com a glória devida. Quando tu e Sara fazíeis oração, eu apresentava o memorial de vossa prece diante da glória do Senhor; e fazia o mesmo quando tu, Tobi, enterravas os mortos. Quando não hesitaste em levantar-te e deixar tua refeição e saíste para resguardar o cadáver, fui enviado a ti para ter pôr à prova. E Deus me enviou, também, para curar a ti e a Sara, tua nora. Eu sou Rafael, um dos sete anjos que permanecem diante da glória do Senhor e têm acesso à sua presença. Atônitos, os dois, prostraram-se com a face por terra, cheios de temor. Masele prosseguiu: Não temais! A paz esteja convosco! bendizei a Deus por todos os séculos. Quando estava convosco, não era por benevolência minha que vos assistia, mas pela vontade de Deus. Bendizei-o todos os dias e cantai seus louvores. Vós me víeis comer, embora eu nada comesse. Era só aparência o que víeis. Agora, bendizei o Senhor sobre a terra e dai graças a Deus. Eis que eu subo para junto de Quem me enviou. Escrevei tudo o quevosaconteceu. E ele subiu. Então levantaram-se, masnão o viram mais. Tobias 12, 11-20</p>
<h5>34 - Quais são as criaturas mais nobres que Deus criou?</h5>
<p>As criaturas mais nobres, criadas por Deus, são os Anjos.</p>
<h5>35 - Quem são os Anjos?</h5>
<p>Os Anjos são criaturas inteligentes e puramente espirituais, sem corpo.</p>
<h5>36 - Para que fim criou Deus os Anjos?</h5>
<p>Deus criou os Anjos para ser por eles honrado e servido, e para os fazer eternamente felizes.</p>
<h5>37 - Que forma e que figura têm os Anjos?</h5>
<p>Os Anjos não têm forma nem figura alguma sensível, porque são puros espíritos, criados por Deus para subsistirem, sem terem de estar unidos a corpo algum.</p>
<h5>38 - Por que então se representam os Anjos com formas sensíveis?</h5>
<p>Representam-se osAnjos com formas sensíveis: para auxiliar a nossa imaginação; porque assim apareceram muitas vezes aos homens, como lemos na Sagrada Escritura.</p>
<h5>39 - Foram os Anjos todos fiéis a Deus?</h5>
<p>Os Anjos não foram todos fiéis a Deus, mas muitos por soberba pretenderam ser iguais a Ele, e independentes do seu poder; e por este pecado foram excluídos para sempre do Paraíso, e condenados ao Inferno.</p>
<h5>40 - Como se chamam osAnjos excluídos para sempre do Paraíso, e condenados ao Inferno?</h5>
<p>Os Anjos excluídos para sempre do Paraíso e condenados ao Inferno, chamam-se demônios, e o seu chefe chama-se Lúcifer ou Satanás.</p>
<h5>41 - Os demônios podem fazer-nos algum mal?</h5>
<p>Sim, os demônios podem fazer-nos muito mal à alma e ao corpo, se Deus lhes der licença, sobretudo tentando-nos a pecar.</p>
<h5>42 - Por que nos tentam os demônios?</h5>
<p>Os demônios tentam-nos pela inveja que nos têm e que lhes faz desejar a nossa eterna condenação, e por ódio a Deus, cuja imagem em nós resplandece. E Deus permite as tentações, a fim de que nós, vencendo-as com a sua graça, pratiquemos as virtudes e alcancemos merecimentos para o Céu.</p>
<h5>43 - Como podemos vencer as tentações?</h5>
<p>Vencem-se as tentações com a vigilância, com a oração e com a mortificação cristã.</p>
<h5>44 - Os Anjos que se conservaram fiéis a Deus, como se chamam?</h5>
<p>Os Anjos que se conservaram fiéis a Deus chamam-se Anjos bons, Espíritos celestes, ou simplesmente Anjos.</p>
<h5>45 - Que aconteceu aos Anjos que se conservaram fiéis a Deus?</h5>
<p>Os Anjos que se conservaram fiéis a Deus, foram confirmados em graça, gozam para sempre da vista de Deus, amam-No, bendizem-No e louvam-No eternamente.</p>
<h5>46 - Deus serve-se dos Anjos como seus ministros?</h5>
<p>Sim, Deus serve-se dos Anjos coma seus ministros, e especialmente confia a muitos dentre eles o ofício de nossos guardas e protetores.</p>
<h5>47 - Devemos ter particular devoção ao nosso Anjo da guarda?</h5>
<p>Sim, devemos ter particular devoção ao nosso Anjo da guarda, honrá-lo, implorar o seu auxílio, seguir as suas inspirações rações e ser-lhe reconhecidos pela assistência contínua que nos dá.</p>
<h4>3º - Do Homem</h4>
<p>O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou no seu rosto um sopro de vida, e o homem tornou-se alma (pessoa) vivente. Ora, o Senhor Deus tinha plantado, desde o princípio um paraíso de delícias, no qual Pôs o homem que tinha formado. E o Senhor Deus tinha produzido da terra toda a casta de árvores formosas à vista, e de frutos doces para comer; e a árvore da vida no meio do paraíso, e a árvore da ciência do bem e do mal. Deste lugar de delícias saía um rio para regar o paraíso, o qual dali se divide em quatro braços. O nome do primeiro é Fison, e é aquele que torneia todo o país de Evilat, onde se encontra o ouro. E o ouro deste pais é ótimo; ali (também) se acha o bdélio e a pedra ônix. O nome do segundo rio é Gion; este é aquele que torneia toda a terra de Etiópia. O nome, porém, do terceiro rio é Tigre, que corre para a banda dos assírios. E o quarto rio é o Eufrates. Tomou Pois, o Senhor Deus o homem, e colocou-o no paraíso de delícias, para que o cultivasse e guardasse. E deu-lhe este preceito, dizendo: Come de todasasárvoresdo paraíso masnão comasdo fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque em qualquer dia que comeres dele, morrerás indubitavelmente. "Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; façamos-lhe um adjutório semelhante a ele Tendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todos os animais terrestres, e todas as aves do céu. levou-os diante de Adão, para este ver como os havia de chamar; e todo o nome que Adão pôs aos animais vivos, esse é o seu verdadeiro nome. E Adão pôs nomes convenientes a todos os animais, a todas as aves do céu, e a todos os animais selváticos; mas não se achava para Adão um adjutório semelhante a ele. Formação da mulher e instituição do matrimônio. Mandou, pois, o Senhor Deus um profundo sono a Adão; e, enquanto ele estava dormindo, tirou uma das suas costelas, e pôs carne no lugar dela. E da costela, que tinha tirado de Adão, formou o Senhor Deus uma mulher; e a levou a Adão. E Adão disse: Eis aqui agora o osso de meus ossos e a carne da minha carne; ela se chamará Virago, porque do varão foi tomada. Gênesis 2, 7-23</p>
<h5>48 - Qual é a criatura mais nobre que Deus colocou sobre a terra?</h5>
<p>A criatura mais nobre que Deus colocou sobre a terra, é o homem.</p>
<h5>49 - Que é o homem?</h5>
<p>O homem é uma criatura racional, composta de alma e corpo.</p>
<h5>50 - Que é a alma?</h5>
<p>A alma é a parte mais nobre do homem, porque é substância espiritual, dotada de inteligência e de vontade, capaz de conhecer a Deus e de O possuir eternamente.</p>
<h5>51 - Pode-se ver e apalpar a alma humana?</h5>
<p>Não se pode ver nem apalpar a nossa alma, porque é espírito.</p>
<h5>52 - Morre a alma humana com o corpo?</h5>
<p>A alma humana nunca morre; a fé e a mesma razão provam que la é imortal.</p>
<h5>53 - É livre o homem nas suas ações?</h5>
<p>Sim, o homem é livre nas suas ações; e cada qual sente, dentro de si mesmo, que pode fazer uma ação e deixar de fazê-la, ou fazer antes uma que outra.</p>
<h5>54 - Explicai com um exemplo a liberdade humana. </h5>
<p>Se eu disser voluntariamente uma mentira, sinto que poderia deixar de dizê-la, e calar-me, e que poderia também falar de outro modo, dizendo a verdade.</p>
<h5>55 - Por que se diz que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus?</h5>
<p>Diz-se que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, porque a alma humana é espiritual e racional, livre na sua ação, capaz de conhecer e de amar a Deus, e de gozá-Lo eternamente, perfeiçõesque refletem em nósum raio da infinita grandeza de Deus.</p>
<h5>56 - Em que estado criou Deus os nossos primeiros pais Adão e Eva?</h5>
<p>Deus criou Adão e Eva no estado de inocência e de graça; mas depressa o perderam, pelo pecado.</p>
<h5>57 - Além da inocência e da graça santificante, com cedeu Deus ao nossos primeiros pais outros dons?</h5>
<p>Além da inocência e da graça santificante, Deus concedeu aos nossos primeiros pais outros dons, que eles deviam transmitir, juntamente com a graça santificante, aos seus descendentes, e eram: a integridade, isto é, a perfeita sujeição dos sentidos à razão; a imortalidade; a imunidade de todas as dores e misérias; e a ciência proporcionada ao seu estado.</p>
<h5>58 - Qual foi o pecado de Adão?</h5>
<p>O pecado de Adão foi um pecado de soberba e de grave desobediência.</p>
<h5>59 - Qual foi o castigo do pecado de Adão e Eva?</h5>
<p>Adão e Eva perderam a graça de Deus e o direito que tinham ao céu, foram expulsos do Paraíso Terrestre, sujeitos a muitas misérias na alma e no corpo, e condenados a morrer.</p>
<h5>60 - Se Adão e Eva não tivessem pecado, ficariam livres da morte?</h5>
<p>Se Adão e Eva não tivessem pecado, mas se se tivessem conservado fiéis a Deus, depois de uma permanência feliz e tranqüila neste mundo, teriam sido levados por Deus ao Céu, sem morrer, a gozar uma vida eterna e gloriosa.</p>
<h5>61 - Eram estes dons devidos ao homem?</h5>
<p>Estes dons não eram devidos por nenhum título ao homem, mas eram absolutamente gratuitos e preternaturais; e por isso, tendo Adão desobedecido ao preceito divino, Deus pôde, sem injustiça, privar deles a Adão e a toda a sua descendência.</p>
<h5>62 - Este pecado, é próprio somente de Adão?</h5>
<p>Este pecado não é só de Adão, mas é também nosso, embora por diverso título. É próprio de Adão, porque ele o cometeu com um ato da sua vontade, e por isso nele foi pessoal. É nosso, porque tendo Adão pecado como cabeça e fonte de todo o gênero humano, é transmitido por geração natural a todosos seusdescendentes, e por isso para nós é pecado original.</p>
<h5>63 - Como é possível que o pecado original se transmita a todos os homens?</h5>
<p>O pecado original transmite-se a todos os homens, porque tendo Deus conferido ao gênero humano, em Adão, a graça santificante e os outros dons preternaturais, com a condição de que ele não desobedecesse, e tendo este desobedecido tia sua qualidade de cabeça e pai do gênero humano, tornou a natureza humana rebelde a Deus. Por isso a natureza humana é transmitida a todos os descendentes de Adão num estado de rebeldia contra Deus, privada da graça divina e dos outros dons.</p>
<h5>64 - Contraem todos os homens o pecado original?</h5>
<p>Sim, todos os homens contraem o pecado original, exceto a Santíssima Virgem que dele foi preservada por Deus, com singular privilégio, na previsão dos merecimentos de Jesus Cristo Nosso Salvador.</p>
<h5>65 - Depois do pecado de Adão, já não poderiam os homens salvar-se?</h5>
<p>Depois do pecado de Adão, os homens já não poderiam salvar-se, se Deus não tivesse usado para com eles de misericórdia.</p>
<h5>66 - Qual foi a misericórdia de que Deus usou para com o gênero humano?</h5>
<p>A misericórdia de que Deus usou para com o gênero humano, foi prometer logo a Adão um Redentor divino, ou Messias, enviá-Lo depois a seu tempo, para libertar os homens da escravidão do demônio e do pecado.</p>
<h5>67 - Quem é o Messias prometido?</h5>
<p>O Messias prometido é Jesus Cristo, como nos ensina o segundo artigo do Credo.</p>
<h3 class="text-center">III - <em>Do segundo artigo do Credo</em></h3>
<p>Imediatamente Jesus obrigou os seus discípulos a subir para a barca e a passarem antes dele à outra margem do lago, en quanto ele despedia as turbas, Despedidas as turbas, subiu só a um monte para orar. Quando chegou a noite, achava-se ali. Entretanto, a barca achava-se a muitos estádios da terra e era batida pelasondas, porque o vento era contrário. Porém, na quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar. E (os discípulos), quando o viram andar sobre o mar, turbaram-se dizendo : E um fantasma. E, com medo, começaram a gritar. Mas Jesus falou-lhes imediatamente, dizendo: Tende confiança; sou eu, não reinais. Respondendo Pedro, disse: Senhor, se és tu, manda-me ir até onde estás por sobre as águas. Ele disse: Vem. Descendo Pedro da barca, caminhava sobre a água para ir a Jesus. Vendo, porém, que o vento era forte, temeu, e, começando a submergir-se, gritou, dizendo: Senhor, salva-me! Imediata mente Jesus estendendo a mão, o tomou e lhe disse: Homem de pouca fé, porque duvidaste? Depoisque subiram para a barca, o vento cessou. Os que estavam na barca aproximaram-se dele e o adoraram, dizendo: Verdadeiramentetu éso Filho deDeus. Mt 14, 22-33</p>
<h5>68 - Que nos ensina o segundo artigo do Credo: e em Jesus Cristo, um só seu Filho, Nosso Senhor?</h5>
<p>O segundo artigo do Credo ensina-nos que o Filho de Deus é a segunda Pessoa da Santíssima Trindade; que Ele é Deus eterno, todo-poderoso, Cria for e Senhor, como o Padre; que se fez homem par nos salvar; e que o Filho, de Deus feito homem se chama Jesus Cristo.</p>
<h5>69 - Por que se chama Filho a segunda Pessoa?</h5>
<p>A segunda Pessoa chama-se Filho porque é gerada pelo Padre por via de inteligência, desde toda da ti eternidade; e por este motivo se chama também Verbo eterno do Padre.</p>
<h5>70 - Sendo também nós filhos de Deus, por que JesusCristo se chama Filho único de Deus Padre?</h5>
<p>Jesus Cristo chama-se Filho único de Deus porque só Ele é por natureza seu Filho, e nós seus filhos por criação e por adoção.</p>
<h5>71 - Por que Jesus Cristo se chama Nosso Senhor?</h5>
<p>Chama-se Jesus Cristo Nosso Senhor não se porque, enquanto Deus, juntamente com o Padre e o Espírito Santo, rios criou, como também porque, em enquanto Deus e homem rios remiu com seu Sangue.</p>
<h5>72 - Por que o Filho de Deus feito homem se o chama Jesus?</h5>
<p>O Filho de Deus feito homem chama-se Jesusque quer dizer Salvador, porque nos salvou da morte eterna que merecíamos por nossos pecados.</p>
<h5>73 - Quem deu o nome de Jesus ao Filho de feito homem?</h5>
<p>Foi o mesmo Padre Eterno que deu o nome de Jesus ao Filho de Deus feito homem, por meio do Arcanjo São Gabriel, quando este anunciou à Virgem Santíssima o mistério da Encarnação.</p>
<h5>74 - Por que o Filho de Deus feito homem se chama também Cristo?</h5>
<p>O filho de Deus feito homem chama-se também Cristo, que quer dizer Ungido e consagrado, porque antigamente ungiam-se os reis, os sacerdotes e os profetas e Jesus é Rei dos reis, Sumo Sacerdote e Sumo Profeta.</p>
<h5>75 - Foi Jesus Cristo verdadeiramente ungido e consagrado com unção corporal?</h5>
<p>A unção de Jesus Cristo não foi corporal, como a dos antigos reis, sacerdotes e profetas, mas toda espiritual e divina, porque a plenitude da divindade habita nEle substancialmente.</p>
<h5>76 - Tiveram os homens algum conhecimento de Jesus Cristo antes da sua vinda?</h5>
<p>Sim, os homens tiveram conhecimento de Jesus Cristo antes da sua vinda, pela promessa do Messias, que Deus fez aos nossos primeiros paisAdão e Eva, a qual renovou aos santos Patriarcas; e também pelas profecias e muitas figuras que O designavam.</p>
<h5>77 - Como sabemos nós que Jesus Cristo é verdadeira mente o Messias e o Redentor prometido?</h5>
<p>Sabemos que Jesus Cristo é verdadeiramente o Messias e o Redentor prometido, porque nEle se cumpriu:</p>
<ul>
<li>1º - tudo o que anunciavam as profecias;</li>
<li>2º - tudo o que representavam as figuras do Antigo Testamento.</li>
</ul>
<h5>78 - Que prediziam as profecias acerca do Redentor?</h5>
<p>As profecias prediziam acerca do Redentor: a tribo e a família da qual devia sair; o lugar e o tempo do nascimento; os seus milagrese as mais minuciosas circunstâncias da sua Paixão e morte; a sua ressurreição e ascensão ao Céu; o seu reino espiritual, universal e perpétuo, que é a Santa Igreja Católica.</p>
<h5>79 - Quais são as principais figuras do Redentor no Antigo Testamento?</h5>
<p>As principais figuras do Redentor no Antigo Testamento são o inocente Abel, o sumo sacerdote Melquisedec, o sacrifício de Isaac, José vendido pelos irmãos, o profeta Jonas, o cordeiro pascal e a serpente de bronze, levantada por Moisés tio deserto.</p>
<h5>80 - Como sabemos nós que Jesus Cristo é verdadeiro Deus?</h5>
<p>Sabemos que Jesus Cristo é verdadeiro Deus:</p>
<ul>
<li>1º - pelo testemunho do Padre Eterno, quando disse: Este é O meu Filho muito amado, no qual tenho posto todas as minhas complacências: ouvi-O ;</li>
<li>2º - pela afirmação do próprio Jesus Cristo, confirmada com os mais estupendos milagres;</li>
<li>3º - pela doutrina dos Apóstolos;</li>
<li>4º - pela tradição constante da Igreja Católica.</li>
</ul>
<h5>81 - Quais são os principais milagres operados por Jesus Cristo?</h5>
<p>Os principais milagres operados por Jesus Cristo são, além da sua ressurreição, a saúde restituída aos enfermos, a vista aos cegos, o ouvido aos surdos, a vida aos mortos.</p>
<h3 class="text-center">IV - <em>Do terceiro artigo do Credo</em></h3>
<p>No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado da parte de Deus para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem, chamado José, da casa de Davi. O nome da virgem era Maria. Entrando onde ela estava, o anjo lhe disse: Deus te salve, cheia de graça, o Senhor está contigo! Ao ouvir as palavras, ela se perturbou e refletia no que poderia significar a saudação. Mas o anjo lhe falou: Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai. Ele reinará na casa de Jacó pelos séculos e seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: Como acontecerá isso, pois não conheço homem? Em resposta o anjo lhe disse: O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra; e por isso mesmo Santo que vai nascer de ti será chamado Filho de Deus. Eis que também Isabel, tua parenta, concebeu um filho em sua velhice, e este é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível. Disse então Maria: Eisaqui a serva do Senhor. Aconteça comigo segundo tua palavra! E o anjo afastou-se dela. Luc 1, 26-33</p>
<h5>82 - Que nos ensina o terceiro artigo do Credo: o qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu de Maria Virgem?</h5>
<p>O terceiro artigo do Credo ensinam-nos que o Filho de Deus tomou um corpo e uma alma, como nós temos, no seio puríssimo de Maria Santíssima, Pelo poder do Espírito Santo, e que nasceu desta Virgem.</p>
<h5>83 - Concorreram o Padre e o Filho também para for mar o corpo e para criar a alma de Jesus Cristo?</h5>
<p>Sim, para formar o corpo e para criar a alma de Jesus Cristo, concorreram todas as três P Pessoas divinas.</p>
<h5>84 - Por que se diz só: foi concebido pelo poder do Espírito Santo?</h5>
<p>Diz-se só: foi concebido pelo poder do Espírito Santo, porque a Encarnação do Filho de Deus é obra de bondade e de amor, e as obras de bondade e de amor atribuem-se ao Espírito Santo.</p>
<h5>85 - Fazendo-se homem, deixou o Filho de ser Deus?</h5>
<p>O Filho de Deus, fazendo-se homem, não deixou de ser Deus.</p>
<h5>86 - Então Jesus Cristo é Deus e homem ao mesmo tempo?</h5>
<p>Sim, o Filho de Deus encarnado, isto é, Jesus Cristo, é Deus e homem ao mesmo tempo, perfeito Deus e perfeito homem.</p>
<h5>87 - Há então em Jesus Cristo duas naturezas?</h5>
<p>Sim, em JesusCristo, que é Deuse homem, há duas naturezas, a divina e a humana.</p>
<h5>88 - E haverá também em Jesus Cristo duas pessoas, a divina e a humana?</h5>
<p>No Filho de Deus feito homem há só uma Pessoa, que é a divina.</p>
<h5>89 - Quantas vontades há em Jesus Cristo?</h5>
<p>Em Jesus Cristo há duas vontades, uma divina, outra humana.</p>
<h5>90 - Tinha Jesus Cristo vontade livre?</h5>
<p>Sim, Jesus Cristo tinha vontade livre, mas não podia fazer o mal, porque poder fazer o mal é defeito, e não perfeição da liberdade.</p>
<h5>91 - Serão uma e a mesma Pessoa o Filho de Deus e o Filho de Maria Santíssima?</h5>
<p>O Filho de Deus e o Filho de Maria Santíssima são a mesma Pessoa, isto é, Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.</p>
<h5>92 - E a Virgem Maria, será Mãe de Deus?</h5>
<p>Sim, Maria Santíssima é Mãe de Deus, porque é Mãe de Jesus Cristo, que é verdadeiro Deus.</p>
<h5>93 - De que maneira veio Maria a ser Mãe de Jesus Cristo?</h5>
<p>Maria veio a ser Mãe de Jesus Cristo unicamente por virtude do Espírito Santo.</p>
<h5>94 É de fé que Maria foi sempre Virgem?</h5>
<p>Sim, é de fé que Maria Santíssima foi sempre Virgem, e é chamada a Virgem por excelência.</p>
<h3 class="text-center">V - <em>Do quarto artigo do Credo</em></h3>
<p>Levaram, pois, Jesus da casa de Caifás ao Pretório. Era de manhã. Não entraram no Pretório para se não contaminarem, a fim de comerem a Páscoa. Pilatos, pois, Saiu fora para lhes falar e disse: Que acusação apresentais contra este homem? Responderam e disseram lhe: Se este não fosse um malfeitor, não o entregaríamos nas tuasmãos. Pilatosdisselhes então: Tomai-o vós e julgai-o segundo a vos. sa lei, Mas os judeus disseram-lhe: A nós não nos é permitido matar ninguém. Para se cumprir a palavra que Jesus dissera, significando de que morte havia de morrer. Tornou, pois, Pilatos a entrar no Pretório, chamou Jesus e disse-lhe: Tu és o rei dos judeus? Respondeu Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou foram outrosque to disseram de mim? Respondeu Pilatos: Porventura sou eu judeu? A tua nação e os pontífices são os que te entregaram nas minhas mãos. Que fizeste tu? Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste inundo, certamente que os meus ministros se haviam de esforçar para que eu não fosse entregue aos judeus; mas o meu reino não é daqui. Disse-lhe então Pilatos: Logo tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes, sou rei, Nasci, e vim ao mundo para dar testemunho da verdade; todo o que está pela verdade. ouve a minha voz. "Disse lhe Pilatos: O que é a verdade? Dito isto, tornou a sair, para ir ter com os judeus e disse-lhes: Não encontro nele crime algum. Ora é costume que eu pela Páscoa, vos solte um prisioneiro; quereis. pois, que vos solte o rei dos judeus? Então gritaram todos novamente, dizendo: Não este. mas Barrabás. Ora Barrabás era um salteador. Pilatos tomou então Jesus e mandou-o flagelar. Os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha sobre a cabeça e revestiram- no com um manto de púrpura. Depois, aproximavam-se dele e diziamlhe: Salve, rei dos judeus! e davam-lhe bofetadas. Saiu Pilatos ainda entra vez fora, e disse-lhes: Eis que vo-lo trago fora, para que conheçais que não encontro nele crime algum. Saiu, pois, Jesus trazendo a coroa de espinhos e o manto de Púrpura. E (Pilatos) Eis aqui o homem. Então os, príncipes dos sacerdotes e os ministros, tendo-o visto, gritaram, dizendo: Crucifica-o, crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós e crucificai-o, porque eu não en centro nele crime algum Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei e segundo a lei deve morrer Porque se fez Filho de Deus. Pilatos, tendo ouvido estas palavras temeu ainda mais. Entrou novamente no Pretório e disse a Jesus: Donde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta Então disse-lhe Pilatos: Não me falas? Não ves que tenho poder para te soltar, e também para te crucificar? Respondeu Jesus: Tu não terias poder algum sobre mim, se não fosse dado do alto. Por isso o que me entregou a ti, tem maio pecado. Desde este momento, procurava Pilatos soltá-lo. Porém os judeus gritavam, dizendo: Se soltas este, não é, amigo de César, Porque todo o que se faz rei, declara-se contra César. Pilatos, tendo ouvido estas palavras, conduziu Jesus para fora e sentou se no seu tribunal. no lugar chamado Lithostrotos, em hebraico Gabbatha. Era a Parásceve (ou dia de preparação) da Páscoa, cerca da hora sexta, e disse aos judeus: Eis o vosso rei. Mas eles gritaram: Tira-o, tira-o, crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Pois eu, hei de crucificar o vosso rei? Responderam os pontífices: Não rei temos rei, senão César. Então entregou-lho, Para que fosse crucificado. S. João, 18, 28-40; 19, 1-23</p>
<h5>95 - Que nos ensina o quarto artigo do Credo: padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado?</h5>
<p>O quarto artigo do Credo ensina-nos que JesusCristo, para remir o mundo com o seu precioso Sangue, padeceu sob Pôncio Pilatos, governador da Judéia, e morreu no madeiro da Cruz, da qual foi descido, e no fim sepultado.</p>
