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ACRA
Home -> Self-Adaptive Systems -> Reference Models
A ideia dos sistemas autonômicos é que os administradores possam delegar para os próprios sistemas a capacidade de se gerenciar através da especificação de políticas, as quais estabelecem os tipos de decisões a serem tomadas e ações de adaptação que podem ser realizadas de forma automatizadas. Durante a execução, as ações de adaptação são selecionadas com base na situação do sistema e do seu ambiente. Para tanto, os sistemas autonômicos implementam um laço de controle que coleta dados acerca do próprio sistema e do ambiente, e os utiliza para decidir suas ações de gerenciamento.
Diferentes laços de controle podem ser utilizados na construção de sistemas autonômicos. Nesse contexto, a IBM propões uma arquitetura de referência baseada na elaboração de um laço de controle referenciado como MAPE-K. MAPE-K é um acrônimo para Monitor, Analyse, Plan, Execute and Knowledge, que representam as diferentes atividades relacionadas com o gerenciamento.
A monitoração tem como finalidade a construção de uma representação do sistema gerenciado e o seu contexto de execução. Esta representação pode ser mais ou menos sofisticada, dependendo da complexidade do sistema e do nível de gerenciamento desejado. Durante a monitoração, um sistema autonômico coleta informações a partir de um conjunto de sensores providos pelo próprio sistema e por seu ambiente. Normalmente a informação coletada diretamente dos sensores é de baixo nível e deve ser filtrada, transformada, e agregada de forma a viabilizar a construção de representações de mais alto nível.
A análise utiliza a representação construída e mantida pela monitoração para identificar eventuais problemas. Quando um problema é identificado, a análise deve indicar qual o estado esperado para o sistema diante do seu contexto atual. Em suma, a análise tem duas finalidades, identificar potenciais problemas decorrentes da evolução da aplicação e do seu ambiente, e, identificar um estado melhor para a aplicação dentro deste contexto.
Durante o planejamento, o sistema deve determinar uma sequência de ações corretivas, as quais devem ser executadas pela etapa de execução do laço de forma a conduzir o sistema para o estado esperado identificado durante a análise. Por fim, a execução compreende a realização do plano estabelecido através da utilização de um conjunto de efetuadores disponibilizados pelo sistema. Os sensores e efetuadores representam os pontos de contato entre o laço de controle e o sistema gerenciado.