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O Diretório CRP de Endereços Canônicos (DCRPec) foi inspirado no banco de dados oficial de endereços dos Países Baixos, conhecido como BAG. Nesse sistema, cada endereço é representado por uma identificação curta, chamada Nummeraanduiding, formada pelo código postal da rua e a numeração predial. No DCRPec, similarmente, adotamos o código postal brasileiro (CEP) e a numeração predial.
No DCRPec, os CEPs são convertidos em CRPs, nos quais os dois primeiros dígitos do CEP são substituídos pelo código da unidade federativa (UF), tornando a identificação mais fácil de interpretar. E, mais importante, os CRPs foram definidos no projeto git.AddressForAll.org/CRP como uma forma de contornar a insegurança jurídica criada pelos Correios para a publicação direta dos CEPs em plataformas abertas, como o GitHub. Dessa forma, o DCRPec pode ser publicado e distribuído de maneira totalmente aberta.
Historicamente o CEP evoluiu do CEP5 (CEP de 5 dígitos) para o CEP8, grafado com o hífen seguido de mais 3 dígitos. Essa distinção histórica deixou sua marca estatística da quantidade de CEPs disponíveis.
Se o CEP fosse um identificador serial, ou seja, se usasse cada um dos seus dígitos, diríamos que o aproveitamento é 100%. Por exemplo se existissem 99999 variações do CEP5, 100% deles estariam sendo usados.
Como o CEP é estruturado hierarquicamente, esse percentual é muito menor, pois em algumas partes da hierarquia há mais uso e em outras menos.