<h5>96 - Que quer dizer a palavra padeceu?</h5>
<p>A palavra padeceu exprime todos os sofrimentos suportados por Jesus Cristo na sua Paixão.</p>
<h5>97 - Padeceu Jesus Cristo enquanto Deus ou enquanto homem?</h5>
<p>Jesus Cristo padeceu enquanto homem somente, porque enquanto Deus não podia padecer nem morrer.</p>
<h5>98 - Que espécie de suplício era o da cruz?</h5>
<p>O suplício da cruz era, naqueles tempos, o mais cruel e ignominioso de todos os suplícios.</p>
<h5>99 - Quem foi que condenou Jesus Cristo a ser crucificado?</h5>
<p>Quem condenou Jesus Cristo a ser crucificado foi Pôncio Pilatos, governador da Judéia, o qual no entanto reconhecera a sua inocência; mas cedeu covardemente às ameaças dos judeus.</p>
<h5>100 - Não poderia livrar-Se Jesus Cristo das mãos dos judeus ou de Pilatos?</h5>
<p>Sim, Jesus Cristo podia livrar-Se das mãos dos judeus ou de Pilatos; mas, conhecendo que a vontade do seu Eterno Padre era que Ele padecesse e morresse pela nossa salvação, submeteu-Se voluntariamente, e até saiu ao encontro dos seus inimigos, e deixou-Se espontaneamente prender e conduzir à morte.</p>
<h5>101 - Onde foi crucificado Jesus Cristo?</h5>
<p>Jesus Cristo foi crucificado sobre o monte Calvário.</p>
<h5>102 - Que fez Jesus Cristo na Cruz?</h5>
<p>Jesus Cristo na Cruz orou pelos seus inimigos, deu por Mãe ao discípulo São João, e na pessoa dele a nós todos, a sua mesma Mãe, Maria Santíssima; ofereceu a sua morte em sacrifício, e satisfez à justiça de Deus pelos pecados dos homens.</p>
<h5>103 - Não bastaria que viesse um Anjo satisfazer por nós?</h5>
<p>Não bastava que viesse um Anjo satisfazer por nós, porque a ofensa feita a Deus pelo pecado era, sob certo aspecto, infinita; e para satisfazê-la requeria-se unia pessoa que tivesse merecimento infinito</p>
<h5>104 - Para satisfazer à justiça divina era necessário que JesusCristo fosse Deuse homem ao mesmo tempo?</h5>
<p>Sim, era necessário que Jesus Cristo fosse homem para poder padecer e morrer, e era necessário que fosse Deus, para que os seus sofrimentos fossem de valor infinito.</p>
<h5>105 - Por que razão era necessário que os merecimentos de Jesus Cristo fossem de valor infinito?</h5>
<p>Era necessário que os merecimentos de Jesus Cristo fossem de valor infinito, porque a majestade de Deus, ofendida pelo pecado, é infinita.</p>
<h5>106 - Era necessário que Jesus Cristo padecesse tanto?</h5>
<p>Não era absolutamente necessário que Jesus Cristo padecesse tanto, porque o menor dos seus sofrimentos bastaria para a nossa redenção, pois cada um dos seus atos era de valor infinito.</p>
<h5>107 - Por que então Jesus quis sofrer tanto?</h5>
<p>Jesus quis sofrer tanto, para satisfazer mais abundantemente à justiça divina, para nos mostrar mais claramente o seu amor, e para nos inspirar maior horror ao pecado.</p>
<h5>108 - Aconteceram prodígios na morte de Jesus?</h5>
<p>Sim, na morte de Jesus obscureceu-se o sol, tremeu a terra, abriram-se algumas sepulturas, e muitos mortos ressuscitaram.</p>
<h5>109 - Onde foi sepultado o corpo de Jesus Cristo?</h5>
<p>O corpo de Jesus Cristo foi sepultado num túmulo novo, escavado na rocha do monte, pouco distante do lugar onde Ele foi crucificado.</p>
<h5>110 - Na morte de Jesus Cristo, separou-se a divindade do corpo e dá alma?</h5>
<p>Na morte de Jesus Cristo a divindade não se separou nem do corpo nem da alma; mas só a alma se separou do corpo.</p>
<h5>111 - Por quem morreu Jesus Cristo?</h5>
<p>Jesus Cristo morreu pela salvação de todos os homens, e satisfez por todos.</p>
<h5>112 - Se Jesus Cristo morreu pela salvação de todos, por que nem todos se salvam?</h5>
<p>Jesus Cristo morreu por todos, mas nem todos se salvam, porque nem todosO reconhecem, nem todos seguem a sua lei, nem todos se servem dos meios de santificação que nos deixou.</p>
<h5>113 - Para nos salvarmos não tenha morrido por nós?</h5>
<p>Para nos salvarmos não basta que Jesus basta que Jesus Cristo tenha morrido por nós, mas é necessário que sejam aplicados, a cada um de nós, o fruto e os merecimentos da sua Paixão e morte, aplicação que se faz, sobretudo, por meios dosSacramentos, instituídos para este fim pelo mesmo Jesus Cristo; e como muitos ou não recebem os Sacramentos, ou não os recebem com as condições devidas, eles tornam inútil para si próprios a morte de Jesus Cristo.</p>
<h3 class="text-center">VI - <em>Do quinto artigo do Credo</em></h3>
<p>No dia seguinte, isto é, depois da sexta-feira, os sumos sacerdotes e os fariseus foram a Pilatos e disseram: Senhor, lembramo-nos de que aquele impostor disse em vida: Depois de três dias ressuscitarei. Manda, pois, guardar o sepulcro até o terceiro dia para não acontecer que os seus discípulos venham roubar o corpo e digam ao povo: Ele ressuscitou dosmortos. E esta última impostura será pior do que a primeira. Pilatos lhes disse: Vós tendes a guarda. Ide e guardai-o como bem entendeis. Elesforam e puseram guarda ao sepulcro depoisdeselarem a pedra. Passado o sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. Subitamente houve um grande terremoto, pois um anjo do Senhor desceu do céu, aproximou-se, rolou a pedra do sepulcro e sentou-se nela. O seu aspecto era como o de um relâmpago e sua veste, branca como a neve. Paralisados de medo, osguardas ficaram como mortos. O anjo, dirigindo-se àsmulheres, disse: Não tenhais medo. Sei que procurais Jesus, o crucificado. Ele não está aqui! Ressuscitou conforme tinha dito. Vinde ver o lugar onde estava. Ide logo dizer a seus discípulos que ele ressuscitou dos mortos e que vai à frentedevóspara a Galiléia. Lá o vereis. Eiso queeu tinha a dizer. Jesus aparece às mulheres. Afastando-se logo do túmulo, cheias de temor e grande alegria, correram para dar a notícia aos discípulos. De repente, Jesus saiu ao encontro delas e disse-lhes: Salve! Elas se aproximaram, abraçaram-lhe os pés e se prostraram diante dele. Disse-lhes então Jesus: Não tenhais medo! Ide dizer a meus irmãos que se dirijam à Galiléia elá meverão. Mt 27, 62-66; 28, 1-10.</p>
<h5>114 - Que nos ensina o quinto artigo do Credo: desceu aos infernos, ao terceiro dia ressurgiu dos mortos?</h5>
<p>O quinto artigo tio Credo ensina-nos que a alma de Jesus Cristo, assim que se separou do corpo, foi ao Limbo e que, tio terceiro dia, se uniu de novo ao corpo, parti nunca mais dele se separar.</p>
<h5>115 - Que se entende aqui por inferno?</h5>
<p>Por inferno entende-se aqui o Limbo, isto é, aquele lugar onde estavam as almas dos justos, esperando ti redenção de Jesus Cristo.</p>
<h5>116 - Por que as almas dos justos não foram introduzidas no Paraíso antes da morte de Jesus Cristo?</h5>
<p>As almas dos justos não foram introduzidas no Paraíso antes da morte de Jesus Cristo, porque pelo pecado de Adão o Paraíso estava fechado; e convinha que Jesus Cristo, cuja morte o reabriu, fosse o primeiro ti entrar nele.</p>
<h5>117 - Por que Jesus Cristo quis esperar até ao terceiro dia para ressuscitar?</h5>
<p>Jesus Cristo quis demorar até tio terceiro dia para ressuscitar, para mostrar de modo insofismável, que verdadeiramente tinha morrido.</p>
<h5>118 - Foi a ressurreição de Jesus Cristo semelhante à dos outros homens ressuscitados?</h5>
<p>A ressurreição de Jesus Cristo não foi semelhante à dos outros homens ressuscitados, porque Jesus Cristo ressuscitou por virtude própria, e os outros foram ressuscitados por virtude de Deus.</p>
<h3 class="text-center">VII - <em>Do sexto artigo do Credo</em></h3>
<p>Os que prenderam Jesus levaram-no a Caifás, o Sumo Sacerdote, onde os escribas e anciãos se haviam reunido. Pedro o seguiu de longe até o pátio do Sumo Sacerdote. Entrou ali e sentou-se junto com os guardas para ver como ia terminar. Os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam falsos testemunhoscontra Jesuspara condená-lo à morte. Masnão os encontraram, embora muitas testemunhas falsas se tivessem apresentado. Finalmente apresentaram-se duas testemunhas que disseram: Este homem falou: Posso destruir o Santuário de Deus e em três dias reconstruí-lo. Então o Sumo Sacerdote levantou-se e perguntou: Nada respondes ao que estes depõem contra ti? Jesus, porém, permanecia calado. O Sumo Sacerdote lhe disse: Conjuro-te pelo Deus vivo: dize-nos se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Jesus respondeu-lhe: Tu o disseste. Entretanto eu vosdigo: Um dia vereiso Filho do homem sentado à direita do Todo-poderoso, vindo sobre as nuvens do céu. Então o Sumo Sacerdote rasgou asvestesn e disse: Blasfemou! Que necessidade temosde maistestemunhas? Acabaisde ouvir a blasfêmia. O que vosparece? Eles responderam: É réu de morte. Então começaram a cuspir-lhe no rosto e a darlhe bofetadas, e outros a ferir-lhe o rosto ; e diziam: Adivinha, ó Cristo, quem foi quetebateu? Mt 7, 57-68</p>
<h5>119 - Que nos ensina o sexto artigo do Credo: subiu ao Céu, está sentado à direita de Deus Padre todo-poderoso?</h5>
<p>O sexto artigo do Credo ensina-nos que Jesus quarenta dias depois da sua ressurreição na presença dos seusdiscípulos, subiu por Si mesmo tio Céu e que sendo, enquanto Deus, igual tio Padre Eterno na Glória, enquanto homem, foi elevado acima de todos os Anjos e de todos os Santos, e constituído Senhor de todas as coisas.</p>
<h5>120 - Por que Jesus Cristo, depois da sua ressurreição, esteve quarenta dias na terra, antes de subir ao Céu?</h5>
<p>Jesus Cristo, depois da sua ressurreição, esteve quarenta dias na terra, antes de subir tio Céu, para provar, com várias aparições, que ressuscitara verdadeiramente, e para instruir melhor os Apóstolos e confirmá-los nas verdades da fé.</p>
<h5>121 - Por que Jesus Cristo subiu ao Céu?</h5>
<p>Jesus Cristo subiu tio Céu:</p>
<ul>
<li>1º - para tomar posse do seu reino, que havia merecido com sua morte;</li>
<li>2º - para preparar o nosso lugar na glória, e para ver nosso Mediador eAdvogado junto do Padre Eterno;</li>
<li>3º - para enviar o Espírito Santo aos seus Apóstolos.</li>
</ul>
<h5>122 - Por que se diz de Jesus Cristo que subiu ao Céu, e de sua Mãe Santíssima se diz que foi levada para o Céu?</h5>
<p>Diz-se de Jesus Cristo que subiu, e de sua Mãe Santíssima que foi levada ao Céu, porque Jesus Cristo, sendo Homem-Deus, subiu ao Céu por virtude própria; mas sua Mãe, que era criatura, embora a mais digna de todas, foi levada tio Céu por virtude de Deus.</p>
<h5>123 - Explicai as palavras: Está sentado à direita de Deus Padre todo-poderoso. </h5>
<p>As palavras está sentado significam ti posse pacífica que Jesus Cristo tem da sua glória, o as palavras à direita de DeusPadre todo-poderoso exprimem que Ele, tem o lugar de honra sobre todas as criaturas.</p>
<h3 class="text-center">VIII - <em>Do sétimo artigo do Credo</em></h3>
<p>Quando o Filho do homem vier em sua glória com todos os seus anjos, então se assentará no seu trono glorioso. Em sua presença, todas as nações se reunirão e ele vai separar uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos, à esquerda. E o rei dirá aos que estiverem à sua direita: Vinde, abençoados por meu Pai! Tomai posse do Reino preparado para vós desde a criação do mundo. Porque tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber, fui peregrino e me acolhestes e, estive nu e me vestistes, enfermo e me visitastes, estava na cadeia e viestes ver-me. E os justos perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te alimentamos, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos? Quando foi que te vimosenfermo ou na cadeia e te fomos visitar? E o rei dirá: Eu vos garanto: todasas vezes que fizestes isso a um desses meus irmãos menores, a mim o fizestes. Depois dirá aos da esquerda: Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque eu tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber, fui peregrino e não me destes abrigo; estive nu e não me vestistes, enfermo e na cadeia e não me visitastes. E eles perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos faminto ou sedento, peregrino ou enfermo ou na cadeia e não te servimos? E ele lhes responderá: Eu vos garanto: quando deixastes de fazer isso a um dessespequeninos, foi a mim quenão o fizestes. E estesirão para o castigo eterno, enquanto osjustos, para a vida eterna. Mt 25, 31-46</p>
<h5>124 - Que nos ensina o sétimo artigo do Credo: de onde ha de vir a julgar os vivos e os mortos?</h5>
<p>O sétimo artigo do Credo ensina-nos que no fim do mundo Jesus Cristo cheio de glória e de majestade, há de vir do Céu para julgar todos os homens, bons e maus, e para dar a cada uni o prêmio ou o castigo que tiver merecido.</p>
<h5>125 - Se cada um, logo depois da morte há de ser julgado por Jesus Cristo no juízo particular, por que havemos de ser julgados todos no Juízo universal?</h5>
<p>Havemos de ser julgados todos no Juízo universal por várias razões:</p>
<ul>
<li>1º - para glória de Deus;</li>
<li>2º - para glória de Jesus Cristo;</li>
<li>3º - para glória dos Santos;</li>
<li>4º - para confusão dos maus;</li>
<li>5º - finalmente para que o corpo, depois da ressurreição universal, tenha juntamente com a alma a sua sentença de prêmio ou de castigo.</li>
</ul>
<h5>126 - Como é que no Juízo universal há de manifestar-se a glória de Deus?</h5>
<p>No Juízo universal há de manifestar-se a de Deus, porque todos hão de reconhecer ti justiça com que Deusgoverna o mundo, embora se vejam às vezes osbonsa sofrer e o maus em prosperidade.</p>
<h5>127 - Como é que no Juízo universal há de manifestar-se glória de Jesus Cristo?</h5>
<p>No Juízo universal há de manifestar-se a glória de Jesus Cristo, porque, tendo Ele sido injustamente condenado pelos homens, aparecerá então à face do mundo inteiro como Juiz supremo de todos.</p>
<h5>128 - Como é que no Juízo universal há de manifestar-se a glória dos Santos?</h5>
<p>No Juízo universal há de manifestar-se a glória dos Santos, porque muitos deles, que morreram desprezados pelos maus, hão de ser glorificados em presença de todos os homens.</p>
<h5>129 - No Juízo universal qual será a confusão dos maus?</h5>
<p>No Juízo universal a confusão dos maus será enorme, especialmente a daqueles que oprimiram os justos, e ti daqueles que, durante a vida, procuraram ser tidos, falsamente, por homens virtuosos e bons, pois verão manifestados, à vista de todo o inundo, os pecados que cometeram ainda os mais ocultos.</p>
<h3 class="text-center">IX - <em>Do oitavo artigo do Credo</em></h3>
<p>Chegando o dia de Pentecostes s, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente veio do céu um ruído, como de um vento impetuoso, que encheu toda a casa em que estavam sentados. Viram aparecer, então, uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e foram pousar sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas u, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. Ora, em Jerusalém moravam judeus, homens piedosos, de todas as nações que há debaixo do céu. Ouvindo aquele ruído, acorreu muita gente e se maravilhava de que cada um os ouvisse falar em sua própria língua. Profundamente impressionados, manifestavam sua admiração e diziam: Estes que estão falando não são todos galileus? Como, então, todos nós os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? Partos, medos, elamitas, os que habitam a Mesopotâmia, a Judéia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia, a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia, próximas de Cirene, peregrinos romanos, judeus ou convertidos ao judaísmo, cretenses e árabes todos os ouvimos falar as grandezas de Deus em nossas próprias línguas. Atônitos e fora de si, diziam uns para os outros: O que quer dizer isso? Outros, zombando, diziam: Eles estão cheios de vinho. Atos 2, 1-13</p>
<h5>130 - Que nos ensina o oitavo artigo do Credo: creio no Espírito Santo?</h5>
<p>O oitavo artigo elo Credo ensina-nos que existe o Espírito Santo, terceira Pessoa da Santíssima Trindade, e que Ele é Deus eterno, infinito, onipotente, Criador e Senhor de todas as coisas, como o Padre e o Filho.</p>
<h5>131 - De quem procede o Espírito Santo?</h5>
<p>O Espírito Santo procede do Padre e do Filho como de um só princípio, por via de vontade e de amor.</p>
<h5>132 - Se o Filho procede do Padre, e o Espírito Santo procede do Padre e do Filho, parece que o Padre e o Filho existem antes do Espírito Santo. Como então se diz que são eternas todas as três Pessoas divinas?</h5>
<p>Diz-se que si o eternas todas as trêsPessoas divinas, porque o Padre gerou o Filho desde toda a eternidade, e do Padre e do Filho procede o Espírito Santo, também desde toda a eternidade.</p>
<h5>133 - Por que a tecera Pessoa da Santíssima Trindade se designas particularmente com o nome de Espírito Santo?</h5>
<p>Designa-se a terceira Pessoa da Santíssima Trindade particularmente com o nome de Espírito Santo, porque procede do Padre e do Filho por meio de expiração e de amor.</p>
<h5>134 - Que obra se atribui especialmente ao Espírito Santo?</h5>
<p>Ao Espírito Santo atribui-se especialmente a santificação das almas.</p>
<h5>135 - O Padre e o filho santificam-nos também, como o Espírito Santo?</h5>
<p>Sim, todas as três Pessoas divinas nos santificam igualmente.</p>
<h5>136 - Se assim Espírito Santo a santificação das almas?</h5>
<p>Atribui-se em particular ao Espírito Santo a santificação das almas, porque é obra de amor, e as obras de amor atribuem-se ao Espírito Santo.</p>
<h5>137 - Quando o Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos?</h5>
<p>O Espírito Santo desceu sobre osApóstolos no dia de Pentecostes, isto é, cinqüenta dias depois da Ressurreição de Jesus Cristo, e dez dias depois da sua Ascensão.</p>
<h5>138 - Onde ficaram os Apóstolos nos dez dias antes da festa de Pentecostes?</h5>
<p>Os Apóstolos ficaram reunidos no Cenáculo em companhia da Virgem giz Maria e os outros discípulos, e perseveravam na oração esperando o Espírito Santo que Jesus lhes havia prometido.</p>
<h5>139 - Quais foram os efeitos que o Espírito Santo produziu nos Apóstolos?</h5>
<p>O Espírito Santo confirmou na fé os Apóstolos, encheu-os de luzes, de forças, de caridade e da abundância de todos os seus dons.</p>
<h5>140 - Foi enviado o Espírito Santo só aos Apóstolos?</h5>
<p>O Espírito Santo foi enviado a toda a Igreja e a todas as almas fiéis.</p>
<h5>141 - Que opera o Espírito Santo na Igreja?</h5>
<p>O Espírito Santo, como a alma no corpo, vivifica a Igreja com a sua graça e com os seus dons; estabelece nEla o reino da verdade e do amor; e assiste-Lhe a fim de que oriente os seus filhos com firmeza tio caminho do Céu.</p>
<h3 class="text-center">X - <em>Do nono artigo do Credo</em></h3>
<p>Então os apóstolos e presbíteros, de acordo com toda a Igreja, resolveram escolher alguns homens e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé; escolheram Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens influentes entre os irmãos. Por seu intermédio enviaram a seguinte carta: Osirmãos, osapóstolosepresbíterossaúdam osirmãosdeAntioquia, Síria e Cilícia, convertidos dentre os pagãos. Chegou ao nosso conhecimento que alguns dos nossos vos têm perturbado com palavras, confundindo vossas mentes, sem nenhuma autorização de nossa parte. Por isso resolvemos, de comum acordo, enviar-vos alguns homens escolhidos, em companhia de nossos amados Barnabé e Paulo, que expuseram suas vidas pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Estamos enviando Judas e Silas para vos comunicar de viva voz as mesmas coisas. Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor nenhuma outra exigência além das necessárias: que vos abstenhais das carnes imoladas aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e da prostituição. Procedereis bem evitando estas coisas. Passai bem. Atos 15, 22-29</p>
<h4>1º - Da Igreja em geral</h4>
<h5>142 - Que nos ensina o nono artigo do Credo: creio na Santa Igreja Católica; na Comunhão dos Santos?</h5>
<p>O nono artigo do Credo ensina-nos que Jesus Cristo fundou sobre a terra unia sociedade visível, a qual se chama Igreja Católica, e que todas as pessoas que fazem parte desta Igreja estão em comunhão entre si.</p>
<h5>143 - Por que, depois do artigo que trata do Espírito Santo, fala-se imediatamente da Igreja Católica?</h5>
<p>Depois do artigo que trata do Espírito Santo, fala-se imediatamente da Igreja Católica, para indicar que toda a santidade da mesma Igreja procede do Espírito Santo, que é o autor de toda a santidade.</p>
<h5>144 - Que quer dizer esta palavra Igreja?</h5>
<p>A palavra Igreja quer dizer convocação ou reunião de muitas pessoas.</p>
<h5>145 - Quem nos convocou ou chamou para a Igreja de Jesus Cristo?</h5>
<p>Nós fomos chamados para a Igreja de Jesus Cristo por uma graça particular de Deus, a fim de que, com a luz da fé e pela observância da lei divina, Lhe prestemoso culto devido, e cheguemos à vida eterna.</p>
<h5>146 - Onde se encontram os membros da Igreja?</h5>
<p>Os membros da Igreja encontram-se parte no Céu, e formam a Igreja triunfante; parte no Purgatório, e formam a Igreja padecente; parte na terra, e formam a Igreja militante.</p>
<h5>147 - Estas diversas partes da Igreja constituem uma só Igreja?</h5>
<p>Sim, estas diversas partes da Igreja constituem uma só Igreja e um só corpo, porque têm a mesma cabeça que é Jesus Cristo, o mesmo espírito que as anima e as tine, e o mesmo fim que é a felicidade eterna, que uns já estão gozando e que outros esperam.</p>
<h5>148 - A qual das partes da Igreja se refere principal mente este nono artigo?</h5>
<p>Este nono artigo do Credo refere-se principalmente à Igreja militante, que é a Igreja na qual estamos atualmente.</p>
<h4>2º - Da Igreja em particular</h4>
<h5>149 - Que é a Igreja Católica?</h5>
<p>A Igreja Católica é a sociedade ou reunião de todas as pessoas batizadas que, vivendo na terra, professam a mesma fé e a mesma lei de Cristo, participam dos mesmos Sacramentos, e obedecem aos legítimos Pastores, principalmente ao Romano Pontífice.</p>
<h5>150 - Dizei precisamente o que é necessário para alguém ser membro da Igreja. </h5>
<p>Para alguém ser membro da Igreja, é necessário estar batizado, crer e professar a doutrina de Jesus Cristo, participar dos mesmos Sacramentos, reconhecer o Papa e os outros legítimos Pastores da Igreja.</p>
<h5>151 - Quem são os legítimos Pastores da Igreja?</h5>
<p>Os legítimos Pastores da Igreja são o Pontífice Romano, isto é, o Papa, que é o 1º Pastor universal, e os Bispos. Além disso, sob a dependência dos Bispos e do Papa, têm parte no oficio de Pastores os outros Sacerdotes e especialmente os párocos.</p>
<h5>152 - Por que dizeis que o Pontífice Romano é o Pastor Universal da Igreja?</h5>
<p>Porque Jesus Cristo disse a São Pedro, primeiro Papa: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e dar-te-ei as chavesao reino dosCéus, e tudo o que ligares na terra, será ligado no Céu; e tudo o que desligares na terra, será desligado também no Céu. E disse-lhe mais: Apascenta osmeuscordeiros, apascenta asminhasovelhas.</p>
<h5>153 - Então não pertencem à Igreja, de Jesus Cristo as sociedades de pessoas batizados que não reconhecem o Romano Pontífice por seu chefe?</h5>
<p>Todos os que não reconhecem o Romano Pontífice por seu chefe, não pertencem à Igreja de Jesus Cristo.</p>
<h5>154 - Como se pode distinguir a Igreja de Jesus Cristo, de tantas sociedades ou seitas, fundadas pelos homens, e que se dizem cristãos?</h5>
<p>Pode-se distinguir a verdadeira Igreja de Jesus Cristo, de tantas sociedades ou seitas fundadas pelos homens e que se dizem cristãs, por quatro notas características. Ela é Una, Santa, Católica e Apostólica.</p>
<h5>155 - Por que dizeis que a Igreja é Una?</h5>
<p>Digo que a verdadeira Igreja é Una, porque os seus filhos, de qualquer tempo ou lugar, estão unidos entre si na mesma fé, no mesmo culto Ito, na mesma lei e na participação dos mesmos Sacramentos, sob o mesmo chefe visível, o Romano Pontífice.</p>
<h5>156 - Não poderia haver mais de uma Igreja?</h5>
<p>Não pode haver mais de uma Igreja, porque, assim como há um só Deus, uma só Fé e um só Batismo, assim também não há nem pode ode haver senão uma só Igreja verdadeira.</p>
<h5>157 - Mas não se chamam também igrejas o conjunto dos fiéis de uma nação, ou de uma diocese?</h5>
<p>Chamam-se igrejas também o conjunto dos fiéis de uma nação ou de uma diocese, mas são sempre porções da Igreja universal, e formam com ela uma só Igreja.</p>
<h5>158 - Por que dizeis que a verdadeira Igreja é Santa?</h5>
<p>Chamo a verdadeira Igreja de Santa, porque Jesus Cristo, a sua cabeça invisível, é Santo, santos são muitos dos seus membros, santas são a sua Fé e a sua Lei, santos os seus Sacramentos, e fora dEla não há nem pode haver verdadeira santidade.</p>
<h5>159 - Por que dizeis que a Igreja é Católica?</h5>
<p>Chamo a verdadeira Igreja de Católica, que quer dizer universal, porque abrange os fiéis de todos os tempos, de todos os lugares, de todas as idades e condições, e todos os homens do mundo são chamados a fazer parte dEla.</p>
<h5>160 - Por que a Igreja se chama também Apostólica?</h5>
<p>A verdadeira Igreja chama-se também Apostólica, porque remonta sem interrupção até aosApóstolos; porque crê e ensina tudo o que creram e ensinaram osApóstolos; e porque é guiada e governada pelos legítimos sucessores dos Apóstolos.</p>
<h5>161 - Por que a verdadeira Igreja se chama também Romana?</h5>
<p>A verdadeira Igreja chama-se também Romana, porque os quatro caracteres da unidade, santidade, catolicidade e apostolicidade se encontram só na Igreja que tem por chefe o Bispo de Roma, sucessor de São Pedro.</p>
<h5>162 - Como é constituída a Igreja de Jesus Cristo?</h5>
<p>A Igreja de Jesus Cristo é constituída como uma sociedade verdadeira e perfeita. E nEla, como numa pessoa moral, podemos distinguir um corpo e uma alma.</p>
<h5>163 - Em que consiste a alma da Igreja?</h5>
<p>A alma da Igreja consiste no que Ela tem de interior e de espiritual, isto é, a Fé, a Esperança, a Caridade, os dons da graça e do Espírito Santo, e todos os tesouros celestes que lhe provieram dos merecimentos de Cristo Redentor e dos Santos.</p>
<h5>164 - E o corpo da Igreja, em que consiste?</h5>
<p>O corpo da Igreja consiste no queEla tem de visível e de externo, quer na associação dos seus membros, quer no seu culto e no seu ministério de -ensino, quer no seu governo e ordem externa.</p>
<h5>165 - Para nos salvarmos basta sermos de qualquer maneira membros da Igreja Católica?</h5>
<p>Não basta para nos salvarmos o sermos de qualquer maneira membros da Igreja Católica, mas é preciso que sejamos seus membros vivos.</p>
<h5>166 - Quais são os membros vivos da Igreja?</h5>
<p>Os membros vivos da Igreja são todos os justos e só eles, isto é, aqueles que estão atualmente em graça de Deus.</p>
<h5>167 - E quais são nEla os membros mortos?</h5>
<p>Membros mortos da Igreja são os fiéis que estão em pecado mortal.</p>
<h5>168 - Pode alguém salvar-se fora da Igreja Católica, Apostólica, Romana?</h5>
<p>Não. Fora da Igreja Católica, Apostólica, Romana, ninguém pode salvar-se, como ninguém pôde salvar-se do dilúvio fora da arca de Noé, que era figura desta Igreja.</p>
<h5>169 - Como então se salvaram os antigos Patriarcas, os Profetas, e todos os outros justos do Antigo Testamento?</h5>
<p>Todos os justos do Antigo Testamento se salvaram em virtude da fé que tinham em Cristo que havia de vir, por meio da qual eles já pertenciam espiritualmente a esta Igreja.</p>
<h5>170 - Mas quem se encontrasse, sem culpa sua, fora da Igreja, poderia salvar-se?</h5>
<p>Quem, encontrando-se sem culpa sua - quer dizer, em boa fé - fora da Igreja, tivesse recebido o batismo, ou tivesse desejo, ao menos implícito, de o receber e além disso procurasse sinceramente a verdade, e cumprisse a vontade de Deuso melhor que pudesse, ainda que separado do corpo da Igreja, estaria unido à alma dEla, e portanto no caminho da salvação.</p>
<h5>171 - E quem, sendo muito embora membro da Igreja Católica, não pusesse em prática os seus ensinamentos, salvar-se-ia?</h5>
<p>Quem, sendo muito embora membro da Igreja Católica, não pusesse em prática os seus ensinamentos, seria membro morto, e portanto não se salvaria, porque para a salvação de um adulto requer-se não só o Batismo e a fé, mas também as obras conformes à fé.</p>
<h5>172 - Somos obrigados a acreditar todas as verdades que a Igreja ensina?</h5>
<p>Sim, somos obrigadosa acreditar todasas verdadesque a Igreja nosensina, e Jesus Cristo declarou que quem não crê, já está condenado.</p>
<h5>173 - Somos também obrigados a fazer tudo o que a Igreja manda?</h5>
<p>Sim, somos obrigados a fazer tudo o que a Igreja manda, porque JesusCristo disse aos Pastores da Igreja: Quem vos ouve, a Mim ouve, e quem vos despreza, a Mim despreza.</p>
<h5>174 - Pode enganar-Se a Igreja nas coisas que nos propõe para crermos?</h5>
<p>Não. Nas coisas que nos propõe para crer, a Igreja não pode enganar-Se, porque, segundo a promessa de Jesus Cristo, é sempre assistida pelo Espírito Santo.</p>
<h5>175 - A Igreja Católica é então infalível?</h5>
<p>Sim, a Igreja Católica é infalível. Por isso aqueles que rejeitam as suas definições, perdem a fé, e fazem-se hereges.</p>
<h5>176 - A Igreja Católica pode ser destruída ou perecer?</h5>
<p>Não. A Igreja Católica pode ser perseguida, mas não pode ser destruída nem perecer. Ela há de durar até ao fim do mundo, porque até ao fim do mundo JesusCristo estará com Ela, como prometeu.</p>
<h5>177 - Por que é a Igreja Católica tão perseguida?</h5>
<p>A Igreja Católica é tão perseguida, porque assim foi também perseguido o seu Divino Fundador, e porque reprova os vícios, combate as paixões e condena todas as injustiças e todos os erros.</p>
<h5>178 - Há mais alguns deveres dos católicos para com a Igreja?</h5>
<p>Todo o cristão deve ter para com a Igreja um amor ilimitado, considerar-se feliz e infinitamente honrado por pertencer a Ela, e empenhar-se pela glória e aumento dEla por todos os meios ao seu alcance.</p>
<h4>3º - Da Igreja docente e da Igreja discente</h4>
<p>Um anjo do Senhor falou a Filipe: Vai para o sul pelo caminho que, através do deserto, desce de Jerusalém para Gaza. E Filipe partiu. Ora, um etíope, camareiro e tesoureiro-mor a serviço da rainha Candace da Etiópia, tinha ido prestar culto em Jerusalém. Voltava, sentado no seu carro, lendo o profeta Isaías. O Espírito Santo disse a Filipe: Aproximate e acompanha aquele carro. Filipe acelerou o passo. Ouvindo que lia o profeta Isaías, perguntou: Será que estás entendendo o que lês? Ele respondeu: Como é que vou entender se ninguém me orienta? Então convidou Filipe para subir e sentar-se ao seu lado. A passagem da Escritura que ele lia era a seguinte : Como uma ovelha levada ao matadouro, e como um cordeiro diante de quem o tosquia, ele emudeceu e não abre a boca. Com humilhação foi consumado o seu julgamento; de seus descendentes, quem falará? pois a sua vida é tirada da terra. O camareiro perguntou a Filipe: Dize-me, de quem o profeta está falando? De si mesmo ou de outro? Filipe pôs-se a falar e, começando com esta passagem da escritura, anunciou-lhe a boa-nova de Jesus. Seguindo o caminho, encontraram água e o camareiro disse m: Aqui existe água, o queimpedequeeu seja batizado? Mandou parar o carro, e os dois desceram para a água, Filipe e o camareiro, e Filipe o batizou. Quando subiram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe n, e o camareiro já não o viu, mas alegre prosseguiu seu caminho. Quanto a Filipe, foi parar em Azoto e, de passagem, anunciava a boa-nova a todas as cidades até chegar a Cesaréia Atos 8, 26-40</p>
<h5>179 - Há alguma distinção entre os membros que compõem a Igreja?</h5>
<p>Entre os membros que compõem a Igreja há distinção muito importante, porque há uns que mandam, outros que obedecem, uns que ensinam, outros que são ensinados.</p>
<h5>180 - Como se chama a parte da Igreja que ensina?</h5>
<p>A parte da Igreja que ensina chama-se docente, ou ensinante.</p>
<h5>181 - E a parte da Igreja que é ensinada, como se chama?</h5>
<p>A parte da Igreja que é ensinada chama-se discente.</p>
<h5>182 - Quem estabeleceu esta distinção na Igreja?</h5>
<p>Esta distinção na Igreja estabeleceu-a o próprio Jesus Cristo.</p>
<h5>183 - A Igreja docente e a Igreja discente são, pois, duas Igrejas distintas?</h5>
<p>A Igreja docente e a Igreja discente são duas partes distintas de uma só e mesma Igreja, como no corpo humano a cabeça é distinta dos outros membros, e, não obstante, forma com eles um corpo só.</p>
<h5>184 - De que pessoas se compõe a Igreja docente?</h5>
<p>A Igreja docente compõe-se de todos os Bispos (quer se encontrem dispersos, quer se encontrem reunidos em Concílio), unidos à sua cabeça, o Romano Pontífice.</p>
<h5>185 - E a Igreja discente, de que pessoas é composta?</h5>
<p> Á Igreja discente é composta de todos os fiéis.</p>
<h5>186 - Quais são as pessoas que têm na Igreja autoridade de ensinar?</h5>
<p>Os que têm na Igreja o poder de ensinar são o Papa e osBispos e, sob a dependência destes, os outros ministros sagrados.</p>
<h5>187 - Somos obrigados a ouvir a Igreja docente?</h5>
<p>Sim, sem dúvida, somos todos obrigados a ouvir a Igreja docente, sob pena de condenação eterna, porque Jesus Cristo disse aos Pastores da Igreja, na pessoa dos Apóstolos: Quem vosouve, a Mim ouve, e quem vosdespreza, a Mim despreza.</p>
<h5>188 - Além da autoridade de ensinar, tem a Igreja mais algum poder?</h5>
<p>Sim, além da autoridade de ensinar, a Igreja tem especialmente o poder de administrar as coisas santas, de fazer leis e de exigir a sua observância.</p>
<h5>189 - Virá do povo o poder que têm os membros da hierarquia eclesiástica?</h5>
<p>O poder que têm os membros da hierarquia eclesiástica não vem do Povo, e seria heresia o dizê-lo: vem unicamente de Deus.</p>
<h5>190 - A quem compete o exercício destes poderes?</h5>
<p>O exercício destes poderes compete unicamente ao corpo hierárquico, isto é, ao Papa e aos Bispos a ele subordinados.</p>
<h4>4º - Do Papa e dos Bispos</h4>
<p>Chegando à região de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: Quem aspessoasdizem queéo Filho do homem? Eles responderam: Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas. Então ele perguntou-lhes: E vós, quem dizeis que eu sou? Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo. Em resposta, Jesusdisse: Feliz és tu, Simão filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue quem te revelou isso, mas o Pai que está nos céus. E eu te digo: Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja e as portas do inferno nunca levarão vantagem sobre ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus, e tudo que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo que desligares na terra será desligado nos céus. E deu ordens aos discípulos de não falarem para ninguém que ele era o Cristo. Mt 16, 13-20.</p>
<h5>191 - Quem é o Papa?</h5>
<p>O Papa, a quem chamamos também Sumo Pontífice ou Romano Pontífice, é o sucessor deSão Pedro na Sede de Roma, o Vigário de Jesus Cristo na terra, e o chefe visível da Igreja.</p>
<h5>192 - Por que o Romano Pontífice é o sucessor de São Pedro?</h5>
<p>O Romano Pontífice é o sucessor de São Pedro. porque São Pedro reuniu na sua pessoa a dignidade de Bispo de Roma e de chefe da Igreja e porque, por disposição divina, estabeleceu em Roma a sua sede, e aí morreu. Por isso quem é eleito Bispo de Roma, é também herdeiro de toda a sua autoridade.</p>
<h5>193 - Por que o Romano Pontífice é o Vigário de Jesus Cristo?</h5>
<p>O Romano Pontífice é o Vigário de Jesus Cristo porque ele O representa na terra, e faz as suas vezes no governo da Igreja.</p>
<h5>194 - Por que o Romano Pontífice é o Chefe visível da Igreja?</h5>
<p>O Romano Pontífice é o Chefe visível da Igreja porque a dirige visivelmente com a mesma autoridade de Jesus Cristo, que é a cabeça invisível da Igreja.</p>
<h5>195 - Qual é, pois, a dignidade do Papa?</h5>
<p>A dignidade do Papa é a maior entre todas as dignidades da terra e dá-lhe um poder supremo e imediato sobre todos e cada uni dos Pastores e dos fiéis.</p>
<h5>196 - Pode errar o Papa ao ensinar à Igreja?</h5>
<p>O Papa não pode errar, quer dizer, é infalível nas definições que dizem respeito à fé e aos costumes.</p>
<h5>197 - Qual é o motivo por que o Papa é infalível?</h5>
<p>O Papa é infalível em razão da promessa de Jesus Cristo e da contínua assistência do Espírito Santo.</p>
<h5>198 - Quando o Papa é infalível?</h5>
<p>O Papa é infalível só quando, na sua qualidade dePastor e Mestre de todosos cristãos, em virtude da sua suprema autoridade apostólica, define uma doutrina relativa à fé e aos costumes, que deve ser seguida por toda a Igreja.</p>
<h5>199 - Quem não acreditasse nas definições solenes do Papa, que pecado cometeria?</h5>
<p>Quem não acreditasse nas definições solenes do Papa, ou ainda só duvidasse delas, pecaria contra a fé; e, se se obstinasse nesta incredulidade, já não seria mais católico, mas herege.</p>
<h5>200 - Para que fim Deus concedeu ao Papa o dom da infalibilidade?</h5>
<p>Deus concedeu ao Papa o dom da infalibilidade, a fim de que todos estejam certos e seguros da verdade que ti Igreja ensina.</p>
<h5>201 - Quando foi definido que o Papa é infalível?</h5>
<p>A infalibilidade do Papa foi definida pela Igreja rio Concílio do Vaticano; e, se alguém ousasse contradizer esta definição, seria herege e excomungado</p>
<h5>202 - A Igreja, ao definir que o Papa é infalível, estabeleceu porventura uma nova verdade de fé?</h5>
<p>Não. A Igreja, ao definir que o Papa é infalível, não estabeleceu uma nova verdade de fé, mas só definiu, parti se opor a errosnovos, que a infalibilidade do Papa, contida já tia Sagrada Escritura e na Tradição, e uma verdade revelada por Deus, e que por conseguinte se deve crer como dogma ou artigo de fé.</p>
<h5>203 - Como todo o católico deve proceder para com o Papa?</h5>
<p>Todo o católico deve reconhecer o Papa como Pai, Pastor e Mestre universal, e estar unido a ele de espírito e coração.</p>
<h5>204 - Depois do Papa quais são, por instituição divina, as personagens mais venerandas na Igreja?</h5>
<p>Depois do Papa, por instituição divina, as personagens mais venerandas da Igreja são os Bispos.</p>
<h5>205 - Quem são os Bispos?</h5>
<p>OsBispos são osPastores aos fiéis, estabelecidos pelo Espírito Santo para governar ti Igreja de Deus, nas sedesque lhes são confiadas sob i] dependência do Romano Pontífice.</p>
<h5>206 - Que é o Bispo na própria diocese?</h5>
<p>O Bispo na própria diocese é o Pastor legítimo, o Pai, o Mestre, o superior de todos os fiéis, eclesiásticos e leigos, que pertencem à mesma diocese.</p>
<h5>207 - Por que o Bispo se chama Pastor legítimo?</h5>
<p>Chama-se o Bispo Pastor legítimo, porque ti jurisdição, isto é, o poder que tem de governar os fiéis da própria diocese, foi-lhe conferido segundo tis normas e leis da Igreja.</p>
<h5>208 - De quem são sucessores o Papa e os Bispos?</h5>
<p>O Papa é sucessor de São Pedro, Príncipe dosApóstolos, e osBispos são sucessores dos Apóstolos, tio que diz respeito ao governo ordinário da Igreja.</p>
<h5>209 - Deve o fiei estar unido ao próprio Bispo?</h5>
<p>Sim, todo o fiel, eclesiástico ou leigo, deve estar unido de espírito e de coração ao próprio Bispo que está em graça e comunhão com a Se Apostólica.</p>
<h5>210 - Como deve proceder o fiei para com o próprio Bispo?</h5>
<p>Todo o fiel, eclesiástico ou leigo, deve respeitar, amar e honrar o próprio Bispo, e prestar-lhe obediência em tudo o que se refere ao bem das almas e ao governo espiritual da diocese.</p>
<h5>211 - Quais são os auxiliares do Bispo na cura das almas?</h5>
<p>Os auxiliares do Bispo na cura das almas são os Sacerdotes, e principalmente os párocos.</p>
<h5>212 - Quem é o pároco?</h5>
<p>O pároco é uni Sacerdote delegado para presidir e dirigir, sob a dependência do Bispo, uma porção da diocese, que se chama paróquia.</p>
<h5>213 - Que deveres têm os fiéis para com o seu pároco?</h5>
<p>Os fiéis devem conservar-se unidos ao seu pároco, ouvi-lo com docilidade, professar-lhe respeito e submissão em tudo o que interessa ao bem da paróquia.</p>
<h4>5º - Da comunhão dos Santos</h4>
<p>O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os olhos, o que contemplamos e nossas mãos apalparam no tocante ao Verbo da vida a porque a vida se manifestou e nós vimos e testemunhamos, anunciando-vosa vida eterna que estava com o Pai e nos foi manifestada o que vimos e ouvimos, nós também vos anunciamos a fim de que também vós vivaisem comunhão conosco. Ora, nossa comunhão é com o Pai e seu Filho, Jesus Cristo. Nós vos escrevemos estas coisas para nossa alegria ser completa! Para viver na luz. A mensagem que dele ouvimos e vos anunciamos é esta: Deus é luz, nele não há trevas. Se dizemos ter comunhão com ele mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andamos na luz, assim como ele está na luz, estamos em comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dizemos que em nós não há pecado, enganamos a nós mesmos e a verdade não está conosco. Se confessamos nossos pecados, fiel e justo é Deus para nos perdoar e nos purificar de toda iniqüidade. Se dizemos que não pecamos, chamamos Deus de mentiroso e sua palavra não está connosco. I João 1, 1-10</p>
<h5>214 - Que nos ensina o nono artigo do Credo com aquelas palavras: na comunhão dos Santos?</h5>
<p>Com as palavras: na comunhão dos Santos, o nono artigo do Credo ensina nosque na Igreja, pela íntima união que existe entre todos os seus membros, são comuns os bens espirituais, assim internos Como externos, que lhe pertencem.</p>
<h5>215 - Quais são na Igreja os bens comuns internos?</h5>
<p>Os bens comuns internos na Igreja são: a graça que se recebe nos Sacramentos, a Fé, a Esperança, a Caridade, os merecimentos infinitos de Jesus Cristo, os merecimentos superabundantes da Santíssima Virgem e dosSantos, e o fruto de todas as boas obras que na mesma Igreja se fazem.</p>
<h5>216 - Quais são os bens externos comuns na Igreja?</h5>
<p>Os bens externos comuns na Igreja são: os sacramentos, o Santo Sacrifício da Missa, as orações públicas, as funções religiosas, e todas as outras práticas exteriores que unem entre si os fiéis.</p>
<h5>217 - Nesta comunhão de bens entram todos os filhos da Igreja?</h5>
<p>Na comunhão dos bens internos entram somente os cristãos que estão em graça de Deus; os que estão em pecado mortal não participam de todos estes bens.</p>
<h5>218 - Por que não participam de todos estes bens aqueles que estão em pecado mortal?</h5>
<p>Porque é a graça de Deus. vida sobrenatural da alma, que une os fiéis a Deus e a Jesus Cristo como seus membros vivos e os torna capazes de fazer obras meritórias para a vida eterna; e porque aqueles que se encontram em estado de pecado mortal, não tendo a graça de Deus, estão excluídos da comunhão perfeita dos bens espirituais e não podem fazer obras meritórias rias para a vida eterna.</p>
<h5>219 - Então os cristãos que estão em pecado mortal não tiram proveito nenhum dos bens internos e espirituais da Igreja?</h5>
<p>Os cristãos que estão em pecado mortal tiram ainda assim algum proveito dos bens internos e espirituais da Igreja, porquanto conservam o caráter de cristãos, que é indelével, e a virtude da Fé que é a raiz de toda justificação. Por isso são auxiliados pelas orações e boas obras dos fiéis, para obterem a graça da conversão.</p>
<h5>220 - Os que estão em pecado mortal podem participar dos bens externos da Igreja?</h5>
<p>Os que estão em pecado mortal podem participar dos bens externos da Igreja, contanto que não estejam separados da mesma Igreja pela excomunhão.</p>
<h5>221 - Por que os membros desta comunhão, considerados no seu conjunto, se chamam Santos?</h5>
<p>Os membros desta comunhão chamam-se Santos, porque todos são chamados à santidade, e foram santificados por meio do Batismo, e muitos deles atingiram la a santidade perfeita.</p>
<h5>222 - A comunhão dos Santos estende-se também ao Céu e ao Purgatório?</h5>
<p>Sim, a comunhão dosSantos estende-se também ao Céu e ao Purgatório, porque a caridade une as três igrejas - triunfante, padecente e militante -; e os Santos rogam a Deus por nós e pelas almas do Purgatório, e nós damos honra e glória aos Santos, e podemos aliviar as almas do Purgatório, aplicando, em sufrágio delas, Missas, esmolas, indulgências e outras boas obras.</p>
<h4>6º - Daqueles que estão fora da Igreja</h4>
<h5>223 - Quem são os que não participam da comunhão dos Santos?</h5>
<p>Aqueles que não participam da comunhão dos Santos são, na outra vida, os condenados, e nesta vida aqueles que não pertencem nem à alma nem ao corpo da Igreja, quer dizer, aqueles que estão em estado de pecado rnortal e se encontram fora da verdadeira Igreja.</p>
<h5>224 - Quem são os que se encontram fora da verdadeira Igreja?</h5>
<p>Encontram-se fora da verdadeira Igreja os infiéis, os judeus, os hereges, os apóstatas, os cismáticos e os excomungados.</p>
<h5>225 - Quem são os infiéis?</h5>
<p>Os infiéis são aqueles que não foram batizados e não crêem em Jesus Cristo, seja porque crêem e adoram falsas divindades, como os idólatras; seja porque, embora admitam o único Deus verdadeiro, não crêem em Cristo Messias, nem como vindo na pessoa de Jesus Cristo, nem como havendo de vir ainda: tais são os maometanos e outros semelhantes.</p>
<h5>226 - Quem são os judeus?</h5>
<p>Os judeus são aqueles que professam a lei de Moisés, não receberam o batismo, nem crêem em Jesus Cristo.</p>
<h5>227 - Quem são os hereges?</h5>
<p>Os hereges são as pessoas batizadas que recusam com pertinácia crer em alguma verdade revelada por Deus e ensinada conto de fé pela Igreja Católica: por exemplo, os arianos, os nestorianos e as várias seitas dos protestantes.</p>
<h5>228 - Quem são os apóstatas?</h5>
<p>Os apóstatas são aqueles que abjuram, isto é, renegam, com ato externo, a fé católica, que antes professavam.</p>
<h5>229 - Quem são os cismáticos?</h5>
<p>Os cismáticos são os cristãos que, não negando explicitamente dogma algum, se separam voluntariamente da Igreja de Jesus Cristo, ou dos legítimos Pastores.</p>
<h5>230 - Quem são os excomungados?</h5>
<p>Os excomungados são aqueles que por faltas graves são fulminados com excomunhão pelo Papa ou pelo Bispo, e portanto são separados, como indignos, do corpo da Igreja, a qual espera e deseja a sua conversão.</p>
<h5>231 - Deve-se temer a excomunhão?</h5>
<p>Deve-se temer grandemente a excomunhão, porque é o castigo mais grave e mais terrível que a Igreja pode infligir aos seus filhos rebeldes e obstinados.</p>
<h5>232 - De que bens ficam privados os excomungados?</h5>
<p>Os excomungados ficam privados das orações publicas, dos Sacramentos, das indulgências e excluídos da sepultura eclesiástica.</p>
<h5>233 - Podemos nós auxiliar de alguma maneira os excomungados?</h5>
<p>Nós podemos auxiliar de alguma maneira os excomungados e todos os outros que estão fora da verdadeira Igreja com advertências salutares, com orações e boas obras, suplicando a Deus que pela sua misericórdia lhes conceda a graça de se converterem à Fé e de entrarem na comunhão dos Santos.</p>
<h3 class="text-center">XI - <em>Do décimo artigo do Credo</em></h3>
<p>Alguns dias depois, Jesus entrou novamente em Cafarnaum, e souberam que ele estava em casa. Reuniu-se tanta gente que nem mesmo em frente à porta havia lugar para todos. E Jesus lhes anunciava a palavra. Trouxeram-lhe um paralítico, carregado por quatro homens. Como não podiam levá-lo até Jesus, por causa da multidão, descobriram o teto no lugar em que ele se achava, e pela abertura desceram a maca em que estava deitado o paralítico. Ao ver a fé deles, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados. Ora, estavam sentadosali alguns escribas, pensando consigo mesmos: Como estehomem pode falar assim? Ele blasfema! Quem pode perdoar pecados senão só Deus? Mas Jesus percebeu logo em seu espírito os pensamentos deles e disse: Por que estais pensando assim? a O que é mais fácil dizer ao paralítico: teuspecados estão perdoados ou dizer: levanta-te, toma a tua maca e anda? Pois bem, para que saibaisque o Filho do homem * tem na terra poder de perdoar os pecados disse ao paralítico eu te digo: levanta-te, toma a tua maca e vai para casa. Ele se levantou, pegou logo a sua maca e saiu à vista de todos. Todos se espantaram e se puseram a louvar a Deus, dizendo: Nunca vimoscoisa igual! Mar 2, 1-12</p>
<h5>234 - Que nos ensina o décimo artigo do Credo: na remissão dos pecados?</h5>
<p>O décimo artigo do Credo ensina-nos que Jesus Cristo deixou à sua Igreja o poder de perdoar os pecados.</p>
<h5>235 - Pode a Igreja perdoar toda a espécie de pecados?</h5>
<p>Sim, a Igreja pode perdoar todos os pecados, por numerosos e graves que sejam, porque Jesus Cristo Lhe concedeu pleno poder de ligar e desligar.</p>
<h5>236 - Quem são os que na Igreja exercem este poder de perdoar os pecados?</h5>
<p>Os que na Igreja exercem o poder de perdoar os pecados são, em primeiro lugar, o Papa que é o único que possui a plenitude de tal poder; depois os Bispos e, sob a dependência dos Bispos, os Sacerdotes.</p>
<h5>237 - Como perdoa a Igreja os pecados?</h5>
<p>A Igreja perdoa os pecados pelos merecimentos de Jesus Cristo, administrando os Sacramentos por Ele instituídos para esse fim, especialmente o Batismo e a Penitência.</p>
<h3 class="text-center">XII - <em>Do undécimo artigo do Credo</em></h3>
<p>No dia seguinte, isto é, depois da sexta-feira, os sumos sacerdotes e os fariseus foram a Pilatos e disseram: Senhor, lembramo-nos de que aquele impostor disse em vida: Depois de três dias ressuscitarei. Manda, pois, guardar o sepulcro até o terceiro dia para não acontecer que os seus discípulos venham roubar o corpo e digam ao povo: Ele ressuscitou dosmortos. E esta última impostura será pior do que a primeira. Pilatos lhes disse: Vós tendes a guarda. Ide e guardai-o como bem entendeis. Elesforam e puseram guarda ao sepulcro depoisdeselarem a pedra. Passado o sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. Subitamente houve um grande terremoto, pois um anjo do Senhor desceu do céu, aproximou-se, rolou a pedra do sepulcro e sentou-se nela. O seu aspecto era como o de um relâmpago e sua veste, branca como a neve. Paralisados de medo, osguardas ficaram como mortos. O anjo, dirigindo-se àsmulheres, disse: Não tenhais medo. Sei que procurais Jesus, o crucificado. Ele não está aqui! Ressuscitou conforme tinha dito. Vinde ver o lugar onde estava. Ide logo dizer a seus discípulos que ele ressuscitou dos mortos e que vai à frente de vós para a Galiléia. Lá o vereis. Eiso queeu tinha a dizer. Jesus aparece às mulheres. Afastando-se logo do túmulo, cheias de temor e grande alegria, correram para dar a notícia aos discípulos. De repente, Jesus saiu ao encontro delas e disse-lhes: Salve! Elas se aproximaram, abraçaram-lhe os pés e se prostraram diante dele. Disse-lhes então Jesus: Não tenhais medo! Ide dizer a meus irmãos que se dirijam à Galiléia elá meverão. Mt 27, 62-65; 28, 1-10.</p>
<h5>238 - Que nos ensina o undécimo artigo do Credo: na ressurreição da carne?</h5>
<p>O undécimo artigo do Credo ensina-nos que todos os homens hão de ressuscitar, retomando cada alma o corpo que teve nesta vida.</p>
<h5>239 - Como se fará a ressurreição dos mortos?</h5>
<p>A ressurreição dos mortos realizar-se-á por virtude de Deus Onipotente, a Quem nada é impossível.</p>
<h5>240 - Quando será a ressurreição dos mortos?</h5>
<p>A ressurreição de todos os mortos será no fim do inundo, e depois seguir-se-á o Juízo universal.</p>
<h5>241 - Por que quer Deus a ressurreição dos corpos?</h5>
<p>Deus quer a ressurreição dos corpos para que a nossa alma, tendo feito o bem ou o final unida ao corpo, receba juntamente com ele o prêmio ou o castigo.</p>
<h5>242 - Ressuscitarão os homens, todos da mesma maneira?</h5>
<p>Não. Haverá enorme diferença entre os corpos dos eleitos e os corpos dos condenados; porque somente os corpos dos eleitos terão, à semelhança de Jesus Cristo ressuscitado, os dotes dos corpos gloriosos.</p>
<h5>243 - Quais são estes dotes que adornarão os corpos dos bem-aventurados?</h5>
<p>Os dotes que adornarão os corpos gloriosos dos bem-aventurados são:</p>
<ul>
<li>1º - a impassibilidade, pela qual eles não mais poderão estar sujeitos a males, nem dores de espécie alguma, nem às necessidades de alimento, de repouso e de qualquer outra coisa;</li>
<li>2º - a claridade, pela qual eles resplandecerão como o sol e as estrelas;</li>
<li>3º - a agilidade, pela qual eles poderão passar num momento sem fadiga, de um lugar para outro e da terra ao Céu;</li>
<li>4º - a sutileza, pela qual elespoderão, sem obstáculo, passar atravésde qualquer corpo, como fez Jesus Cristo ressuscitado.</li>
</ul>
<h5>244 - Como serão os corpos dos condenados?</h5>
<p>Os corpos dos condenados serão destituídos dos dotes dos corpos gloriosos dos bem-aventurados, e trarão o horrível estigma da reprovação eterna.</p>
<h3 class="text-center">XIII - <em>Do duodécimo artigo do Credo</em></h3>
<p>Lázaro caiu doente em Betânia, onde estavam Maria e sua irmã Marta. Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com óleo perfumado e lhe tinha enxugado os pés com os cabelos. Seu irmão Lázaro estava enfermo. As irmãs mandaram dizer a Jesus: Senhor, aquele a quem amas está doente. Quando ouviu isso, Jesus disse: Esta doença não causará a morte mas se destina à glória de Deus: por ela o Filho de Deus será glorificado. Ora, Jesus amava Marta, sua irmã e Lázaro. Embora estivesse informado de que ele estava doente, demorou-se ainda doisdiasnaquele lugar. Depois disse aos discípulos: Voltemos para a Judéia. Os discípulos disseram: Mestre, há pouco os judeus te queriam apedrejar e tu voltas para lá? Jesus respondeu: Não são doze as horas do dia? Se alguém caminha durante o dia, não tropeça porque vê a luz deste mundo; mas se caminha de noite, tropeça porque lhe falta a luz. Depois destas palavras, acrescentou: Lázaro, nosso amigo, adormeceu mas eu vou despertá-lo. Senhor, se ele está dormindo é porque vai ficar bom disseram os discípulos. Jesus se referia à morte, mas eles pensavam que estivesse falando do repouso do sono. Então Jesus lhes falou claramente: Lázaro morreu. Eu me alegro de não ter estado lá, para que vós assim acrediteis. Mas vamos até ele. Tomé, chamado Dídimo, disse então aos companheiros: Vamos nós também para morrermos com ele. Quando Jesus chegou, já fazia quatro dias que Lázaro estava no túmulo. Betânia ficava perto de Jerusalém, a uns três quilômetros. Muitos judeus tinham vindo até Marta e Maria para as consolar da morte do irmão. Quando Marta ouviu que Jesus havia chegado, saiu-lhe ao encontro. Maria ficou sentada em casa. Marta disse a Jesus: Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Sei, porém, que tudo quanto pedires a Deus ele te concederá. Jesus respondeu: Teu irmão ressuscitará.* Sei que ele ressuscitará na ressurreição do último dia disse Marta. Jesus lhe disse: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E quem vive e crê em mim jamais morrerá. Crês isto? Sim, Senhor respondeu ela creio que és o Cristo, o Filho deDeus, quedevia vir a estemundo. Dito isso, ela foi chamar sua irmã Maria e disse-lhe baixinho: O Mestre está aí e te chama. Ao ouvir isso, Maria levantou-se imediatamente e foi ao encontro dele. É que Jesus ainda não havia entrado no povoado mas ficou lá onde Marta o tinha encontrado. Os judeus, que estavam em casa com ela e a consolavam, vendo que Maria se tinha levantado e saído às pressas, seguiram-na pensando: Ela vai ao sepulcro para chorar. Assim que Maria chegou onde Jesus estava, lançou-se aos pés dele e disse: Senhor, se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido. Quando viu que Maria e todos os judeus que vinham com ela estavam chorando, Jesus se comoveu profundamente. E emocionado, perguntou: Onde o pusestes? Senhor, vem ver disseram-lhe. Jesus começou a chorar. Os judeus comentavam: Vede como ele o amava. Al- guns, porém, disseram: Ele, que abriu os olhos do cego de nascença, não podia fazer com que Lázaro não morresse? Tomado novamente de profunda emoção, Jesus se dirigiu ao sepulcro. Era uma gruta com uma pedra colocada na entrada. Jesus ordenou: Tirai a pedra. Marta, irmã do morto, disse: Senhor, já está cheirando mal, pois já são quatro dias que está aí. Jesus respondeu: Eu não te disse que, se acreditasses, verias a glória de Deus? Tiraram então a pedra. Jesus levantou os olhos para o alto e disse: Pai, eu te dou graças porque me atendeste. Eu sei que sempre me atendes, mas digo isto por causa da multidão que me rodeia, para que creiam que tu me enviaste. Depois dessas palavras, gritou bem forte: Lázaro, vem para fora! O morto saiu com os pés e as mãos atados com faixas e o rosto envolto num sudário. Jesus ordenou: Desatai-o e deixai-o andar. João 11, 1-44</p>
<h5>245 - Que nos ensina o último artigo do Credo: na vida eterna?</h5>
<p>O último artigo do Credo ensina-nos que depois da vida presente há outra, ou eternamente feliz para os eleitos no Paraíso, ou eternamente desgraçada para os condenados no Inferno.</p>
<h5>246 - Podemos compreender a felicidade do Paraíso?</h5>
<p>Não. Não podemos compreender a felicidade do Paraíso, porque excede os conhecimentosda nossa inteligência limitada, e porque osbensao Céu não podem comparar-se aos bens deste mundo.</p>
<h5>247 - Em que consiste a felicidade dos eleitos?</h5>
<p>A felicidade dos eleitos consiste em ver, amar e possuir para sempre a Deus, fonte de todo o bem.</p>
<h5>248 - Em que consiste a desgraça dos condenados?</h5>
<p>A desgraça dos condenados consiste em serem para sempre privados da vista de Deus, e punidos com tormentos eternos no Inferno.</p>
<h5>249 - Por agora são só para as almas os bens do Paraíso e os males do Inferno?</h5>
<p>Os bens do Paraíso e os males do Inferno, por agora, são só para as almas porque por enquanto só as almas estão no Paraíso, ou no Inferno; mas depois da ressurreição da carne, os homens, ria plenitude da sua natureza, isto é, em corpo e alma, serão ou felizes ou infelizes para sempre.</p>
<h5>250 - Serão iguais Para os eleitos os bens do Paraíso, e para os condenados os males do Inferno?</h5>
<p>Os bens do Paraíso para os eleitos, e os males do Inferno para os condenados, serão iguais na substância e na duração eterna; mas na medida, isto é, no grau, serão maiores ou menores, segundo os méritos ou deméritos de cada um.</p>
<h5>251 - Que quer dizer a palavra Amém no fim do Credo?</h5>
<p>A palavra Amém no fim dasorações significa: assim seja; no fim do Credo significa: assim é, que quer dizer: creio que é absolutamente verdadeiro tudo o que nestes doze artigos se contém, e estou mais certo disso do que se o visse com os meus olhos.</p>
<h2 class="text-center">Segunda Parte
<em>Da Oração</em></h2>
<h3 class="text-center">I - <em>Da oração em geral</em></h3>
<p>Jesus contou também a seguinte parábola para alguns que confiavam em si mesmos, tendo-se por justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao Templo para orar; um era fariseu, o outro, um cobrador de impostos. O fariseu rezava, de pé, desta maneira: Ó meu Deus, eu te agradeço por não ser como osoutroshomens, que são ladrões, injustos, adúlteros, nem mesmo como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes por semana, pago o dízimo de tudo que possuo. Mas o cobrador de impostos, parado à distância, nem se atrevia a levantar os olhos para o céu. Batia no peito, dizendo: Ó meu Deus, tem piedade de mim, pecador! Eu vos digo: Este voltou justificado para casa e não aquele. Porque todo aqueleque seeleva será humilhado, equem sehumilha será elevado. Luc 18, 9-14 E quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé nas sinagogas e nas esquinas das praças para serem vistos pelos outros. Eu vos garanto: eles já receberam a recompensa. Mas quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e reza ao teu Pai que está no oculto. E o Pai, que vê no oculto, te dará a recompensa. E nas orações não faleis muitas palavras, como os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por causa das muitas palavras. Não os imiteis, pois o Pai já sabe de vossas necessidades antes mesmo de pedirdes. Mt 6, 2-9</p>
<h5>252 - De que trata a segunda parte da Doutrina Cristã?</h5>
<p>A segunda parte da Doutrina Cristã trata da oração em geral, e do Padre-Nosso em particular.</p>
<h5>253 - Que é a oração?</h5>
<p>A oração é uma elevação da alma a Deus, para adora-Lo, para Lhe dar graças e para Lhe pedir aquilo de que precisamos.</p>
<h5>254 - Como se divide a oração?</h5>
<p>A oração divide-se em mental e vocal. Oração mental é a que se faz só com a alma; oração vocal a que se faz com as palavras acompanhadas da atenção do espírito e da devoção do coração.</p>
<h5>255 - Pode dividir-se de outra maneira a oração?</h5>
<p>A oração pode também dividir-se em particular e pública.</p>
<h5>256 - Que é a oração particular?</h5>
<p>A oração particular é a que faz cada um em particular, por si ou pelos outros.</p>
<h5>257 - Que é a oração pública?</h5>
<p>A oração pública é a que fazem os ministros sagrados, em nome da Igreja, e pela salvação do povo fiel. Pode-se chamar pública também a oração feita em comum e publicamente pelos fiéis, como nas procissões, nas peregrinações e na Igreja.</p>
<h5>258 - Temos nós esperança fundamentada de obter por meio da oração os auxílios e graças de que necessitamos?</h5>
<p>A esperança de obter de Deus as graças de que necessitamos, é fundamentada nas promessas de Deus onipotente, muito misericordioso e fidelíssimo, e nos merecimentos de Jesus Cristo.</p>
<h5>259 - Em nome de quem devemos pedir a Deus as graças de que necessitamos?</h5>
<p>Devemos pedir a Deus as graças de que necessitamos, em nome de Jesus Cristo, como Ele mesmo nosensinou e como pratica a Igreja, a qual termina sempre as suasorações com estas palavras: per Dorninum nostrum Jesurn Christurn, que quer dizer: por Nosso Senhor Jesus Cristo.</p>
<h5>260 - Por que devemos pedir a Deus as graças em nome de Jesus Cristo?</h5>
<p>Devemos pedir as graças em nome de Jesus Cristo, porque, sendo Ele o nosso mediador, só por meio dEle podemos aproximar-nos do trono de Deus.</p>
<h5>261 - Se a oração tem tanta eficácia, como é que tantas vezes não são atendidas as nossas orações?</h5>
<p>Muitas vezesasnossas oraçõesnão são atendidas, ou porque pedimos coisas que não convêm à nossa eterna salvação, ou porque não pedimos como deveríamos.</p>
<h5>262 - Quais são as coisas que principalmente devemos pedir a Deus?</h5>
<p>Devemos principalmente pedir a Deusa sua glória, a nossa salvação e osmeiospara consegui-la.</p>
<h5>263 - Não é também lícito pedir bens temporais?</h5>
<p>Sim, é também lícito pedir a Deus os bens temporais, sempre com a condição de que sejam conformes à sua santíssima vontade, e não sejam obstáculo à nossa eterna salvação.</p>
<h5>264 - Se Deus sabe tudo aquilo de que necessitamos, por que devemos rezar?</h5>
<p>Embora Deus saiba tudo aquilo de que necessitamos, quer todavia que nós Lho peçamos, para reconhecermos que é Ele que dá todos os bens, para Lhe testemunharmos a nossa humilde submissão, e para merecermos os seus favores.</p>
<h5>265 - Qual é a primeira e a melhor disposição para tornar eficazes as nossas orações?</h5>
<p>A primeira e a melhor disposição, para tornar eficazes as nossas orações, é estar em estado de graça, ou, não o estando, ao menos desejar recuperar esse estado.</p>
<h5>266 - Que mais disposições se requerem para bem orar?</h5>
<p>Para bem orar requerem-se especialmente o recolhimento, a humildade, a confiança, a perseverança e a resignação.</p>
<h5>267 - Que quer dizer orar com recolhimento?</h5>
<p>Quer dizer: pensar que estamos a falar com Deus; e por isso devemos orar com todo o respeito e a devoção possíveis, evitando, quanto for possível, as distrações, isto é, todo o pensamento estranho à oração.</p>
<h5>268 - Diminuem as distrações o merecimento da oração?</h5>
<p>Sim, quando nós mesmos as provocamos, ou não as repelimos com diligência. Se porém fizermos quanto podemos para estarmos recolhidos em Deus, então as distrações não diminuem o merecimento da nossa oração, mas até o podem aumentar.</p>
<h5>269 - Que se requer para fazermos oração com recolhimento?</h5>
<p>Devemos antes da oração afastar todas as ocasiões de distração, e durante a oração devemos pensar que estamos na presença de Deus, que nos vê e nos ouve.</p>
<h5>270 - Que quer dizer orar com humildade?</h5>
<p>Quer dizer: reconhecer sinceramente a nossa indignidade, incapacidade e miséria, acompanhando a oração com a compostura do corpo.</p>
<h5>271 - Que quer dizer orar com confiança?</h5>
<p>Quer dizer que devemos ter firme esperança de sermos atendidos, se daí provier a glória de Deus e o nosso verdadeiro bem.</p>
<h5>272 - Que quer dizer orar com perseverança?</h5>
<p>Quer dizer que não nos devemos cansar de orar, se Deus não nos atender imediatamente, senão que devemos continuar a orar ainda com mais fervor.</p>
<h5>273 - Que quer dizer orar com resignação?</h5>
<p>Quer dizer que nos devemos conformar com a vontade de Deus, que conhece melhor do que nós quanto nos é necessário para a nossa salvação eterna, ainda mesmo no caso em que as nossas orações não fossem atendidas.</p>
<h5>274 - Atende Deus sempre as orações bem feitas?</h5>
<p>Sim, Deus atende sempre as orações bem feitas; mas da maneira que Ele sabe ser mais útil para a nossa salvação eterna, e não sempre segundo a nossa vontade.</p>
<h5>275 - Que efeitos produz em nós a oração?</h5>
<p>A oração faz-nos reconhecer a nossa dependência, em todas as coisas, de Deus, supremo Senhor, faz-nos progredir na virtude, alcança-nos de Deus misericórdia fortalece- nos contra as tentações, conforta-nos nas tribulações, auxilia-nos nas nossas necessidades e alcança-nos a graça da perseverança final.</p>
<h5>276 - Quando devemos especialmente orar?</h5>
<p>Devemos orar especialmente nos perigos, nas tentações e no momento da morte; além disso, devemos orar freqüenternente, e é bom que o façamos pela manhã e à noite, e no princípio das ações importantes do dia.</p>
<h5>277 - Por quem devemos orar?</h5>
<p>Devemos orar por todos; isto é, por nós mesmos pelos nossos parentes, superiores, benfeitores, amigos e inimigos; pela conversão dos pobres pecadores, daqueles que estão fora da verdadeira Igreja, e pelas benditas almas do Purgatório.</p>
<h3 class="text-center">II - <em>Da oração dominical</em></h3>
<p>Um dia, Jesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um dos discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos a rezar como João ensinou a seusdiscípulos. Ele lhes disse: Quando rezardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome, venha o teu Reino. O pão nosso de cada dia nos dá hoje. E perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o nosso devedor, e não nos deixescair em tentação. Jesus acrescentou: Se algum de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, pois um amigo meu chegou de viagem e não tenho nada para oferecer, e ele responder lá de dentro: Não me incomodes, a porta já está fechada e eu e meus filhos já estamos deitados; não posso me levantar para te dar os pães. Eu vos digo: Se ele não se levantar e não lhe der os pães por ser seu amigo, ao menos se levantará por causa do incômodo e lhe dará quantos necessitar. Pedir com confiança Digo-vos, pois: Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos abrirão. Pois quem pede, recebe; quem procura, acha; e a quem bate, se abre. Que pai dentre vósdará uma pedra a seu filho que pede um pão? Ou lhe dará uma cobra se ele pedir um peixe? Ou se pedir um ovo lhe dará um escorpião? Se, pois, vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu saberá dar o Espírito Santo aos que pedirem! Luc 11, 1-13</p>
<h4>1º - Da oração dominical em geral</h4>
<h5>278 - Qual é a oração vocal mais excelente?</h5>
<p>A oração vocal mais excelente é aquela que o próprio. o JesusCristo nosensinou, isto é, o Padre-Nosso.</p>
<h5>279 - Por que é o Padre-Nosso a oração mais excelente?</h5>
<p>O Padre-Nosso é ti oração mais excelente porque foi o próprio Jesus Cristo que a compôs e no-la ensinou,- porque contém claramente, em poucas palavras, tudo o que podemos esperar de Deus; e porque é a regra e o modelo de todas as outras orações.</p>
<h5>280 - É também o Padre-Nosso a oração mais eficaz? - </h5>
<p>O Padre-Nosso é também a oração maiseficaz, porque é a maisagradável a Deus, porque
é feita com as mesmas palavras que nos ditou o seu Divino Filho.</p>
<h5>281 - Por que se chama o Padre-Nosso oração dominical?</h5>
<p>Chama-se o Padre-Nosso oração dominical, que quer dizer oração do Senhor, precisamente porque ti ensinou Jesus Cristo por sua própria boca.</p>
<h5>282 - Quantas petições há no Padre-Nosso?</h5>
<p>No Padre-Nosso há sete petições precedidas de um preâmbulo.</p>
<h5>283 - Rezai o Padre-Nosso. </h5>
<p>Padre-Nosso, que estais no Céu:</p>
<ul>
<li>1ª - Santificado seja o vosso nome.</li>
<li>2ª - Venha a nós o vosso reino.</li>
<li>3ª - Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no Céu.</li>
<li>4ª - O pão nosso de cada dia nos dai hoje.</li>
<li>5ª - Perdoai-nos as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores.</li>
<li>6ª - E não nos deixeis, cair em tentação.</li>
<li>7ª - Mas livrai-nos do mal. Amém</li>
</ul>
<h5>284 - Por que, invocando a Deus no princípio da oração dominical, O chamamos nosso Pai?</h5>
<p>No princípio da oração dominical chamamos a Deus nosso Pai para despertar a nossa confiança na sua infinita bondade, visto sermos seus filhos.</p>
<h5>285 - Por que podemos nós dizer que somos filhos de Deus?</h5>
<p>Somos filhos de Deus:</p>
<ul>
<li>1º - porque Ele nos criou à sua imagem e nos conserva e governa com a sua providência;</li>
<li>2º - porque, por especial benevolência, Ele nosadotou no Batismo como irmãosde Jesus Cristo e co-herdeiros, juntamente com Ele, da eterna glória.</li>
</ul>
<h5>286 - Por que chamamos a Deus Pai nosso, e não Pai meu?</h5>
<p>Chamamos a Deus Pai nosso e não Pai meti, Porque todos somos seus filhos, e portanto devemos considerar-nos e amar-nos todos como irmãos, e orar uns pelos outros.</p>
<h5>287 - Estando Deus em toda a parte, por que é que Lhe dizemos: que estais no Céu?</h5>
<p>Deus está em toda a parte; mas dizemos: Padre Nosso que estais no Céu, para elevar os nossos corações ao Céu, onde Deus se manifesta na glória aos seus filhos.</p>
<h4>2º - Da primeira petição do Padre-Nosso</h4>
<h5>288 - Que pedimos a Deus na primeira petição: santificado seja o vosso nome?</h5>
<p>Na primeira petição: santificado seja o vosso nome, pedimos que Deus seja conhecido, amado, honrado e servido por todos os homens, e por nós em particular.</p>
<h5>289 - Que temos em vista, ao pedir que Deus seja conhecido, amado e servido por todos os homens?</h5>
<p> Temos em vista pedir que os infiéis cheguem ao conhecimento do verdadeiro Deus, que os hereges reconheçam os seus erros, que os cismáticos voltem à unidade da Igreja, que os pecadores se corrijam e que os justos sejam perseverantes no bem.</p>
<h5>290 - Por que em primeiro lugar pedimos que seja santificado o nome de Deus?</h5>
<p>Em primeiro lugar pedimos que seja santificado o nome de Deus, porque devemos prezar mais a glória de Deus do que todos os nossos bens e vantagens.</p>
<h5>291 - De que maneira podemos nós promover a glória de Deus?</h5>
<p>Podemospromover a glória de Deus com a oração, o bom exemplo e dirigindo para Ele todos os nossos pensamentos afetos e ações.</p>
<h4>3º - Da segunda petição do Padre-Nosso</h4>
<h5>292 - Que entendemos por reino de Deus?</h5>
<p>Por reino de Deus entendemos uni tríplice reino espiritual, a saber: o reino de Deusem nós, ou o reino da graça; o reino de Deusna terra, isto é, a Santa Igreja Católica; e o reino de Deus nos céus, ou o Paraíso.</p>
<h5>293 - Que pedimos com as palavras: venha a nós o vosso reino, com relação à graça?</h5>
<p>Com relação à graça, pedimosque Deus reine em nós com a sua graça santificante, pela qual Ele se compraz em residir em nós como um rei em seu palácio, e que nos mantenha unidos a si pelas virtudes da fé, da esperança e da caridade, pelas quais reina sobre ti nossa inteligência, sobre o nosso coração e sobre a nossa vontade.</p>
<h5>294 - Que pedimos com as palavras venha a nós o vosso reino, com relação à Igreja?</h5>
<p>Com relação à Igreja, pedimos que Ela se dilate cada vez mais, e se propague por todo o mundo para salvação dos homens.</p>
<h5>295 - Que pedimos com as palavras venha a nós o vosso reino, com relação à glória?</h5>
<p>Com relação à glória, pedimos que possamos um dia ser admitidos no Santo Paraíso, para o qual fomos criados e onde seremos plenamente felizes.</p>
<h4>4º - Da terceira Petição do Padre-Nosso</h4>
<h5>296 - Que pedimos na terceira petição: seja feita a vossa vontade, assim na terra como no Céu?</h5>
<p> Na terceira petição: seja feita a vossa vontade, assim na terra como no Céu. pedimos a graça de fazer em todas as coisas a vontade de Deus, obedecendo aos seus santos Mandamentos tão prontamente como os Anjos e os Santos Lhe obedecem rio Céu. Pedimos, além disso, a graça de corresponder às inspirações divinas e de viver resignados à vontade de Deus, quando Ele nos manda tribulações.</p>
<h5>297 - É-nos necessário cumprir a vontade de Deus?</h5>
<p>É-nos tão necessário cumprir a vontade de Deus, como nos é necessário conseguir a salvação eterna, porque Jesus Cristo disse que só entrará tio reino dos céus quem tiver feito a vontade de seu Pai.</p>
<h5>298 - De que maneira podemos conhecer qual a Vontade de Deus a nosso respeito?</h5>
<p>A Vontade de Deus rios é manifestada pelos Mandamentos de sua Lei e pelos preceitos de sua Santa Igreja. Nossos superiores espirituais, postos por Deus para guiar-nos no caminho da Salvação, nos orientam a fim de que conheçamos os desígnios particulares da Providência a nosso respeito, desígnios que se podem manifestar em divinas inspirações ou nas circunstâncias em que o Senhor nos tenha colocado.</p>
<h5>299 - Devemos sempre reconhecer a vontade de Deus nas prosperidades ou adversidades da vida?</h5>
<p>Tanto nas prosperidades como nas adversidades da vida presente, devemos reconhecer sempre a vontade de Deus, o qual tudo dispõe ou permite para nosso bem.</p>
<h5>300 - Quer dizer que Deus nos revela sua Vontade pelos sinais dos tempos?</h5>
<p>Não. A revelação Divina encerrou-se com a morte do último Apóstolo, de maneira que não há mais Revelação pública necessária para a salvação. A afirmação de que devemos ver em todas as coisas a Vontade de Deus, diz apenas que todas as coisas estão sujeitas à Santíssima Vontade de Deus, de maneira que mesmo o mal não acontece sem uma permissão de Deus, que sabe tirar o bem do inal, e por isso o permite. E como Deus tem sobre os homens uma amorosa Providência, devemos ver em todos os acontecimentos, bons ou maus, um desígnio de Deus que visa nossa salvação eterna.</p>
<h4>5º - Da quarta petição do Padre-Nosso</h4>
<h5>301 - Que pedimos na quarta petição: o pão nosso de cada dia nos dai hoje?</h5>
<p>Na quarta petição: o pão nosso de cada dia nosdai hoje, pedimosa Deuso que nos
é necessário cada dia para a alma e para o corpo.</p>
<h5>302 - Que pedimos a Deus para a nossa alma?</h5>
<p>Para a nossa alma pedimos a Deus o sustento da vida espiritual, isto é, pedimos ao Senhor que nos dê a sua graça, da qual a todo o instante temos necessidade.</p>
<h5>303 - Como se sustenta a vida da nossa alma?</h5>
<p>Â vida da nossa alma sustenta-se especialmente com o alimento da palavra divina, e com o Santíssimo Sacramento do altar.</p>
<h5>304 - Que pedimos a Deus para o nosso corpo?</h5>
<p>Para o nosso corpo pedimos o que é necessário para o sustento da vida temporal.</p>
<h5>305 - Por que dizemos: o pão nosso nos dai hoje, não dizemos antes: dai-nos hoje o pão?</h5>
<p>Dizemos: O pão nosso nos dai hoje, e não dizemos: dai-nos hoje o pão, para excluir todo o desejo tio,, bens alheios. Por isso pedimos ao Senhor que nos ajude nos ganhos justos e lícitos, a fim de granjearmos o sustento com o nosso trabalho, sem furtos nem fraudes.</p>
<h5>306 - Por que dizemos: o pão nos dai, e não: o pão me dai?</h5>
<p>Dizemos: nos dai, e não: me dai, para nos lembrarmos de que, assim como os bens nos vêm de Deus, assim também se Ele no-los dá em abundância, é para que distribuamos o supérfluo pelos pobres.</p>
<h5>307 - Por que acrescentamos: de cada dia?</h5>
<p>Acrescentamos de cada dia, porque devemos desejar o que nos é necessário para a vida, e não a fartura dos alimentos e dos bens da terra.</p>
<h5>308 - Que quer dizer mais a palavra hoje na quarta petição?</h5>
<p>A palavra hoje quer dizer que não devemos estar demasiadamente preocupados com o futuro, irias pedir o que rios é necessário rio momento.</p>
<h4>6º - Da quinta petição do Padre-Nosso</h4>
<h5>309 - Que pedimos na quinta petição: Perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores?</h5>
<p>Na quinta petição: perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores, pedimos a Deus que nos perdoe os nossos pecados, corno nós perdoamos aos que nos ofendem.</p>
<h5>310 - Por que nossos pecados são chamados de dívidas?</h5>
<p>Nossos pecados são chamados de dívidas porque por causa deles devemos satisfazer a divina justiça, seja nesta vida, seja na outra.</p>
<h5>311 - Os que não perdoam ao próximo, podem esperar que Deus lhes perdoe?</h5>
<p>Os que não perdoam tio próximo não têm razão alguma para esperar que Deus lhes perdoe, tanto mais que se condenam por si mesmos, dizendo ti Deus que lhes perdoe, como eles perdoam ao próximo.</p>
<h4>7º - Da sexta petição do Padre-Nosso</h4>
<h5>312 - Que pedimos na sexta petição: e não nos deixeis cair em tentação?</h5>
<p>Na sexta petição: e não nosdeixeis cair em tentação, pedimosa Deus que nos livre das tentações, ou não permitindo que sejamos serrados, ou dando-nos graças para não serinos vencidos.</p>
<h5>313 - Que são as tentações?</h5>
<p>As tentações são um incitamento ao pecado que nos vem do demônio, ou das pessoas más ou das nossas paixões.</p>
<h5>314 - É pecado ter tentações?</h5>
<p>Não é pecado ter tentações, mas é pecado consentir nelas, ou expor-se voluntariamente ao perigo de consentir.</p>
<h5>315 - Por que permite Deus que sejamos tentados?</h5>
<p>Deus permite que sejamos tentados, para provar a nossa fidelidade, para fortalecer as nossas virtudes e para aumentar os nossos merecimentos.</p>
<h5>316 - Que devemos fazer para evitar as tentações?</h5>
<p>Para evitar as tentações devemos fugir das ocasiões perigosas, guardar os sentidos, receber com freqüência a os santos sacramentos, fazer uso da oração, especialmente da devoção a Maria Santíssima, Senhora Nossa.</p>
<h4>8º - Da sétima petição do Padre-Nosso</h4>
<h5>317 - Que pedimos na sétima petição: mas livrai-nos do mal?</h5>
<p>Na sétima petição: mas livrai-nos do mal, pedimos a Deus que nos livre dos males passados, presentes, futuros, e especialmente do sumo mal, que é o pecado, da condenação eterna, que é o seu castigo.</p>
<h5>318 - Por que dizemos: livrai-nos do mal, e não: dos males?</h5>
<p>Dizemos: livrai-nos do mal, e não: dos males, por que não devemos desejar ser isentos de todos os males desta vida, mas só daqueles que são nocivos à nossa alma, e por isso pedimos a libertação do mal em geral, isto é, de tudo aquilo que Deus vê que para nós é mal.</p>
<h5>319 - Não é lícito pedir a Deus que nos livre de algum mal em particular, por exemplo, de uma doença?</h5>
<p>Sim. é lícito pedir a libertação de algum mal em particular, mas sempre entregando-nos à vontade de Deus, que pode no entanto, ordenar aquela tribulação para proveito da nossa alma.</p>
<h5>320 - Para que nos servem as tribulações que Deus nos manda?</h5>
<p>As tribulações que Deus nos envia nos são úteis para fazermos penitência das nossas culpas, para provar nossas virtudes, e sobretudo para levar-nos à imitação de Jesus Cristo, nossa cabeça, ao qual é justo que nos conformemos nos sofrimentos, se quisermos ter parte na sua glória.</p>
<h5>321 - Que quer dizer Amém no fim do Padre-Nosso?</h5>
<p>Amém quer dizer: assim seja, assim desejo. assim peço ao Senhor e assim espero.</p>
<h5>322 - Para se alcançarem as graças pedidas no Padre-Nosso basta rezá-lo de qualquer maneira?</h5>
<p>Para se alcançarem as graças pedidas no Padre-Nosso é necessário rezá-lo sem precipitação, com atenção e acompanhá-lo com o coração.</p>
<h5>323 - Quando devemos rezar o Padre-Nosso?</h5>
<p>Devemos rezar o Padre-Nosso todos os dias, por que todos os dias temos necessidade do auxílio de Deus.</p>
<h3 class="text-center">III - <em>Da Ave-Maria</em></h3>
<p>No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado da parte de Deus para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem, chamado José, da casa de Davi. O nome da virgem era Maria. Entrando onde ela estava, o anjo lhe disse: Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo! Ao ouvir as palavras, ela se perturbou e refletia no que poderia significar a saudação. Mas o anjo lhe falou: Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai. Ele reinará na casa de Jacó pelos séculos e seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: Como acontecerá isso, pois não conheço homem? Em resposta o anjo lhe disse: O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra; é por isso que o menino santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. Até Isabel, tua parenta, concebeu um filho em sua velhice, e este é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível. Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Aconteça comigo segundo tua palavra! E dela seafastou o anjo. Naqueles dias, Maria se pôs a caminho e foi apressadamente às montanhas para uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Aconteceu que, mal Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança saltou em seu ventre; e Isabel, cheia do Espírito Santo, exclamou em voz alta: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Donde me vem a honra que a mãe do meu Senhor venha a mim? Pois quando soou em meus ouvidos a voz de tua saudação, a criança saltou de alegria em meu ventre. Feliz é aquela que teve fé no cumprimento do que lhe foi dito da partedo Senhor. Luc 1, 26-45</p>
<h5>324 - Que oração costumamos rezar depois do Padre-Nosso?</h5>
<p>Depois do Padre-Nosso rezamos a saudação angélica, isto é, a Ave-Maria, por meio da qual recorremos à Santíssima Virgem.</p>
<h5>325 - Por que é a Ave-Maria chamada saudação angélica?</h5>
<p>Chama-se a Ave-Maria saudação angélica, porque principia com a saudação que dirigiu à Virgem Maria o Arcanjo São Gabriel.</p>
<h5>326 - De quem são as palavras da Ave-Maria?</h5>
<p>Aspalavras da Ave-Maria são, em parte do Arcanjo São Gabriel, em parte deSanta Isabel e em parte da Igreja.</p>
<h5>327 - Quais são as palavras do Arcanjo São Gabriel?</h5>
<p>As palavras do Arcanjo São Gabriel são: Ave, cheia de graça; o Senhor é convosco, bendiga sois vós entre as mulheres.</p>
<h5>328 - Quando disse o Anjo a Maria estas palavras?</h5>
<p>O Anjo disse a Maria estas palavras quando Lhe foi anunciar da parte de Deus o mistério da Encarnação, que nEla devia operar-se.</p>
<h5>329 - Que temos em vista ao saudarmos a Santíssima Virgem com as mesmas palavras do Arcanjo?</h5>
<p>Ao saudarmos a Santíssima Virgem com as mesmas palavras do Arcanjo, nós nos congratulamos com Ela, lembrando os dons e singulares privilégios corri que Deus a favoreceu de preferência a todas as outras criaturas.</p>
<h5>330 - Quais são as palavras de Santa Isabel?</h5>
<p>As palavras de Santa Isabel são: Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre.</p>
<h5>331 - Quando disse Santa Isabel estas palavras?</h5>
<p>Santa Isabel disse estas palavras, inspirada por Deus, quando, três meses tirites de nascer seu filho João Batista, foi visitada pela Santíssima Virgem, que já trazia no seio o seu Divino Filho Jesus.</p>
<h5>332 - Que fazemos ao dizer estas palavras?</h5>
<p>Ao dizer estas palavras de Santa Isabel, congratulamo-nos com Maria Santíssima pela sua excelsa dignidade de Mãe de Deus, bendizemos a Deus e darnos-Lhe graças por nos ter dado Jesus Cristo por meio de Maria.</p>
<h5>333 - De quem são as demais palavras da Ave-Maria?</h5>
<p>Todas as demais palavras da Ave-Maria foram acrescentadas pela Igreja.</p>
<h5>334 - Que pedimos com as últimas palavras da Ave-Maria?</h5>
<p>Coni as ultimas palavras da Ave-Maria pedimos o proteção tia Santíssima Virgem no decurso desta vida e especialmente na hora da nossa morte, no qual pios será mais necessária.</p>
<h5>335 - Por que depois do Padre-Nosso, dizemos antes a Ave-Maria do que outra qualquer oração?</h5>
<p>Porque a Santíssima Virgem é a Advogada mais poderosa junto de Jesus Cristo: por isso, depois de termos rezado a oração que Jesus Cristo nos ensinou, pedimos à Santíssima Virgem que nos alcance as graças que imploramos.</p>
<h5>336 - Por que motivo é tão poderosa a Santíssima Virgem?</h5>
<p>A Santíssima Virgem é tão poderosa, porque é Mãe de Deus, e é impossível que não seja atendida por Ele.</p>
<h5>337 - Que nos ensinam os Santos a respeito da devoção à Virgem Maria?</h5>
<p>A respeito da devoção a Maria, osSantos nos ensinam que os seus verdadeiros devotos são por Ela amados e protegidos com amor de Mãe muito terna, e por meio dEla têm a certeza de encontrar a Jesus Cristo, e de alcançar o Paraíso.</p>
<h5>338 - Qual é a devoção à Virgem Maria, que a Igreja nos recomenda de modo especial?</h5>
<p>A devoção que a Igreja nos recomenda de modo especial em honra da Santíssima Virgem é a reza do santo Rosário.</p>
<h3 class="text-center">IV - <em>Da invocação dos Santos</em></h3>
<p>Então os amalecitas vieram combater contra os israelitas em Rafidim. Moisés disse a Josué: Escolhe alguns homens e sai para combater contra os amalecitas. Amanhã estarei de pé no alto da colina com a vara de Deus na mão. Josué fez o que Moisés lhe tinha mandado, e atacou os amalecitas, enquanto Moisés, Aarão e Hur subiram ao topo da colina. Enquanto mantinha a mão levantada, Israel vencia; quando abaixava a mão, vencia Amalec. Como as mãos de Moisés se tornassem pesadas, pegaram uma pedra e a colocaram debaixo dele para sentar. Aarão e Hur, um de cada lado, sustentavam-lhe asmãos. Assim asmãos ficaram firmes até o pôr-do-sol, e Josué derrotou Amalec e sua gente a fio de espada. O Senhor disse a Moisés: Escreve isto para recordação num livro e comunica a Josué que eu apagarei a lembrança de Amalec debaixo do céu. Moisés construiu um altar e deu-lhe o nome o Senhor é meu estandarte, dizendo: Levantou a mão contra o trono do Senhor, por isso o Senhor estará em guerra contra Amalec, degeração em geração. Ex 17, 8-15 Quando o Senhor acabou de dirigir a Jó estaspalavras, disse a Elifaz de Temã: Estou indignado contra ti e teus dois companheiros, porque não falastes corretamente de mim, como o fez meu servo Jó. Tomai, pois, sete novilhos e sete carneiros e dirigi-vos ao meu servo Jó. Oferecei-os em holocausto em vosso favor, enquanto meu servo Jó intercederá por vós. Em atenção a ele, não vos tratarei como merece vossa temeridade, por não terdesfalado corretamente demim, como o fez meu servo Jó. Elifaz de Temã, Baldad de Suás e Sofar de Naamat fizeram o que o Senhor lhes ordenara, e ele atendeu à oração de Jó. O Senhor mudou a sorte de Jó, porque intercedia por seus companheiros, e duplicou todas as suas posses. Vieram visitá-lo seus irmãos e suas irmãs e os antigos conhecidos e jantaram com ele em sua casa, consolaram-no e confortaram-no pela desgraça que o Senhor lhe tinha enviado; cada um lhe ofereceu uma soma de dinheiro e um anel de ouro. O Senhor abençoou a Jó pelo fim de sua vida mais do que no princípio; possuía agora quatorze mil ovelhas, seismil camelos, mil juntasde boise mil jumentas. Teve sete filhos e três filhas: a primeira chamava-se Rola; a segunda, Cássia; a terceira, Azeviche. Não havia em todo o país mulheres mais belas que as filhas do Jó. Seu pai lhes repartiu heranças como a seus irmãos. Depois destes acontecimentos Jó viveu cento e quarenta anos e viu seus filhos, netosebisnetos. E Jó morreu velho echeio dedias. Jó 8, 7-17</p>
<h5>339 - É coisa boa e útil recorrer à intercessão dos Santos?</h5>
<p>É coisa utilíssima invocar osSantos, e todo o Cristão o deve fazer. Devemos invocar particularmente nossos Anjos da Guarda, São José, protetor da Igreja, os Santos Apóstolos, o Santo do nosso nome e os Santos protetores da diocese e da paróquia.</p>
<h5>340 - Que diferença há entre as orações que fazemos a Deus e as que fazemos aos Santos?</h5>
<p>Entre as orações que fazemos a Deus e as que fazemos aosSantos, há esta diferença: que a Deus, invocamo-Lo a fim de que, como autor das graças, nos dê os bens e nos livre dos males, e aos Santos, invocamo-los para que, como advogados junto de Deus, intercedam por nós.</p>
<h5>341 - Que queremos dizer, quando dizemos que um Santo concedeu uma graça?</h5>
<p>Quando dizemos que um Santo concedeu uma graça, queremos dizer que esse Santo obteve de Deus aquela graça.</p>
<h2 class="text-center">Terceira Parte
<em>Dos Mandamentos da Lei de Deus e da Igreja</em></h2>
<h3 class="text-center">I - <em>Dos Mandamentos da Lei de Deus em geral</em></h3>
<p>A lei do Senhor, que é imaculada, converte as almas; o testemunho do Senhor é fiel, dá sabedoria aos pequeninos. Lex Domini inmaculata convertensanimas testimonium Domini fidele sapientiam praestans parvulis. As justiçasdo Senhor são retas, alegram os corações; o preceito do Senhor é claro, esclarece os olhos. Iustitiae Domini rectae laetificantes corda praeceptum Domini lucidum inluminans oculos. O temor do Senhor é santo, permanece pelos séculos dos séculos; os juízos do Senhor são verdadeiros, cheios de justiça em si mesmos. Timor Domini sanctus permanens in saeculum saeculi iudicia Domini vera iustificata in semet ipsa. São mais para desejar do que o muito ouro e as muitas pedras preciosas; e são mais doces que o mel e o favo. Desiderabilia super aurum et lapidem pretiosum multum et dulciora super mel et favum. Por isso o teu servo os guarda, e em os guardar há grande recompensa. Etenim servus tuus custodit ea in custodiendis illisretributio multa. Salmo 18, 8-12 Bem -av ent urados os que se conser v am sem m ácula no cam inho, os que andam na lei do Senhor. Beati inmaculati in via Qui ambulant in lege Domini. Salmo 118, 1 De t odo o m eu coração t e busquei; não m e deixes transviar dos teus mandamentos. In toto corde meo exquisivi te non repellas me a mandatistuis. Escondi no meu coração as tuas palavras, para não pecar contra ti. In corde meo abscondi elo quia tua ut non peccem tibi. Bendito és, Senhor; ensina-me as tuas justas leis. Benedictus es Domine doce me iustificationes tuas. Salmo 118, 10-12 Deleitei-me no caminho das tuas ordens, tanto como em todas as riquezas. In via testimoniorum tuorum delectatus sum sicut in omnibus divitiis Nos teus mandamentos me exercitarei, e considerarei os teus caminhos. In mandatis tuis exercebor et considerabo vias tuas Nas tuas ordens meditarei; não me esquecerei das tuas palavras. In iustificationibus tuis meditabor non obliviscar sermones tuos Concede esta graça ao teu servo, dá-me vida, e eu guardarei as tuas palavras. Retribue servo tuo vivifica me et custodiam sermones tuos Tira o véu dosmeusolhos, e considerarei asmaravilhasda tua lei. Revela oculos meos et considerabo mirabilia de legetua Salmo 118, 14-18 Minha alma desejou ansiosa em todo o tempo as tuas justas leis. Concupivit anima mea desider ar eiustificationes tuas in omni tempore Salmo 118, 20 Dá-me inteligência, e estudarei a tua lei, e a guardarei detodo o meu coração. Da mihi intellectum et scrutabor legem tuam et custodiam illam in toto corde meo. Guia-me pela senda de teus mandamentos, porque essa mesma desejei. Deduc me in semita mandatorum tuorum quia ipsam volui. Inclina o meu coração para os teus preceitos, e não para a avareza. Inclina cor meum in testimonia tua et non in avaritiam Desvia os meusolhos, para que não vejam a vaidade; faze que eu viva segundo o teu caminho. Averte oculosmeos ne videant vanitatem in via tua vivifica me. Salmo 118, 34-37 Meditarei nos teus mandamentos, que eu amo. Et meditabar in mandatis tuis quae dilexi. Levantarei as minhas mãos para os teus mandamentos, que eu amo, e exercitar-me-ei nas tuas ordens. Et levavi manus meas ad mandata quae dilexi et exercebar in iustificationibustuis. Salmo 118, 47-48</p>
<h5>342 - De que trata a terceira parte da Doutrina Cristã?</h5>
<p>A terceira parte da Doutrina Cristã traiu dos Mandamentos da Lei de Deus e da Igreja.</p>
<h5>343 - Quantos são os Mandamentos da Lei de Deus?</h5>
<p>Os Mandamentos da Lei de Deus são dez:</p>
<ul>
<li>1º - Amar a Deus sobre todas as coisas.</li>
<li>2º - Não tomar seu Santo Nome em vão.</li>
<li>3º - Guardar domingos e festas.</li>
<li>4º - Honrar pai e mãe.</li>
<li>5º - Não matar.</li>
<li>6º - Não pecar contra a castidade.</li>
<li>7º - Não furtar.</li>
<li>8º - Não levantar falso testemunho.</li>
<li>9º - Não desejar a mulher do próximo.</li>
<li>10º - Não cobiçar as coisas alheias.</li>
</ul>
<h5>344 - Por que têm esse nome os Mandamentos da Lei de Deus?</h5>
<p>Os Mandamentos da Lei de Deus têm esse nome porque foi o próprio Deus que os gravou ria alma de todo o homem, os promulgou no monteSinai, na antiga Lei, esculpidos em duas tábuas de pedra, e Jesus Cristo os confirmou na Lei nova.</p>
<h5>345 - Quais são os Mandamentos da primeira tábua?</h5>
<p>Os Mandamentos da primeira tábua são os três primeiros, que se referem diretamente a Deus, e aos deveres que temos para com Ele.</p>
<h5>346 - Quais são os Mandamentos da segunda tábua?</h5>
<p>Os Mandamentos da segunda tábua são os últimos sete, que se referem ao próximo e aos deveres que temos para com ele.</p>
<h5>347 - Somos obrigados a observar os Mandamentos?</h5>
<p>Sim, todos somos obrigados a observar os Mandamentos, porque todos devemos viver segundo a vontade de Deus que nos criou; e basta transgredir gravemente um só deles para merecermos o Inferno.</p>
<h5>348 - Podemos observar os Mandamentos?</h5>
<p>Podemos, sem dúvida, observar os Mandamentos da Lei de Deus, porque Deus não nosmanda nenhuma coisa impossível, e dá a graça para os observar a quem ti pede devidamente.</p>
<h5>349 - Que se deve considerar em cada Mandamento?</h5>
<p>Em cada Mandamento deve-se considerar a parte positiva e a parte negativa; isto é, o que nos é ordenado e o que nos é proibido.</p>
<h3 class="text-center">II - <em>Dos Mandamentos que se referem a Deus</em></h3>
<p>Uma vez mais vos digo que ninguém me tenha por insensato ; ou então tomai-me por insensato, para que também eu possa sentir um pouco de orgulho. O que vou dizer na certeza de poder orgulhar-me, não o digo sob inspiração do Senhor mas como num acesso de delírio. Visto que muitos se orgulham das coisas humanas, também eu vou orgulhar-me. Vós, que sois sensatos, suportais de boa vontade os insensatos. Sim, suportais quem vos escraviza, quem vos devora, quem vos explora, quem vos trata com orgulho, quem vos bate no rosto. Neste ponto, sinto vergonha de dizer, parece que fomos fracos. Quanto às pretensões que qualquer outro possa ter falo como louco também eu as tenho. São hebreus? Também sou. São israelitas? Também sou. São da descendência deAbraão? Também sou. São ministros de Cristo? Falando como louco, eu sou mais ainda. Muito mais pelos trabalhos, muito mais pelas prisões, pelos açoites sem conta. Muitas vezes vi a morte de perto. Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta açoites menos um. Três vezes fui flagelado com varas. Uma vez, apedrejado. Três vezes naufraguei, uma noite e um dia passei no alto-mar. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de assaltantes, perigos da parte de concidadãos, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos nos lugares desabitados, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos! Trabalhos e fadigas, muitas noites sem dormir, com fome e sede, freqüentes jejuns, frio e nudez! Além de outras coisas, o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação por todas as igrejas! Quem está fraco, sem que eu sinta com ele? Quem é seduzido ao pecado, sem que eu fique indignado? Se é preciso contar vantagens, contarei vantagens da minha fraqueza. O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que é bendito pelos séculos, sabe que não minto. Em Damasco, o governador do rei Aretas pôs guarda na cidade dos damascenos, para me prender, mas através de uma janela, fui descido numa cesta pelo muro, e escapei das suas mãos. II Cor 11, 16-33</p>
<h4>1º - Do primeiro Mandamento da Lei de Deus</h4>
<h5>350 - Por que disse o Senhor antes de ditar os Mandamentos: Eu sou o Senhor teu Deus?</h5>
<p>Antes de promulgar os seus Mandamentos, Deus disse: Eu sou o Senhor teu Deus, para que saibamos que Deus, sendo o nosso Criador e Senhor, pode mandar o que quiser, e nós, criaturas suas, somos obrigados a obedecer-Lhe.</p>
<h5>351 - Que nos ordena Deus com as palavras do primeiro Mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas?</h5>
<p>Com as palavras do primeiro Mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas, Deus nosordena que o reconheçamos, adoremos, amemos e sirvamos a Ele só, como nosso Soberano Senhor.</p>
<h5>352 - Como se cumpre o primeiro Mandamento?</h5>
<p>Cumpre-se o primeiro Mandamento com o exercício do culto interno e externo.</p>
<h5>353 - Que é o culto interno?</h5>
<p>O culto interno é a honra que se presta a Deus só com as faculdadesda alma isto é, com a inteligência e com a vontade.</p>
<h5>354 - Que é o culto externo?</h5>
<p>O culto externo é a homenagem que se presta a Deus por meio de atosexteriores e de objetos sensíveis.</p>
<h5>355 - Não basta adorar a Deus interiormente, só com o coração?</h5>
<p>Não basta adorar a Deus interiormente, só com o coração, mas é necessário adorá- Lo também exteriormente, com a alma e com o corpo juntamente, porque Ele é Criador e Senhor absoluto de uma e de outro.</p>
<h5>356 - Poderá haver culto externo sem o interno?</h5>
<p>Não pode de forma alguma haver culto externo sem o interno, porque aquele, desacompanhado deste, fica privado de vida, de merecimento e de eficácia, como corpo sem alma.</p>
<h5>357 - Que nos proíbe o primeiro Mandamento?</h5>
<p>O primeiro Mandamento proíbe-nos a idolatria, a superstição, o sacrilégio, a heresia, e todo e qualquer outro pecado contra a religião.</p>
<h5>358 - Que é a idolatria?</h5>
<p>Chama-se idolatria o prestar a alguma criatura, por exemplo a uma estátua, a uma imagem, a um homem, o culto supremo de adoração, devido só a Deus.</p>
<h5>359 - Como está expressa na Sagrada Escritura esta proibição?</h5>
<p>Na Sagrada Escritura está expressa esta proibição com as palavras: Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma de tudo o que há em cima, no céu, e do que há embaixo, na terra. E não adorarás tais coisas, nem lhes darás culto.</p>
<h5>360 - Proíbem estas palavras toda a espécie de imagens?</h5>
<p>Não, por certo. Mas só as das falsas divindades, feitas com intuito de adoração, como faziam os idólatras. E tanto isto é verdade, que o próprio Deusdeu ordem a Moisés para fazer algumas, como as duas estátuas de querubins que estavam sobre a arca, e a serpente de bronze no deserto.</p>
<h5>361 - Que é a superstição?</h5>
<p>Chama-se superstição toda e qualquer devoção contrária à doutrina e ao uso da Igreja, bem como o atribuir a urna ação ou alguma coisa uma virtude sobrenatural que ela não tem.</p>
<h5>362 - Que é o sacrilégio?</h5>
<p>O sacrilégio é a profanação de um lugar, de uma pessoa ou de uma coisa consagrada a Deus ou destinada ao seu culto.</p>
<h5>363 - Que é a heresia?</h5>
<p>A heresia é um erro culpável de inteligência, pelo qual se nega com pertinácia alguma verdade de fé.</p>
<h5>364 - Que mais coisas proíbe o primeiro Mandamento?</h5>
<p>O primeiro Mandamento proíbe também todo o comércio ou trato com o demônio, e o filiar-se às seitas anticristãs.</p>
<h5>365 - Quem recorresse ao demônio e o invocasse, cometeria pecado grave?</h5>
<p>Quem recorresse ao demônio e o invocasse, cometeria um pecado enorme, porque o demônio é o mais perverso inimigo de Deus e do homem.</p>
<h5>366 - É lícito interrogar as mesas chamadas falantes ou escreventes, ou consultar de algum modo as almas dos mortos, por meio de espiritismo?</h5>
<p>Todas as práticas do espiritismo são proibidas, porque são supersticiosas, e muitas vezes não estão isentas de intervenção diabólica, e por isso foram justamente interditas pela Igreja.</p>
<h5>367 - O primeiro Mandamento proíbe acaso honrar e invocar os Anjos e os Santos?</h5>
<p>Não. Não é proibido honrar e invocar osAnjose osSantos, e até o devemos fazer, porque é coisa boa e útil, e altamente recomendada pela Igreja, já que eles são amigos de Deus e nossos intercessores junto dEle.</p>
<h5>368 - Sendo Jesus Cristo o nosso único mediador junto de Deus, por que recorremos também à intercessão da Santíssima Virgem e dos Santos?</h5>
<p>Jesus Cristo é o nosso mediador junto de Deus, enquanto, sendo verdadeiro Deuse verdadeiro Homem, só Ele, em virtude dos próprios merecimentos, nos reconciliou com Deuse dEle nos obtém todasasgraças. Mas, a Santíssima Virgem e osSantos, em virtude dos merecimentos de Jesus Cristo, e pela caridade que os une a Deus e a nós, auxiliam- nos com a sua intercessão a alcançar asgraçasque pedimos. E este é um dosgrandesbens da comunhão dos Santos.</p>
<h5>369 - Podemos honrar também as sagradas imagens de Jesus Cristo e dos Santos?</h5>
<p>Sim, porque a honra que se tributa às sagradas imagens de Jesus Cristo e dosSantos, refere-se às suas mesmas pessoas.</p>
<h5>370 - E as relíquias dos Santos, podem honrar-se?</h5>
<p>Sim, também as relíquias dos Santos podem e devem honrar-se porque os seus corpos foram membros vivos de Jesus Cristo e templos do Espírito Santo, e devem ressurgir gloriosos para a vida eterna.</p>
<h5>371 - Que diferença há entre o culto que prestamos a Deus, e o culto que prestamos aos Santos?</h5>
<p>Entre o culto que prestamos a Deus e o culto que prestamos aosSantos há esta diferença: que a Deus adoramo-Lo pela sua infinita excelência, ao passo que aosSantosnão os adoramos, mas só os honramos e veneramos como amigosde Deus e nossos intercessores junto dEle. O culto que prestamosa Deus chama-se latria, isto é, de adoração, e o culto que prestamos aos Santos chama-se dulia, isto é, de veneração aos servos de Deus; enfim o culto especial que prestamos a Maria Santíssima chama-se hiperdulia, isto é, de essencialíssima veneração, como Mãe de Deus.</p>
<h4>2º - Do segundo Mandamento da Lei de Deus</h4>
<p>Certo homem, chamado Ananias, decomum acordo com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade. Com a cumplicidade da mulher, reteve uma parte do preço e foi depositar o resto aos pés dos apóstolos. Pedro, porém, disse: Ananias, por queSatanásseapoderou deteu coração para enganar o Espírito Santo, retendo uma parte do preço do terreno? Por acaso não podias conservá-lo, sem o vender? E depois de vendido, não podias dispor livremente da quantia? Então, por que resolveste fazer isso? Não foi aoshomensquementiste, masa Deus. Ao ouvir estaspalavras, Ananias caiu morto. Grande medo tomou conta de todos os que souberam disso. Alguns jovens se levantaram, envolveram o corpo num lençol e o retiraram dali para sepultar. Passadas umas três horas, entrou também a mulher, sem saber o que havia acontecido. Pedro perguntou-lhe: Dize-me: foi por tanto que vendesteso terreno? Ela respondeu: Sim, foi por essepreço. Então Pedro disse: Por que combinastestentar o Espírito do Senhor? Olha, já estão entrando pela porta aqueles que sepultaram o teu marido. Eles vão levar também a ti. Ela imediatamente caiu aos pés de Pedro e morreu. Quando os jovens entraram, encontraram a mulher morta e a levaram para sepultar ao lado do marido. Grande medo se apoderou de toda a Igreja e de todosqueouviram taiscoisas. Atos 5, 1-11</p>
<h5>372 - Que nos proíbe o segundo Mandamento: não tomar seu Santo Nome em vão?</h5>
<p>O segundo Mandamento: não tomar seu Santo Nome em vão, proíbe-nos:</p>
<ul>
<li>1º - pronunciar o nome de Deus sem respeito;</li>
<li>2º - blasfemar contra Deus, contra a Santíssima Virgem ou contra os Santos;</li>
<li>3º - fazer juramentos falsos ou não necessários, ou proibidos desta ou daquela maneira.</li>
</ul>
<h5>373 - Que quer dizer pronunciar o Nome de Deus sem respeito?</h5>
<p>Pronunciar o Nome de Deus sem respeito quer dizer: pronunciar este Santo Nome, e tudo o que se refere em modo especial ao próprio Deus como o Nome de Jesus Cristo, de Maria e dos Santos com ira, por escárnio, ou de outro modo pouco reverente.</p>
<h5>374 - Que é a blasfêmia?</h5>
<p>A blasfêmia é um pecado horrível que consiste em palavras ou atos de desprezo ou maldição contra Deus, contra a Virgem, contra os Santos, ou contra as coisas santas.</p>
<h5>375 - Há diferença entre a blasfêmia e a imprecação ou praga?</h5>
<p>Há diferença, porque com a blasfêmia se amaldiçoa ou se deseja mal a Deus, a Nossa Senhora, aosSantos; ao passo que, com a imprecação ou praga, se amaldiçoa ou se deseja mal a si mesmo ou ao próximo.</p>
<h5>376 - Que é jurar?</h5>
<p>Jurar é tomar a Deus em testemunho da verdade do que se afirma ou se promete.</p>
<h5>377 - É sempre proibido jurar?</h5>
<p>Não é sempre proibido o juramento, mas é lícito e até honroso para Deus, quando há necessidade, e se jura com verdade, discernimento e justiça.</p>
<h5>378 - Quando não se jura com verdade?</h5>
<p>Quando se afirma com juramento o que se sabe ou se julga ser falso, e quando com juramento se promete o que não se tem a intenção de cumprir.</p>
<h5>379 - Quando não se jura com discernimento?</h5>
<p>Quando se jura sem prudência e sem madura ponderação, ou por coisas de pequena importância.</p>
<h5>380 - Quando não se jura com justiça?</h5>
<p>Quando se jura fazer uma coisa que não é justa ou permitida, como jurar vingar- se, roubar e outras coisas parecidas.</p>
<h5>381 - Somos obrigados a cumprir o juramento de fazer coisas injustas ou proibidas?</h5>
<p>Não só não somos obrigados, mas pecaríamos fazendo-as, porque são proibidas pela lei de Deus ou da Igreja.</p>
<h5>382 - Quem jura falso, que pecado comete?</h5>
<p>Quem jura falso comete pecado mortal, porque desonra gravemente a Deus, verdade infinita, chamando-O em testemunho do que é falso.</p>
<h5>383 - Que nos ordena o segundo Mandamento?</h5>
<p>O segundo Mandamento ordena-nos que honremos o Santo Nome de Deus, e que cumpramos, além dos juramentos, também os votos.</p>
<h5>384 - Que é um voto?</h5>
<p>Um voto é uma promessa feita a Deus de uma coisa boa, para nós possível, e melhor que a coisa contrária, a que nós nos obrigamos, como se nos fosse preceituada.</p>
<h5>385 - Se a observância do voto se nos tornasse no todo ou em parte muito difícil, que haveria a fazer?</h5>
<p> Podia-se pedir a comutação ou a dispensa ao Bispo próprio, ou ao Sumo Pontífice, conforme a qualidade do voto.</p>
<h5>386 - É pecado transgredir os votos?</h5>
<p>O transgredir os votos é pecado, e por isso não devemos fazer votos sem madura reflexão, e ordinariamente sem o conselho do confessor, ou de outra pessoa prudente, para não nos expormos ao perigo de pecar.</p>
<h5>387 - Podem fazer-se votos a Nossa Senhora e aos Santos?</h5>
<p>Os votos fazem-se só a Deus; pode-se, porém, prometer a Deus fazer alguma coisa em honra de Nossa Senhora ou dos Santos.</p>
<h4>3º - Do terceiro Mandamento da Lei de Deus</h4>
<p>No primeiro dia da semana, de manhã muito cedo, as mulheres vieram ao túmulo trazer os perfumes que tinham preparado. Encontraram a pedra do túmulo removida e, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. Ficaram sem saber o que fazer. Nisso, doishomens vestidos de roupas brilhantes apareceram diante delas. Como ficassem aterrorizadas e baixassem os olhos para o chão, eles disseram: Por que procurais entre os mortos quem está vivo? Ele não está aqui mas ressuscitou! Lembrai-vos do que vos falou, quando estava ainda na Galiléia: O Filho do homem deveria ser entregue ao poder de pecadores e ser crucificado mas ressuscitaria ao terceiro dia. Então elas se lembraram das palavras de Jesus. Luc 24, 1-8 No primeiro dia da semana, estávamos reunidos para partir o pão. Paulo, que ia viajar no dia seguinte, conversava com os discípulos e prolongou a conversa até meia-noite. Havia muitas lâmpadas na sala onde estávamos reunidos. Um jovem, chamado Êutico, que estava sentado no parapeito de uma janela, adormeceu profundamente enquanto Paulo continuava a falar. Vencido pelo sono, caiu do terceiro andar, e o levantaram morto. Paulo desceu, debruçou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis. Ele está vivo. Depois subiu, partiu o pão, comeu e prosseguiu a pregação até ao amanhecer. Então partiu. Quanto ao rapaz, levaram-no vivo, com grandeconsolo detodos. Atos 20, 7-12</p>
<h5>388 - Que nos ordena o terceiro Mandamento: guardar domingos e festas?</h5>
<p>O terceiro Mandamento: guardar domingos e festas, ordena-nos que honremos a Deus com obras de culto nos dias de festa.</p>
<h5>389 - Quais são os dias de f esta?</h5>
<p>Na Antiga Lei, eram os sábados e outros dias particularmente solenes para o povo judeu; na Lei Nova, são os domingos e outras festividades estabelecidas pela Igreja.</p>
<h5>390 - Por que na Lei Nova se guarda o domingo e não o sábado?</h5>
<p>O domingo, que significa dia do Senhor, substituiu o sábado, porque foi em dia de domingo que Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou.</p>
<h5>391 - Que obra de culto nos é preceituada nos dias de festa?</h5>
<p>É-nos preceituado assistir devotamente ao Santo Sacrifício da Missa.</p>
<h5>392 - Com que outras obras costuma um bom cristão santificar as festas?</h5>
<p>Um bom cristão santifica as festas:</p>
<ul>
<li>1º - assistindo à doutrina cristã, às pregações e aos ofícios divinos; </li>
<li>2º - recebendo com freqüência, com as devidas disposições, os Sacramentos da Penitência e da Eucaristia;</li>
<li>3º - dando-se à oração e às obras de caridade cristã para com o próximo.</li>
</ul>
<h5>393 - Que nos proíbe o terceiro Mandamento?</h5>
<p>O terceiro Mandamento proíbe-nos os trabalhos servis, e qualquer obra que nos impeça o culto de Deus.</p>
<h5>394 - Quais são os trabalhos servis proibidos nos dias santos?</h5>
<p>Os trabalhos servis proibidos nos dias santos são os trabalhos chamados manuais, isto é, aqueles trabalhosmateriaisem que tem parte maiso corpo do que o espírito, como os que ordinariamente são próprios dos servidores, dos operários e dos artífices.</p>
<h5>395 - Que pecado se comete trabalhando em dia santo?</h5>
<p>Trabalhando em dia santo, comete-se pecado mortal; não obstante não há culpa grave se o trabalho dura pouco tempo.</p>
<h5>396 - Não há nenhum trabalho servil que seja permiti do nos dias santos?</h5>
<p>Nos dias santos são permitidos aqueles trabalhos que são necessários à vida, ou ao serviço de Deus, e os que se fazem por uma causa grave, pedindo licença, se for possível, ao próprio pároco.</p>
<h5>397 - Por que nos dias santos são proibidos os trabalhos servis?</h5>
<p>São proibidos nos dias santos os trabalhos servis, a fim de que possamos melhor dedicar-nos ao culto divino e à salvação da nossa alma, e para repousar das nossas fadigas. Por isso não é proibido entregar-se a divertimentos honestos.</p>
<h5>398 - Que mais devemos evitar de modo especial nos dias santos?</h5>
<p>Nos dias santos devemos evitar principalmente o pecado e tudo o que possa induzir-nos a ele, como são os bailes e outras diversões e reuniões perigosas.</p>
<h3 class="text-center">III - <em>Dos Mandamentos que se referem ao próximo</em></h3>
<h4>1º - Do quarto Mandamento da Lei de Deus</h4>
<p>Honra teu pai e tua mãe, como o Senhor teu Deus te mandou, para que vivas longos anos e sejas feliz na terra que o Senhor teu Deus te dá. Deut 5, 16 Meu filho, escuta a advertência de teu pai, e não rejeites o ensino de tua mãe, pois serão diadema para tua cabeça e um colar para teu pescoço. Prov 1, 8-9 Pois o Senhor glorifica o pai em seus filhos e consolida a autoridade da mãe sobre a prole. Quem honra o pai, expia os pecados; quem glorifica a mãe, é como se acumulasse tesouros. Quem honra o pai será alegrado pelos filhos e, no dia em que orar, será atendido. Quem glorifica o pai terá vida longa, e quem obedece ao Senhor proporcionará repouso à sua mãe. Quem teme o Senhor honrará seu pai e, como a senhores, servirá seus genitores. Com obras e palavras honra teu pai, para que venha sobre ti a sua bênção. A bênção do pai consolida a casa dos filhos; a maldição da mãe lhes destrói os alicerces. Não te glories da desonra de teu pai, pois a desonra do pai não é uma glória para ti. A glória do homem vem da honra de seu pai, e é uma desonra para os filhos a mãe desprezada. Filho, ampara teu pai na velhice, e não lhe causes desgosto enquanto vive. Ainda que perca a razão, sê tolerante e não o desprezes, tu, que estás em teu pleno vigor. Não será esquecida a compaixão para com teu pai e, em lugar dos pecados, terás os méritos aumentados. No dia da aflição, o Senhor lembrar-se-á de ti; e teus pecados desaparecerão, como o gelo ao calor do dia. Quem abandona o pai é como blasfemador; e é maldito do Senhor quem irrita sua mãe. Eclo 3, 2-13. Quem amaldiçoa o pai e a mãe verá sua lâmpada apagar-se nas trevas. Prov 20, 20 Maldito, quem desprezar o pai ou a mãe! E todo o povo dirá: Amém! Deut 27, 16 Quando o viram, ficaram admirados e sua mãe lhe disse: Filho, por que agiste assim conosco? Olha, teu pai e eu, aflitos, te procurávamos. Ele respondeu-lhes : Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devia estar na casa do meu Pai? Eles não entenderam o que lhes dizia. Depois desceu com eles e foi para Nazaré, e lhes era submisso. Sua mãe conservava a lembrança de tudo isso no coração. Jesus crescia em sabedoria, idadeegraça diantedeDeusedaspessoas. Luc 2, 48-52</p>
<h5>399 - Que nos ordena o quarto Mandamento: honrar pai e mãe?</h5>
<p>O quarto Mandamento: honrar pai e mãe, ordena-nos respeitar o pai e a mãe, obedecer-lhes em tudo o que não é pecado, e auxiliá-los em suas necessidades espirituais e temporais.</p>
<h5>400 - Que nos proíbe o quarto Mandamento?</h5>
<p>O quarto Mandamento proíbe-nos ofender os nossos pais com palavras, obras, ou de qualquer outra maneira.</p>
<h5>401 - Debaixo do nome de pai e de mãe, que mais pessoas compreende este Mandamento?</h5>
<p>Debaixo do nome de pai e de mãe, este Mandamento também compreende todos os legítimos superiores tanto eclesiásticos como seculares, aos quais portanto devemos obedecer e respeitar.</p>
<h5>402 - De onde vem aos pais a autoridade de mandar nos filhos, e aos filhos a obrigação de lhes obedecer?</h5>
<p>A autoridade que os pais têm de mandar nos filhos, e a obrigação que têm os filhos de obedecer, vêm-lhes de Deus que constituiu e ordenou a família, a fim de que nela o homem encontre os primeiros meios necessários para o seu aperfeiçoamento material e espiritual.</p>
<h5>403 - Têm os pais deveres para com os filhos?</h5>
<p>Os pais têm o dever de amar, cuidar e alimentar seus filhos, de prover à sua educação religiosa e civil, de dar-lhes o bom exemplo, de afastá-los das ocasiões de pecado, de corrigi-los nas suas faltas, e de auxiliá-los a abraçar o estado para o qual são chamados por Deus.</p>
<h5>404 - Deu-nos Deus o modelo da família perfeita?</h5>
<p>Deus nosdeu o modelo da família perfeita na Sagrada Família, na qual JesusCristo viveu sujeito a Maria Santíssima e a São José até aos trinta anos, isto é, até quando começou a desempenhar a missão que o Padre Eterno Lhe confiara, de pregar o Evangelho.</p>
<h5>405 - Poderiam as famílias, se vivessem isoladamente uma das outras, prover a todas as suas necessidades materiais e morais?</h5>
<p>Se as famílias vivessem isoladamente umas das outras, não poderiam prover às suas necessidades, e é necessário o que elas se unam em sociedade civil, a fim de se auxiliarem mutuamente, para o seu aperfeiçoamento e para sua felicidade comum.</p>
<h5>406 - Que é a sociedade civil?</h5>
<p>A sociedade civil é a reunião de muitas famílias, dependentesda autoridade de um chefe, para se auxiliarem reciprocamente a conseguir o mútuo aperfeiçoamento e a felicidade temporal</p>
<h5>407 - De onde vem à sociedade civil a autoridade que a governa?</h5>
<p>A autoridade que governa a sociedade civil vem de Deus, que a quer constituída para o bem comum.</p>
<h5>408 - Há obrigação de respeitar a autoridade que governa a sociedade civil e de lhe prestar obediência?</h5>
<p>Sim, todos os que pertencem à sociedade civil, têm obrigação de respeitar a autoridade e de lhe obedecer, porque esta autoridade vem de Deus, e porque assim o exige o bem comum.</p>
<h5>409 - Devem respeitar-se todas as leis que são impostas pela autoridade civil?</h5>
<p>Devem respeitar-se todas as leisque a autoridade civil impõe, desde que não sejam contrárias à Lei de Deus, pois esta é a ordem e o exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo.</p>
<h5>410 - Além do respeito e da obediência às leis impostas pela autoridade, os que formam parte da sociedade civil têm mais alguns deveres?</h5>
<p>Os que formam parte da sociedade civil, além da obrigação de respeitar e obedecer às leis, têm o dever de viver em harmonia e de procurar, segundo suaspossibilidades, que a sociedade seja virtuosa, pacífica, ordenada e próspera para o proveito comum, com vistas à salvação eterna dos indivíduos.</p>
<h4>2º - Do quinto Mandamento da Lei de Deus</h4>
<p>Aconteceu, tempos depois, que Caim apresentou ao Senhor frutosda terra como oferta. Abel, por sua vez, ofereceu osprimeiros cordeirinhos e a gordura das ovelhas. E o Senhor olhou para Abel e sua oferta, mas não deu atenção a Caim e sua oferta. Caim se enfureceu e ficou com o rosto abatido. O Senhor disse a Caim: Por que estásenfurecido e andas com o rosto abatido? Não é verdade que, se fizereso bem, andarásde cabeça erguida? Mas se não o fizeres, o pecado não estará à porta, espreitando-te, como um assaltante? Tu, porém, terás de dominá-lo. Caim disse a Abel, o irmão: Vamos para o campo! Mas, quando estavam no campo, Caim agrediu o irmão Abel e o matou. O Senhor perguntou a Caim: Onde está teu irmão Abel? E ele respondeu: Não sei. Acaso sou o guarda de meu irmão? O que fizeste? perguntou ele Ouço da terra a voz do sangue de teu irmão, clamando por vingança! Agora serás amaldiçoado pela própria terra que engoliu o sangue de teu irmão, derramado por ti. Quando cultivares o solo, negar-te-á o sustento e virás a ser um fugitivo, errante sobre a terra. Caim disse ao Senhor : O castigo é grande demaispara suportá-lo. Eis que hoje me expulsasda face deste solo fértil e devo ocultar-me diante de teu rosto. Quando estiver fugindo e vagueando pela terra, quem me encontrar, matar-me-á. Mas o Senhor lhe disse: Pois bem. Se alguém matar Caim, será vingado sete vezes. O Senhor pôs, então, um sinal em Caim para que ninguém, ao encontrá-lo, o matasse. Afastando-se da presença do Senhor, Caim foi habitar na região deNod, ao oriente deÉden. Gênesis 4, 3-16</p>
<h5>411 - Que nos proíbe o quinto Mandamento: não matar?</h5>
<p>O quinto Mandamento: não matar, proíbe dar a morte ao próximo, nele bater ou feri-lo, ou causar qualquer outro dano no seu corpo, por nós ou por meio de outrem. Proíbe também ofendê-lo com palavras injuriosas e querer-lhe o mal. Neste Mandamento Deus proíbe ainda ao homem dai, a morte a si mesmo, isto é, o suicídio.</p>
<h5>412 - Por que é pecado grave matar o próximo?</h5>
<p>Porque o que mata usurpa temerariamente o direito que só Deus tem sobre a vida do homem; porque destroi a segurança da sociedade humana, e porque tira ao próximo a vida, que é o maior bem natural que ele tem neste mundo.</p>
<h5>413 - Haverá casos em que seja lícito matar o próximo?</h5>
<p>É lícito tirar a vida do próximo: durante o combate ein guerra justa; quando se executa por ordem da autoridade suprema a condenação à morte em castigo de algum crime; e finalmente quando se trata de necessária e legítima defesa da vida, no momento de uma injusta agressão.</p>
<h5>414 - No quinto Mandamento proíbe também Deus fazer mal à vida espiritual do próximo?</h5>
<p>Sim, Deus no quinto Mandamento proíbe também fazer mal à vida espiritual do próximo com o escândalo.</p>
<h5>415 - Que é o escândalo?</h5>
<p>O escândalo é toda palavra, ação ou omissão, que é ocasião para os outros de cometerem pecados.</p>
<h5>416 - É pecado grave o escândalo?</h5>
<p>O escândalo é um pecado grave, porque tende a destruir a maior obra de Deus, que é a redenção, com a perda das almas: pois que ele dá ao próximo a morte da alma tirando-lhe a vida da graça, que é mais preciosa que a vida do corpo; e porque é causa de uma multidão de pecados. Por isso, Deus ameaça os escandalosos com os mais severos castigos.</p>
<h5>417 - Por que no quinto Mandamento Deus proíbe ao homem dar a morte a si mesmo, isto é, suicidar-se?</h5>
<p>No quinto Mandamento Deus proíbe o suicídio, porque o homem não é senhor da sua vida, como o não é da dos outros. A Igreja, por seu lado, castiga o suicida com a privação da sepultura eclesiástica.</p>
<h5>418 - É proibido no quinto Mandamento também o duelo?</h5>
<p>Sim, o quinto Mandamento proíbe também o duelo, porque o duelo participa da malícia do suicídio e do homicídio, e fica excomungado todo o que voluntariamente nele toma parte, ainda que seja como simples espectador.</p>
<h5>419 - É também proibido o duelo, quando é excluído o perigo de morte?</h5>
<p>Sim, é também proibido este duelo, porque não só não podemos matar, mas nem sequer ferir voluntariamente a nós mesmos ou a outrem.</p>
<h5>420 - Pode a defesa da honra justificar o duelo?</h5>
<p>Não. Porque é falso que no duelo se repare a ofensa, e porque não se pode reparar a honra com uma ação injusta, irracional e bárbara, qual é o duelo.</p>
<h5>421 - Que nos ordena o quinto Mandamento?</h5>
<p>O quinto Mandamento ordena-nos que perdoemos aos nossos inimigos e queiramos bem a todos.</p>
<h5>422 - Que deve fazer quem danificou o próximo na vida do corpo, ou na da alma?</h5>
<p>Quem danificou o próximo, não basta que se confesse, mas deve também reparar o mal que fez, compensando o próximo dos danos que lhe causou, retratando os erros que lhe ensinou, e dando-lhe bom exemplo.</p>
<h4>3º - Do 6º e do 9º</h4>
Mandamentos da Lei de Deus
<p>José foi levado para o Egito. Putifar, um egípcio, ministro do Faraó e chefe da guarda do palácio, o comprou dos ismaelitas que o tinham levado para lá. Mas o Senhor estava com José e ele se tornou um homem bem sucedido enquanto esteve na casa de seu senhor egípcio. O patrão notou que o Senhor estava com ele e fazia prosperar todas as suas iniciativas. José conquistou asboasgraçasde seu amo que o pôsa seu serviço, constituindo-o administrador da casa e confiando-lhe todos osbens. E desde o momento em que o fez administrador, o Senhor abençoou em atenção a José a casa do egípcio e derramou sua bênção sobre tudo que possuía em casa e no campo. Ele entregou tudo nas mãosde José e não se preocupava com coisa alguma a não ser com o que comia. Ora, José tinha um belo porte e era formoso de rosto. Aconteceu, depois, que a mulher de seu amo pôs nele os olhos e lhe disse: Dorme comigo. Ele recusou, dizendo à mulher de seu senhor: Em verdade meu senhor não me pede contas do que há na casa, confiando-me todos os bens. Ele próprio não é mais importante do que eu nesta casa. Nada se reservou senão a ti por seres sua mulher. Como poderia eu fazer tamanha maldade pecando contra Deus! E ainda que ela insistisse com José, todos os dias, para dormir com ela ou mesmo estar com ela, ele não atendeu. Um dia José entrou na casa para cumprir as tarefas e nenhum dos empregados estava em casa. A mulher o agarrou pelo manto, dizendo: Dorme comigo. Mas ele largou-lhe nas mãos o manto e fugiu correndo para fora. Vendo que lhe tinha deixado nas mãoso manto e escapado para fora, ela se pôs a gritar e a chamar os empregados, dizendo: Vede! meu marido trouxe este hebreu para abusar de nós. Aproximou-se de mim para dormir comigo, mas pus-me a gritar em voz alta. Quando viu que comecei a gritar por socorro, largou o manto junto a mim e fugiu correndo para fora. A mulher ficou com o manto de José até o marido voltar para casa. Então falou-lhe nos mesmos termos, dizendo: Esse escravo hebreu que nos trouxeste, veio ter comigo e quis abusar de mim. Quando me ouviu gritar por socorro, largou junto de mim o manto e fugiu para fora. Ao ouvir o marido o que dizia a mulher, assim é que me tratou teu escravo, ficou furioso. Mandou prender José e o meteu no cárcere, onde se guardavam os presos do rei. E José ficou no cárcere. Mas o Senhor estava com José e concedeu-lhe seu favor, atraindo-lhe a simpatia do chefe do cárcere. Este confiou a seus cuidados todos os que se achavam presos. Era ele que organizava tudo que lá se fazia. O chefe da prisão não se preocupava com coisa alguma que lhe fora confiada, porque o Senhor estava com José e fazia prosperar tudo o que ele fazia. Gênesis 39, 1-23</p>
<h5>423 - Que nos proíbe o sexto Mandamento: não pecar contra a castidade?</h5>
<p>O sexto Mandamento: não pecar contra a castidade, proíbe qualquer ação, palavra ou olhar contrários à santa pureza, e a infidelidade no matrimônio.</p>
<h5>424 - Que nos proíbe o nono Mandamento?</h5>
<p>O nono Mandamento proíbe expressamente todo o desejo contrário à fidelidade que os cônjuges se juraram ao contrair matrimônio; e proíbe também todo o pensamento culpável e todo desejo de ação proibida pelo sexto Mandamento.</p>
<h5>425 - É um grande pecado a impureza?</h5>
<p>É um pecado gravíssimo e abominável diante de Deus e dos homens; rebaixa o homem à condição dos irracionais, arrasta-o a muitos outros pecados e vícios, e provoca o, mais terríveis castigos de Deus nesta vida e na outra.</p>
<h5>426 - São pecados todos os pensamentos que nos vêm ao espírito contra a pureza?</h5>
<p>Os pensamentos que nos vêm ao espírito contra ti pureza, por si mesmos não são pecados, mas antes tentações e incentivos ao pecado.</p>
<h5>427 - Quando são pecados os maus pensamentos?</h5>
<p>Osmauspensamentos, ainda que não sejam seguidosde ação, são pecados, quando culpavelmente lhes damosmotivo, ou neles consentimos, ou nos expomos ao perigo próximo de neles consentir.</p>
<h5>428 - Que nos ordenam o sexto e o nono Mandamentos?</h5>
<p>O sexto Mandamento ordena-nos que sejamos castos e modestos nas ações, nos olhares, no porte e nas palavras. O nono Mandamento ordena-tios que sejamos castos e puros, ainda mesmo tio nosso íntimo, isto é, tia alma e no coração.</p>
<h5>429 - Que devemos fazer para observar o sexto e o nono Mandamentos?</h5>
<p>Para bem observarmoso sexto e o nono Mandamentos, devemos invocar freqüenternente e de todo o coração a Deus, ser devotos de Maria Virgem, Mãe da pureza, lembrar-nos de que Deus nos vê, pensar ria morte, nos castigos divinos, tia Paixão de Jesus Cristo, guardar os nossos sentidos, praticar a mortificação cristã, e freqüentar os sacramentos corri as devidas disposiçoes.</p>
<h5>43O Que devemos evitar para nos conservarmos castos?</h5>
<p>Para nos conservarmos castos, devemos evitar a ociosidade, os maus companheiros, as más leituras, a intemperança, o olhar para figuras indecentes, osespetáculos licenciosos, osbailes, as conversase diversõesperigosas, bem como todas asdemaisocasiões de pecado.</p>
<h4>4º - Do sétimo Mandamento da Lei de Deus</h4>
<p>Jesus entrou em Jericó e atravessava a cidade. Havia ali um homem rico, chamado Zaqueu, chefe dos cobradores do imposto. Procurava ver Jesus, mas não conseguia por causa da multidão, pois era muito baixo. Correndo na frente, subiu numa figueira brava para vê-lo, pois tinha de passar por ali. Ao chegar ao lugar, Jesus olhou para cima e disselhe: Zaqueu, desce depressa, poishoje devo ficar em tua casa. Ele desceu a toda pressa e o recebeu com alegria. Ao ver isso, todos começaram a resmungar: Ele foi hospedar-se na casa de um pecador. Zaqueu entretanto, de pé, disse ao Senhor: Senhor, vou dar a metade dos meus bens aospobres e, se em alguma coisa prejudiquei alguém, vou restituir quatro vezes mais. Disse-lhe Jesus: Hoje a salvação entrou nesta casa porque também este é um filho deAbraão. Poiso Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido. Luc 19, 1-9</p>
<h5>431 - Que nos proíbe o sétimo Mandamento: não furtar?</h5>
<p>O sétimo Mandamento: não furtar, proíbe tirar ou reter injustamente as coisas alheias, e causar dano ao próximo nos seus bens de qualquer outro modo.</p>
<h5>432 - Que quer dizer furtar?</h5>
<p>Furtar quer dizer: tirar injustamente as coisas alheias contra a vontade do dono, quando ele tem toda a razão e todo o direito de não querer ser privado do que lhe pertence.</p>
<h5>433 - Por que se proíbe o furtar?</h5>
<p>Porque se peca contra a justiça, e se faz injúria ao próximo, tirando e retendo, contra o seu direito e contra a sua vontade, o que lhe pertence.</p>
<h5>434 - Que são as coisas alheias?</h5>
<p>São todas as coisas que pertencem ao próximo, das quais tem a propriedade ou o uso, ou simplesmente as tem em depósito.</p>
<h5>435 - De quantos modos se tiram injustamente as coisas alheias?</h5>
<p>De dois modos: com o furto e com o roubo.</p>
<h5>436 - Como se comete o furto?</h5>
<p>Comete-se o furto tirando ocultamente as coisas alheias.</p>
<h5>437 - Como se comete o roubo?</h5>
<p>Comete-se o roubo tirando com violência ou manifestamente as coisas alheias.</p>
<h5>438 - Em que casos se podem tirar as coisas alheias, sem cometer pecado?</h5>
<p>Quando o dono se não opõe, ou então, quando se opõe injustamente, como aconteceria se alguém estivesse em extrema necessidade, contanto, que tirasse só o que lhe é estritamente necessário para suprir à necessidade urgente e extrema.</p>
<h5>439 - È só com o furto e com o roubo que se prejudica o próximo nos seus bens?</h5>
<p>Prejudica-se também com a fraude, com a usura e com outra qualquer injustiça contra os seus bens.</p>
<h5>44O Como se comete a fraude?</h5>
<p>Comete-se a fraude enganando o próximo no comércio com pesos, medidas ou moedas falsas, ou com gêneros deteriorados; falsificando escrituras e documentos; em suma, fazendo falsidades nas compras, nas vendas ou em qualquer outro contrato, e ainda quando se não quer dar o preço justo ou o preço combinado.</p>
<h5>441 - De que modo se comete a usura?</h5>
<p>Comete-se a usura exigindo sem titulo legítimo um juro ilícito por uma quantia emprestada, abusando da necessidade ou da ignorância do próximo.</p>
<h5>442 - Que outras injustiças se cometem contra os bens do próximo?</h5>
<p>São injustiças fazê-lo perder injustamente o que tem, danificá-lo nas suas propriedades, não trabalhar como se deve, não pagar, por malícia, asdívidase mercadorias compradas, ferir ou matar osanimaisdo próximo, estragar ou deixar estragar-se o que se tem em depósito, impedir alguém de auferir um lucro justo, auxiliar os ladrões, e receber, esconder ou comprar as coisas roubadas.</p>
<h5>443 - É pecado grave roubar?</h5>
<p>É um pecado grave contra a justiça quando se trata de matéria grave, porque é de suma importância que seja respeitado o direito que cada um tem sobre os próprios bens, e isto para bem dos indivíduos, das famílias e da sociedade.</p>
<h5>444 - Quando é grave a matéria do furto?</h5>
<p>É grave quando se tira coisa importante, e ainda quando, tirando-se coisa de pouca monta, o próximo sofre com isso grave dano.</p>
<h5>445 - Que nos ordena o sétimo Mandamento?</h5>
<p>O sétimo Mandamento ordena-nos que respeitemos as coisas alheias, que paguemos o justo salário aos operários, e que observemos a justiça ein tudo o que se refere à propriedade alheia.</p>
<h5>446 - Quem pecou contra o sétimo Mandamento, basta que se confesse disso?</h5>
<p>Quem pecou contra o sétimo Mandamento, não basta que se confesse, mas é necessário que faça o que puder para restituir as coisas alheias e reparar os danos causados ao próximo.</p>
<h5>447 - Que é a reparação dos danos causados?</h5>
<p>A reparação dos danos causados é a compensação que se deve dar ao próximo pelos frutos e lucros perdidos por causa do furto e das outras injustiças cometidas ein seu prejuízo.</p>
<h5>448 - A quem se devem restituir as coisas roubadas?</h5>
<p>Àquele a quem se roubaram; aos seus herdeiros, se já tiver morrido; e se isso for verdadeiramente impossível. deve-se dar o seu valor aos pobres e a obras pias.</p>
<h5>449 - Que se deve fazer, quando se acha alguma coisa de grande valor?</h5>
<p>Deve-se empregar grande diligência para achar o dono, e restituir-lhe fielmente.</p>
<h4>5º - Do oitavo Mandamento da Lei de Deus</h4>
<p>Em Babilônia vivia um homem de nome Joaquim. Estava casado com uma senhora chamada Susana filha de Helcias, que era muito bonita e religiosa. Também seus pais eram pessoas justas e tinham educado a
filha de acordo com a Lei de Moisés. Joaquim era muito rico e tinha um
parque confinante com sua casa; junto dele afluíam os judeus, por ser o
mais respeitado de todos.
Ora, naquele ano dois anciãos do povo tinham sido apontados
como juízes, a respeito dos quais o Senhor tinha dito: De Babilônia brotou a iniqüidade, da parte de anciãos-juízes que aparentemente governavam o povo. Eles freqüentavam a casa de Joaquim, e todos os que tinham alguma questão se dirigiam a eles.
Ora, quando pelo meio-dia o povo se tinha dispersado, Susana ia
passear no parque do marido. Os dois anciãos viam-na todos os dias entrar e passear, e acabaram se apaixonando por ela. Fizeram o contrário do
que deveriam ter feito, evitando erguer os olhos para o Céu e esquecendo
os justos juízos de Deus. Embora ambos se sentissem perdidamente apaixonadospor ela, contudo um não traía ao outro o seu sofrimento, porque
ainda sentiam vergonha de manifestar o desejo ardente de a possuir. Todos os dias espreitavam avidamente por vê-la.
Certo dia um disse ao outro: Vamos para casa, é hora de almoço! Mas quando saíram e se separaram um do outro, deram um giro, acabando por encontrar-se no mesmo ponto... Forçados portanto a se explicar, finalmente confessaram um ao outro sua paixão; então combinaram espreitar uma eventual ocasião de a encontrar a sós.
Ora, enquanto os dois estavam à espreita duma ocasião favorável,
certo dia Susana entrou no parque segundo seu costume, acompanhada
apenas por duas mocinhas; é que queria tomar banho por causa do calor
intenso. Não havia lá ninguém, exceto os dois velhos que estavam escondidos e a espreitavam. Então ela ordenou àsmocinhas: Por favor, ide
buscar-me azeite e perfumes e trancai as portas do parque, enquanto tomo banho! Elas obedeceram, trancando as portas do parque e retirando- se por uma porta lateral, para buscar o que a patroa tinha pedido, sem se
darem conta que os velhos estavam lá escondidos.
Apenas as duas mocinhas tinham saído, os dois velhos se levantaram e correram para Susana, dizendo: Olha, as portas do parque estão
trancadas e ninguém nos vê; nós estamos apaixonados por ti: faze-nos a
vontade e entrega-te a nós! Caso contrário, nós deporemos contra ti que
um moço estava contido e foi por isso que mandaste embora asmeninas. Então Susana deu um suspiro, exclamando: Vejo-me encurralada de todos os lados. Pois se fizer isto, espera-me a morte, mas se não o fizer, não
escaparei das vossas mãos. Contudo prefiro cair inocente em vossas mãos
a pecar na presença do Senhor. Então ela se pôs a gritar em altas vozes, mas também os dois velhos gritaram contra ela.
Um deles correu para as portas do parque e as abriu. Quando a
gente da casa ouviu a gritaria no parque, precipitaram-se pela porta dos
fundos para ver o que lhe estaria sucedendo. Mas quando os velhos apresentaram a sua versão dos fatos, os empregados ficaram muito constrangidos, porque jamais se tinha ouvido falar de qualquer deslize de Susana.
Quando no dia seguinte o povo se reuniu em casa do seu marido
Joaquim, os dois anciãos vieram animados pela intenção criminosa de
conseguir sua condenação à morte; por isso se dirigiram ao povo reunido:
Mandai comparecer a Susana filha de Helcias, mulher de Joaquim!
Mandaram-na portanto chamar. Ela compareceu em companhia dos pais
e filhos e de todos os parentes.
Ora, Susana era mulher de aparência exuberante e de extraordinária beleza. Como ela se apresentasse com o rosto velado, os dois malvados mandaram tirar-lhe o véu, para se embriagarem da sua beleza. Seus
familiares e todos os parentes choravam.
Os dois velhos se levantaram no meio do povo e puseram as mãos
sobre a cabeça de Susana. Mas, entre lágrimas, ela olhou para o céu, pois
seu coração tinha confiança no Senhor. Em seguida osanciãos deram este
depoimento: Enquanto estávamos passeando a sós no parque, esta mulher entrou com duasmocinhase mandou fechar asportasdo parque, para depois mandá-las embora. Então um moço, que estava escondido, aproximou-se dela e com ela se deitou. Quando nós, do canto do parque
onde estávamos, vimos esta infâmia, corremos para eles e os surpreendemos juntos. Não conseguimos, é verdade, agarrar o moço, porque era
mais forte que nós, e assim abriu as portas e sumiu. A esta mulher, porém, agarramose lhe perguntamos, quem era aquele moço. Mas ela não o
quis revelar. Disto nós damos testemunho. A assembléia lhes deu crédito
como a anciãos do povo e juízes que eram, e a condenou à morte.
Susana, porém, gritou em alta voz e rezou: Ó Deus eterno que
conheces os segredos e sabes tudo antes que aconteça, tu bem sabes que
elesproferiram falso testemunho contra mim! Eisque vou morrer, embora não tenha cometido o crime do qual maldosamente me acusam! E o
Senhor escutou a sua voz.
Enquanto Susana estava sendo conduzida para a execução, o Senhor excitou o santo espírito dum jovem de nome Daniel, e ele gritou em
altas vozes: Sou inocente do sangue desta pessoa! Então todo o povo se
voltou para ele e perguntou: O que queres dizer com isto? De pé, no
meio deles, elerespondeu: Então soistão insensatosassim, israelitas? Sem
inquérito sério e sem provas concludentes condenastes uma filha de Israel! Voltai ao tribunal, por que estes malvados deram falso testemunho
contra ela!
Então todo o povo voltou apressadamente, e os anciãos convidaram a Daniel, dizendo: Tem a bondade de tomar lugar em nosso meio e
presta-nos o teu depoimento, pois Deus te concedeu o privilégio da idade. Daniel lhes disse: Separai-os longe um do outro, para os poder submeter a interrogatório! Quando foram separados um do outro, Daniel
chamou a um deles e lhe disse: Velho encarquilhado e cheio de crimes!
Agora vêm à luz os pecados que cometias antes, proferindo sentenças injustas, condenando os inocentes e absolvendo os culpados, quando o Senhor ordena: Ao inocente e ao justo não os matarás! Poisbem! Se a viste
tão bem, dize-me à sombra de qual árvore os viste abraçados? O outro
respondeu: À sombra duma aroeira. Daniel respondeu: Mentiste direto
contra tua cabeça, pois o anjo de Deus já recebeu dele ordem de te cortar
pelo meio!
Tendo-o despedido, mandou vir o outro e lhe disse: Raça de Canaã e não de Judá! A beleza te fascinou e a paixão perverteu teu coração.
É assim que procedíeis com as mulheres israelitas, e elaspor medo vos faziam a vontade; mas esta mulher judia não suportou vossa iniqüidade. Ora bem! Dize-me debaixo de que árvore os surpreendeste a se entreterem? Ele respondeu: Foi debaixo duma azinheira. Daniel lhe respondeu: Também tu mentiste diretamente contra tua cabeça! Pois o anjo de Deus já está à espera, com a espada na mão, para te cortar ao meio e dar cabo devós. Toda a assistência pôs-se a gritar em voz alta, dando graças a Deus que salva os que nele esperam. Voltaram-se contra os dois velhos, porque Daniel os tinha convencido por suas próprias palavras que eram falsas testemunhas. Segundo a Lei de Moisés, aplicaram-lhes a pena que maldosamente tinham tramado contra o próximo, e os mandaram matar. Desta maneira, naquele dia foi salva uma vida inocente. Helcias e sua mulher louvaram a Deus por causa da sua filha e o mesmo fizeram Joaquim, esposo de Susana, e todos os seus familiares; eles louvaram a Deus, porque nela não foi achada qualquer coisa que merecesse reprovação. Dan 13, 1-62</p>
<h5>450 - Que nos proíbe o oitavo Mandamento: não levantar falso testemunho?</h5>
<p>O oitavo Mandamento: não levantar falso testemunho, proíbe-nos atestar falsidade em juízo; proíbe também a detração ou murmuração, a calúnia, a adulação, o juízo e a suspeita temerários, e toda espécie de mentiras.</p>
<h5>451 - Que é a detração ou murmuração?</h5>
<p>A detração ou murmuração é um pecado que consiste em manifestar, sem justo motivo, os pecados ou defeitos alheios.</p>
<h5>452 - Que é a calúnia?</h5>
<p>A calúnia é um pecado que consiste em atribuir maliciosamente ao próximo culpas e defeitos que não tem.</p>
<h5>453 - Que é a adulação?</h5>
<p>A adulação é um pecado que consiste em enganar urna pessoa, dizendo-lhe falsamente bem dela mesma ou de outra, com o fim de tirar daí algum proveito.</p>
<h5>454 - Que é o juízo ou suspeita temerária?</h5>
<p>O juízo ou suspeita temerária é um pecado que consiste em julgar ou suspeitar mal dos outros, sem justo fundamento.</p>
<h5>455 - Que é a mentira?</h5>
<p>A mentira é um pecado que consiste em afirmar como verdadeiro ou como falso, por meio de palavras ou de ações, o que se julga não ser assim.</p>
<h5>456 - De quantas espécies é a mentira?</h5>
<p>A mentira é de três espécies: jocosa, oficiosa e nociva.</p>
<h5>457 - Que é a mentira jocosa?</h5>
<p>Mentira jocosa é aquela pela qual se mente por gracejo e sem prejuízo para ninguém.</p>
<h5>458 - Que é a mentira oficiosa?</h5>
<p>Mentira oficiosa é a afirmação de urna falsidade para utilidade própria ou alheia, sem prejuízo para ninguém.</p>
<h5>459 - Que é a mentira nociva?</h5>
<p>Mentira nociva é a afirmação de uma falsidade com prejuízo do próximo.</p>
<h5>460 - É lícito alguma vez mentir?</h5>
<p>Nunca é lícito mentir nem por gracejo, nem para proveito próprio ou alheio, porque é coisa má por si mesma.</p>
<h5>461 - Que pecado é a mentira?</h5>
<p>A mentira, quando é jocosa ou oficiosa, é pecado venial; mas, quando é nociva, é pecado mortal, se o prejuízo que causa é grave.</p>
<h5>462 - É necessário dizer sempre tudo conforme se pensa?</h5>
<p>Não. Nem sempre é necessário, especialmente quando quem pergunta não tem o direito de saber o que pergunta.</p>
<h5>463 - Quem pecou contra o oitavo Mandamento, basta que se confesse?</h5>
<p>Quem pecou contra o oitavo Mandamento, não basta que confesse o seu pecado, masé também obrigado a retratar tudo o que disse caluniando o próximo, e a reparar, do melhor modo que possa, os danos que lhe causou.</p>
<h5>464 - Que nos ordena o oitavo Mandamento?</h5>
<p>O oitavo Mandamento ordena-nos que digamos oportunamente a verdade, e que interpretemos em bom sentido, tanto quanto pudermos, as ações do nosso próximo.</p>
<h4>6º - Do décimo Mandamento da Lei de Deus</h4>
<p>Eis o que se passou depois destes acontecimentos: Nabot de Jezrael possuía uma vinha em Jezrael ao lado do palácio de Acab, rei de
Samaria. Acab falou com Nabot: Cede-me a tua vinha para que me sirva
de horta, pois ela está bem perto da minha casa, e eu te darei uma vinha
melhor, ou se preferires, posso pagar-te o preço em dinheiro. Mas Nabot
respondeu a Acab: Deusme livre de entregar-te a herança de meuspais!
Acab voltou para casa contrariado e furioso, por causa da resposta que
Nabot de Jezrael lhe tinha dado, negando-se a lhe ceder a herança de seus
pais. O rei se jogou na cama, virou o rosto e não quis comer.
Sua esposa Jezabel entrou no quarto e lhe perguntou: Por que
estás tão mal-humorado e não queres comer? Ele lhe respondeu: É que
tive uma conversa com Nabot de Jezrael e lhe fiz a proposta de me ceder
a sua vinha por dinheiro, ou se o preferisse, eu lhe daria em troca outra
vinha. Mas o homem me respondeu que não me cede a vinha. Sua esposa
Jezabel lhe disse: Bela figura de rei de Israel estás fazendo! Levanta-te,
toma alimento e fica de bom humor! Eu te arranjarei a vinha de Nabot
de Jezrael.
Em seguida ela escreveu uma carta em nome de Acab, selou-a
com o selo do rei e a enviou aos anciãos e nobres da cidade que moravam
com Nabot. Na carta ela escrevia como segue: Proclamai um jejum e colocai Nabot na primeira fila. Fazei sentarem-se em frente dele dois cafajestes que dêem este depoimento: Tu amaldiçoastea Deuse ao rei! Depois
conduzi-o para fora e apedrejai-o atémorrer. Os homens da cidade, anciãos e nobres, seus concidadãos, procederam conforme a ordem recebida de Jezabel, como estava escrito na carta que lhes tinha enviado. Proclamaram um jejum e deram a Nabot o
primeiro lugar na assembléia. Chegaram também os dois cafajestes e se
sentaram na frente dele. Os dois cafajestes acusaram a Nabot na presença
do povo, nestes termos: Nabot amaldiçoou a Deus e ao rei! Em seguida
o conduziram para fora da cidade e o apedrejaram até morrer. Então avisaram a Jezabel: Nabot foi apedrejado emorreu. Ao saber que Nabot tinha sido apedrejado e estava morto, Jezabel disse a Acab: Levanta-te e toma posse da vinha que Nabot de Jezrael
não te quis vender, pois Nabot não está mais vivo; ele morreu. Quando
Acab soube que Nabot estava morto, levantou-se para descer até a vinha
de Nabot de Jezrael e dela tomar posse.
As ameaças de Elias. Então a palavra do Senhor foi dirigida ao
tesbita Eliasnestestermos: Levanta-te, desce ao encontro de Acab, rei de
Israel, que reside em Samaria. Olha, ele está na vinha de Nabot, aonde
desceu para dela tomar posse. Fala-lhe neste teor: Assim fala o Senhor: Tu
és um assassino e por cima ladrão! E lhe falarás nestes termos: Assim fala o Senhor: No mesmo lugar onde os cães lamberam o sangue de Nabot, lamberão também o teu próprio sangue! Acab respondeu a Elias: Quer dizer que me surpreendeste, meu inimigo? Ele respondeu: Sim, surpreendi! Porque te prestaste para praticar o que desagrada ao Senhor, eisque vou trazer para ti desgraças. Vou varrer-te, exterminando em Israel todas as pessoas do sexo masculino da família de Acab, escravos e livres. Tratarei tua família como as famílias de Jeroboão filho de Nabat, e de Baasa filho de Aías, porque me causaste irritação e seduziste Israel ao pecado. Também a respeito de Jezabel o Senhor falou assim: Os cachorros devorarão a Jezabel na propriedade de Jezrael. Os membros da família de Acab que morrerem na cidade, serão devorados pelos cachorros, e os que morrerem na campanha, serão comidospelasavesdo céu. I Reis 21, 1-23</p>
<h5>465 - Que nos proíbe o décimo Mandamento: não cobiçar as coisas alheias?</h5>
<p>O décimo Mandamento: não cobiçar as coisas alheias, proíbe o desejo de privar o próximo dos seus bens, e o desejo de adquirir bens por meios injustos.</p>
<h5>466 - Por que Deus proíbe o desejo dos bens alheios?</h5>
<p>Deus proíbe-nos o desejo dos bens alheios, porque Ele quer que nós, até interiormente, sejamos justos, e nos conservemos cada vez mais afastados das ações injustas.</p>
<h5>467 - Que nos ordena o décimo Mandamento?</h5>
<p>O décimo Mandamento ordena-nos que nos contentemos com o estado em que Deus nos colocou, e que soframos com paciência a pobreza, quando Deus nos queira neste estado.</p>
<h5>468 - Como pode o cristão estar contente na pobreza?</h5>
<p>O cristão pode estar contente mesmo na pobreza, considerando que o maior de todos os bens é a consciência pura e tranqüila, que a nossa verdadeira pátria é o céu, e que Jesus Cristo se fez pobre por amor de nós, e prometeu um prêmio especial a todos aqueles que suportam com paciência a pobreza.</p>
<h3 class="text-center">IV - <em>Dos preceitos da Igreja</em></h3>
<p>Se teu irmão pecar, vai e censura-o pessoalmente. Se ele te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te ouvir, leva contigo uma ou duas pessoas a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se não as ouvir, vai dizê-lo à igreja. E, se não escutar a igreja, seja para ti como um pagão e pecador público. Eu vos garanto: Tudo que ligardes na terra, será ligado no céu; e tudo que desligardes na terra, será desligado no céu. Digo-vos ainda: Se doisde vósse unirem na terra para pedir qualquer coisa, hão de conseguilo do meu Pai que está nos céusl Porque onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei ali no meio deles. Mt 18, 15-20 Então os apóstolos e presbíteros, de acordo com toda a Igreja, resolveram escolher alguns homens e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé; escolheram Judas, chamado Barsabás, eSilas, homens influentes entre os irmãos. Por seu intermédio enviaram a seguinte carta: Os irmãos, os apóstolos e presbíteros saúdam os irmãos de Antioquia, Síria e Cilícia, convertidos dentre os pagãos. Chegou ao nosso conhecimento que alguns dos nossos vos têm perturbado com palavras, confundindo vossas mentes, sem nenhuma autorização de nossa parte. Por isso resolvemos, de comum acordo, enviar-vos alguns homens escolhidos, em companhia de nossos amadosBarnabé ePaulo, que expuseram suas vidas pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Estamos enviando Judas e Silas para vos comunicar de viva voz as mesmas coisas. Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor nenhuma outra exigência além das necessárias: que vos abstenhais das carnes imoladas aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e da prostituição. Procedereis bem evitando estas coisas. Passai bem. Atos 15, 22-29</p>
<h4>1º - Dos preceitos da Igreja em geral</h4>
<h5>469 - Além dos Mandamentos da Lei de Deus, que mais coisas somos nós obrigados a observar?</h5>
<p>Além dos Mandamentos da Lei de Deus, somos obrigados a observar os mandamentos ou preceitos da Igreja.</p>
<h5>47O Somos obrigados a obedecer à Igreja?</h5>
<p>Sem dúvida, somos obrigados a obedecer à Igreja, porque o próprio Jesus Cristo no-lo ordena, e porque os preceitos da Igreja facilitam a observância dos Mandamentos de Deus.</p>
<h5>471 - Quando começa a obrigação de observar os preceitos da Igreja?</h5>
<p>A obrigação de observar os preceitos da Igreja começa geralmente com o uso da razão.</p>
<h5>472 - É pecado transgredir um preceito da Igreja?</h5>
<p>Transgredir com advertência um preceito da Igreja em matéria grave é pecado grave.</p>
<h5>473 - Quem pode dispensar de um preceito da Igreja?</h5>
<p>De um preceito da Igreja só pode dispensar o Papa ou quem dele receber as competentes faculdades.</p>
<h5>474 - Quantos e quais são os preceitos da Igreja?</h5>
<p>Os preceitos da Igreja são cinco:</p>
<ul>
<li>1º - Ouvir Missa inteira nos domingos e festas de guarda.</li>
<li>2º - Confessar-se ao menos uma vez cada ano.</li>
<li>3º - Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição.</li>
<li>4º - Jejuar e abster-se de carne quando manda a Santa Madre Igreja.</li>
<li>5º - Pagar dízimos segando o costume.</li>
</ul>
<h4>2º - Do primeiro preceito da Igreja</h4>
<h5>475 - Que nos manda o primeiro preceito ou manda mento da Igreja: ouvir Missa inteira nos domingos e festas de guarda?</h5>
<p>O primeiro preceito da Igreja: ouvir Missa inteira nos domingos e festas de guarda, manda-nos assistir com devoção à Santa Missa nos domingos e nas outras festas de preceito.</p>
<h5>476 - Qual é a Missa à qual a Igreja deseja que se assista nos domingos e nas outras festas de preceito?</h5>
<p>A Missa à qual a Igreja deseja que, sendo possível, se assista nos domingos e nas outras festas de guarda, é a Missa paroquial.</p>
<h5>477 - Por que recomenda a Igreja aos fiéis que assistam à Missa paroquial?</h5>
<p>A Igreja recomenda aos fiéis que assistam à Missa paroquial:</p>
<ul>
<li>1º - a fim de que aqueles que pertencem à mesma paróquia se unam a orar, juntamente com o pároco, que é seu chefe espiritual;</li>
<li>2º - a fim de que os paroquianos participem mais do Santo Sacrifício, que é aplicado principalmente por eles;</li>
<li>3º - a fim de que ouçam as verdades do Evangelho que os párocos têm obrigação de expor à Santa Missa;</li>
<li>4º - a fim de que conheçam as prescrições e avisos que se dão à estação da referida Missa.</li>
</ul>
<h5>478 - Que quer dizer domingo?</h5>
<p>Domingo quer dizer dia do Senhor, isto é, dia especialmente consagrado ao serviço de Deus.</p>
<h5>479 - Por que no primeiro mandamento da Igreja se faz menção especial do domingo?</h5>
<p>No primeiro mandamento da Igreja faz-se menção especial do domingo, porque é ele o principal dia de festa entre os cristãos, como entre os judeus o principal dia de festa era o sábado, por instituição do próprio Deus.</p>
<h5>48O Que outras festas instituiu a Igreja?</h5>
<p>A Igreja instituiu também as festas de Nosso Senhor, da Santíssima Virgem, dos Anjos e dos Santos.</p>
<h5>481 - Por que instituiu a Igreja outras festas de Nosso Senhor?</h5>
<p>A Igreja instituiu outras festas de Nosso Senhor memória dos seus divinos mistérios.</p>
<h5>482 - Por que foram instituídas as festas da Santíssima Virgem, dos Anjos e dos Santos?</h5>
<p>As festas da Santíssima Virgem, dos Anjos e dos Santos foram instituídas:</p>
<ul>
<li>1º - em memória das graças que Deus lhes fez e para as agradecer à bondade divina;</li>
<li>2º - a fim de que os honremos, imitemos os seus exemplos e alcancemos o auxílio de suas orações.</li>
</ul>
<h4>3º - Do segundo preceito da Igreja</h4>
<h5>483 - Que nos manda a Igreja com as palavras do segundo preceito: confessar-se ao menos uma vez cada ano?</h5>
<p>Com as palavras do segundo preceito: confessar-se ao menos uma vez cada ano, a Igreja obriga todos os cristãos que chegaram ao uso da razão, a receber, uma vez ao menos em cada ano, o Sacramento da Penitência.</p>
<h5>484 - Qual é o tempo mais próprio para cumprir o preceito da confissão anual?</h5>
<p>O tempo mais próprio para cumprir o preceito da confissão anual é a Quaresma, segundo o uso introduzido e aprovado ein toda a Igreja.</p>
<h5>485 - Por que diz a Igreja que nos confessemos ao menos uma vez cada ano?</h5>
<p>A Igreja diz ao menos, para dar a conhecer o seu desejo de que nos aproximemos deste Sacramento com mais freqüência.</p>
<h5>486 - É pois útil confessar-nos com freqüência?</h5>
<p>É muito útil confessar-nos com freqüência, sobretudo porque é difícil que se confesse bem e se conserve isento de pecado mortal, quem se confessa raras vezes.</p>
<h5>487 - Satisfaz-se a este segundo preceito com uma confissão sacrílega?</h5>
<p>Quem fizer uma confissão sacrílega, não satisfaz ao segundo preceito da Igreja, porque a intenção da Igreja é que se receba este Sacramento para nossa santificação.</p>
<h4>4º - Do terceiro preceito da Igreja</h4>
<h5>488 - Que nos manda a Igreja com as palavras do terceiro preceito: comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição?</h5>
<p>Com as palavras do terceiro preceito: comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição, a Igreja obriga todos os cristãos que chegarem à idade da discrição a receber todos os anos a Santíssima Eucaristia, durante o tempo pascal; e é bom que seja na própria paróquia.</p>
<h5>489 - Qual o tempo útil para satisfazer, no Brasil, o preceito da Comunhão Pascal?</h5>
<p>No Brasil, o tempo útil para satisfazer o preceito da Comunhão Pascal vai do dia 2 de fevereiro, festa da Purificação de Nossa Senhora e da Apresentação do Menino Jesus no Templo, até o dia 16 de julho, comemoração de Nossa Senhora do Carmo.</p>
<h5>49O Somos obrigados a comungar em alguma outra ocasião, fora do tempo pascal?</h5>
<p>Sim, somos obrigados também a comungar em perigo de morte.</p>
<h5>491 - Por que se diz que devemos comungar ao menos pela Páscoa?</h5>
<p>Porque a Igreja deseja vivamente que não somente na Páscoa, mas com muita freqüência, nos aproximemos da Sagrada Comunhão, que é o alimento divino das nossas almas.</p>
<h5>492 - Satisfaz-se a este preceito com uma Comunhão sacrílega?</h5>
<p>Quem fizer uma Comunhão sacrílega não satisfaz ao terceiro preceito da Igreja; porque a intenção da Igreja é que se receba esteSacramento para o fim para que foi instituído, isto é, para nossa santificação.</p>
<h4>5º - Do quarto preceito da Igreja</h4>
<h5>493 - Que nos manda o quarto preceito da Igreja com as palavras jejuar e abster-se de carne quando manda a Santa Madre Igreja?</h5>
<p>O quarto preceito da Igreja: jejuar e abster-se de carne quando manda a Santa Madre Igreja, manda-nos que jejuemos e nos abstenhamos de carne na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa; e que nos abstenhamos de carne em todas as sextas-feiras do ano. Esta abstinência pode ser comutada por outra obra pia, a juízo do Bispo Diocesano.</p>
<h5>494 - Em que consiste o jejum?</h5>
<p>O jejum consiste em tomar uma só refeição, durante o dia, e em não comer coisas proibidas.</p>
<h5>495 - Nos dias de jejum, além da única refeição, é proibido tomar qualquer outro alimento?</h5>
<p>Nos diasde jejum, a Igreja permite uma pequena parva pela manhã, e uma ligeira refeição à noite, ou, então, cerca do meio-dia, quando se deixa para a tarde a refeição maior.</p>
<h5>496 - Para que serve o jejum?</h5>
<p>O jejum serve para nos dispor melhor para a oração, para fazer penitência dos pecados cometidos, e para nos preservar de cometer outros novos.</p>
<h5>497 - Quem é obrigado a jejuar?</h5>
<p>São obrigados a jejuar todos os cristãos, desde os vinte e um anos completos até aos sessenta começados, se não estão dispensados ou escusados por legitimo impedimento. A abstinência começa a obrigar aos catorze anos.</p>
<h5>498 - Estão também dispensados de toda a mortificação os que não estão obrigados a jejuar?</h5>
<p>Os que não estão obrigados a jejuar, nem por isso estão dispensados de toda a mortificação, porque todos temos obrigação de fazer penitência.</p>
<h5>499 - Para que fim foi instituída a Quaresma?</h5>
<p>A Quaresma foi instituída a fim de imitarmos, de algum modo, o rigoroso jejum de quarenta dias que Jesus Cristo observou no deserto, e a fim de nos prepararmos, por meio da penitência, para celebrar santamente a festa da Páscoa.</p>
<h5>500 - Qual o fim do jejum do Advento?</h5>
<p>O jejum do Advento foi instituído para nos dispor a celebrar santamente a festa do Natal</p>
<h5>501 - Para que foi instituído o jejum das Quatro Têmporas?</h5>
<p>O jejum das Quatro Têmporas foi instituído para consagrar cada uma das quatro estações do ano com a penitência de alguns dias; para pedir a Deus a conservação dos frutos da terra; para Lhe dar graças pelos frutos já concedidos, e para Lhe pedir que dê à sua Igreja santos ministros, que são ordenados nos sábados das Quatro Têmporas.</p>
<h5>502 - Para que foi instituído o jejum das vigílias?</h5>
<p>O jejum das vigílias foi instituído a fim de nos prepararmos para celebrar santamente as festas principais.</p>
<h5>503 - Que nos proíbe a Santa Igreja nos dias de jejum e abstinência?</h5>
<p>Quando a pessoa não está legitimamente dispensada, deve no dia de jejum e abstinência tornar uma só refeição plena, podendo fazer duas outras pequenas, uma pela manhã e outra à tarde, que evite grave dano, como, por exemplo, uma forte dor de cabeça. Nos dias de abstinência, proíbe o uso da carne e do caldo de carne.</p>
<h5>504 - Por que a Igreja quer que nos abstenhamos de comer carne a sexta-feira?</h5>
<p>A fim de que façamos penitência todas as semanas, e sobretudo à sexta-feira, em honra da Paixão de Jesus Cristo.</p>
<h4>6º - Do quinto preceito da Igreja</h4>
<h5>505 - Como se observa o quinto preceito da Igreja: pagar dízimos segundo o costume?</h5>
<p>Observa-se o quinto preceito: pagar dízimos segundo o costume, pagando aquelas ofertas ou contribuições, que foram estabelecidas, para reconhecer o supremo domínio que Deus tem sobre todas as coisas, e para sustentar os ministros do altar.</p>
<h3 class="text-center">V - <em>Dos deveres particulares do próprio estado e dos conselhos evangélicos</em></h3>
<h4>1º - Dos deveres do próprio estado</h4>
<h5>506 - Que vêm a ser os deveres do próprio estado?</h5>
<p>Por deveres do próprio estado entendem-se aquelas obrigações particulares que cada um tem por causa do seu estado, da sua condição e da situação em que se acha.</p>
<h5>507 - Quem impôs aos diversos estados os seus deveres particulares?</h5>
<p>Foi o mesmo Deus que impôs aos diversos estados os deveres particulares, porque estes derivam dos seus divinos Mandamentos.</p>
<h5>508 - Explicai-me com algum exemplo como os deveres particulares derivam dos Dez </h5>
<p>Mandamentos No quarto Mandamento, sob o nome de pai e mãe, entendem-se também todos osnossos superiores; assim deste Mandamento derivam todos os deveres de obediência, de amor e de respeito dos inferiores para com os seus superiores e todososdeveresde vigilância que têm os superiores sobre os seus inferiores.</p>
<h5>509 - De que Mandamentos derivam os deveres dos operários, dos comerciantes, dos administradores de bens alheios e outros semelhantes?</h5>
<p>Os deveres de fidelidade, de sinceridade, de justiça, de eqüidade, que eles têm, derivam do sétimo, do oitavo e do décimo Mandamento, que proíbem toda a fraude, injustiça, negligência e duplicidade.</p>
<h5>510 - De que Mandamento derivam os deveres das pessoas consagradas a Deus?</h5>
<p>Os deveres das pessoas consagradas a Deus derivam do segundo Mandamento, que manda cumprir os votos e as promessas feitas a Deus; visto como essas pessoas se obrigaram por esta forma à observância de todos ou de alguns conselhos evangélicos.</p>
<h4>2º - Dos conselhos evangélicos</h4>
<h5>511 - Que são os conselhos evangélicos?</h5>
<p>Os conselhos evangélicos são alguns meios sugeridos por Jesus Cristo no santo Evangelho, para chegar à perfeição cristã.</p>
<h5>512 - Quais são os conselhos evangélicos?</h5>
<p>Os conselhos evangélicos são: pobreza voluntária, castidade perpétua e obediência inteira, ein tudo o que não seja pecado.</p>
<h5>513 - Para que servem os conselhos evangélicos?</h5>
<p>Os conselhos evangélicos servem para facilitar a observância dos Mandamentos e para assegurar melhor a salvação eterna.</p>
<h5>514 - Por que os conselhos evangélicos facilitam a observância dos Mandamentos?</h5>
<p>Os conselhos evangélicos facilitam a observância dos Mandamentos, porque nos ajudam a desapegar o coração do amor dos bens terrenos, dos prazeres e das honras, e assim nos afastam do pecado.</p>
<h2 class="text-center">Quarta Parte
<em>Dos Sacramentos</em></h2>
<h3 class="text-center">I - <em>Dos Sacramentos em geral</em></h3>
<h4>1º - Natureza dos Sacramentos</h4>
<h5>515 - De que trata a quarta parte da Doutrina Cristã?</h5>
<p>A quarta parte da Doutrina Cristã trata dos Sacramentos.</p>
<h5>516 - Que se entende pela palavra Sacramento?</h5>
<p>Pela palavra Sacramento entende-se um sinal sensível e eficaz da graça, instituído por Jesus Cristo, para santificar as nossas almas.</p>
<h5>517 - Por que chamais aos Sacramentos sinais sensíveis e eficazes da graça?</h5>
<p>Chamo aos Sacramentos sinais sensíveis e eficazes da graça, porque todos os Sacramentos significam, por meio de coisas sensíveis, a graça divina que eles produzem na nossa alma.</p>
<h5>518 - Explicai com um exemplo como os Sacramentos são sinais sensíveis e eficazes da graça. </h5>
<p>No Batismo, o ato de derramar a água sobre cabeça da pessoa, e aspalavras: Eu te batizo, isto é, eu te lavo, em nome do Padre e do Filho e do Espírito Santo, são um sinal sensível do que o Batismo opera na alma; porque assim como a água lava o corpo, assim a graça, dada pelo Batismo, purifica a alma, do pecado.</p>
<h5>519 - Quantos e quais são os Sacramentos?</h5>
<p>Os Sacramentos são sete, a saber: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Extrema-Unção, Ordem e Matrimônio.</p>
<h5>520 - Quantas coisas se requerem para fazer um Sacramento?</h5>
<p>Para fazer um Sacramento requerem-se a matéria, a forma, e o ministro, que tenha intenção de fazer o que faz a Igreja.</p>
<h5>521 - Que é a matéria dos Sacramentos?</h5>
<p>A matéria dosSacramentos é a coisa sensível que se emprega para os fazer; como, por exemplo, a água natural no Batismo, o óleo e o bálsamo na Confirmação.</p>
<h5>522 - Que é a forma dos Sacramentos?</h5>
<p>A forma dos Sacramentos são as palavras que se proferem para os fazer.</p>
<h5>523 - Quem é o ministro dos Sacramentos?</h5>
<p>O ministro dos Sacramentos é a pessoa que faz ou confere os Sacramentos.</p>
<h4>2º - Do efeito principal dos Sacramentos, que é a graça</h4>
<h5>524 - Que é a graça?</h5>
<p>A graça de Deus é um dom interior, sobrenatural, que nos é dado sem merecimento algum da nossa parte, mas pelos merecimentos de Jesus Cristo, ein ordem à vida eterna.</p>
<h5>525 - Como se divide a graça?</h5>
<p>Divide-se a graça em: graça santificante, que se chama também habitual; e graça atual.</p>
<h5>526 - Que é a graça santificante?</h5>
<p>A graça santificante é um dom sobrenatural, inerente à nossa alma, que nos faz justos, filhos adotivos de Deus e herdeiros do Paraíso.</p>
<h5>527 - Quantas espécies há de graça santificante?</h5>
<p>Há duas espécies de graça santificante: graça primeira, e graça segunda.</p>
<h5>528 - Que é a graça primeira?</h5>
<p>A graça primeira é aquela pela qual o homem passa do estado de pecado rnortal ao estado de justiça, de amizade com Deus.</p>
<h5>529 - E que é a graça segunda?</h5>
<p>A graça segunda é um aumento da graça primeira.</p>
<h5>530 - Que é a graça atual?</h5>
<p>A graça atual é um dom sobrenatural que ilumina nossa inteligência, move e fortalece a nossa vontade, a fim de que pratiquemos o bem e evitemos o mal.</p>
<h5>531 - Podemos nós resistir à graça de Deus?</h5>
<p>Sim, podemos resistir à graça de Deus, porque ela não destroi o nosso livre arbítrio.</p>
<h5>532 - Com as nossas forças, podemos nós fazer alguma coisa que nos seja útil para a vida eterna?</h5>
<p>Sem o auxílio da graça de Deus, só com as nossas forças, não podemos fazer nada que nos seja útil para a vida eterna.</p>
<h5>533 - Como nos comunica Deus a graça?</h5>
<p>Deus nos comunica a graça principalmente por meio dos santos Sacramentos.</p>
<h5>534 - Além da graça santificante, conferem-nos os Sacramentos mais outra graça?</h5>
<p>Os Sacramentos, além da graça santificante, conferem também a graça sacramental.</p>
<h5>535 - Que é a graça sacramental?</h5>
<p>A graça sacramental consiste no direito que se adquire, recebendo qualquer Sacramento, de ter ein tempo oportuno as graças atuais necessárias, para cumprir as obrigações que derivam do Sacramento recebido. Assim, quando fomos batizados, recebemos o direi to a ter as graças necessárias as para vi vermos cristãmente.</p>
<h5>536 - Dão sempre os Sacramentos a graça a quem os recebe?</h5>
<p>Os Sacramentos dão sempre a graça, contanto que se recebam com as disposições necessárias.</p>
<h5>537 - Quem deu aos Sacramentos a virtude de conferir a graça?</h5>
<p>Foi Jesus Cristo que, por sua Paixão e Morte, deu aos Sacramentos a virtude de conferir a graça.</p>
<h5>538 - Quais são os Sacramentos que conferem a primeira graça santificante?</h5>
<p>Os Sacramentos que conferem a primeira graça santificante, que nos faz amigos de Deus, são dois: Batismo e Penitência.</p>
<h5>539 - Como se chamam, por este motivo, estes dois Sacramentos?</h5>
<p>Estes doisSacramentos, isto é, o Batismo e a Penitência, chamam-se por este motivo Sacramentos de mortos, porque são instituídos principalmente para restituir a vida da graça às almas mortas pelo pecado.</p>
<h5>540 - Quais são os Sacramentos que aumentam a graça em quem a possui?</