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Forger — da ideia ao deploy, um verbo só: executa o passo 0X

Forger

Plan > Vibes. Dezessete skills de Claude Code que levam o dev solo da ideia ao deploy — e auditam/melhoram projetos que já existem — aprendendo um comando só: executa o passo 0X.

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English version: README.en.md

Você fala a ideia do seu jeito — por voz, por fluxo de consciência, misturando o quê com o porquê. Do outro lado, em vez de um sim-senhor que sai codando o primeiro palpite, você ganha um engenheiro: ele escolhe e explica o stack, deixa o projeto bonito de saída, mapeia as chaves que você vai precisar, e monta uma lista numerada de passos. A partir daí, o único comando que você precisa decorar é "executa o passo 01". É o anti-vibe-coding: a ideia continua sendo sua, a disciplina vem de graça — e o que sai no fim é uma V1 completa e funcional, não um MVP pela metade.

O que mudou no v3

O Forger já cobria a disciplina de engenharia de UMA feature (brainstorm → plano → execução → ship). Era ótimo para quem já sabia o que estava fazendo.

O v3 envelopa isso numa camada de onboarding para quem está começando. Você não precisa mais saber por onde começar: o /dev-start pega sua ideia bruta e, mostrando o que está montando a cada etapa, deixa pronto o stack escolhido, o projeto estético, o mapa das chaves e um ROADMAP.md numerado. Depois é só pedir o próximo passo. Quando faltar uma chave de API, o sistema para e te dá o link exato — nunca avança quebrado.

São duas camadas: a de onboarding (do zero ao roadmap) por cima, e o ciclo de engenharia do v2 por baixo. Cada "passo" do roadmap aciona o ciclo certo automaticamente.

As duas camadas

flowchart TB
    subgraph ON["Camada 1 — Onboarding (do zero ao roadmap)"]
        START["/dev-start"] --> STACK["/dev-stack<br/>STACK.md"]
        STACK --> DESIGN["/dev-design<br/>DESIGN.md"]
        DESIGN --> SETUP["/dev-setup<br/>.env.example + SETUP.md"]
        SETUP --> ROADMAP["/dev-roadmap<br/>ROADMAP.md numerado"]
    end
    ROADMAP ==> VERB(["você diz: <b>executa o passo 0X</b>"])
    VERB ==> NEXT["/dev-next<br/>roda o gate, executa, marca [x]"]
    subgraph CY["Camada 2 — Ciclo de engenharia (por baixo, por passo)"]
        CTX["/dev-context"] --> BS["/dev-brainstorm"]
        BS --> PL["/dev-plan"]
        PL --> CD["/dev-coding"]
        CD --> SH["/dev-ship"]
        FIX["/dev-fix"] -.-> CD
    end
    NEXT ==> CY
    NEXT -.-> STATUS["/dev-status<br/>painel a qualquer hora"]
Loading

Fallback (pra quem não renderiza mermaid):

Camada 1 — ONBOARDING (do zero ao roadmap)
  /dev-start ─┬─▶ /dev-stack   → STACK.md          (que infra? por quê?)
              ├─▶ /dev-design  → DESIGN.md         (bonito de saída)
              ├─▶ /dev-setup   → .env.example + SETUP.md (que chaves?)
              └─▶ /dev-roadmap → ROADMAP.md        (a lista numerada)

            ↓  você aprende UM verbo:
            ╔═══════════════════════════╗
            ║   executa o passo 0X      ║  →  /dev-next
            ╚═══════════════════════════╝
                 │  roda o gate (falta chave? PARA e dá o link)
                 │  delega ao ciclo abaixo, marca [x], imprime o próximo
                 ▼
Camada 2 — CICLO (por baixo, em cada passo)
  /dev-context → /dev-brainstorm → /dev-plan → /dev-coding → /dev-ship
                                                   ↑
                                              /dev-fix (bug, a qualquer hora)

  /dev-status  →  a qualquer momento: o que está pronto, com erro, e a qualidade

A camada de cima é onde o iniciante entra. A de baixo é a disciplina herdada do v2 — você não precisa chamá-la na mão: cada passo do roadmap aciona a skill certa por você.

Para quem está começando

Nunca programou? Esse é o caminho feliz. Você só toma uma decisão por vez e nada acontece em silêncio.

  1. /dev-start — fala sua ideia uma vez ("quero um site que vende meus quadros", "um app de lista de tarefas"). O Forger devolve em poucas linhas o que entendeu, confirma com você, e então monta tudo: escolhe a infra e explica o porquê, deixa a aparência pronta, mapeia as chaves, e escreve o ROADMAP.md — a lista numerada de passos do seu projeto. No fim, ele te diz a única frase que você precisa decorar:

    Agora é só pedir: executa o passo 01.

  2. "executa o passo 01" — o Forger faz o passo, marca como concluído ✅ no roadmap, registra o que mudou, e te avisa o próximo: "próximo: executa o passo 02". Você repete. Esse é o ritmo do projeto inteiro.

  3. Os gates te protegem. Se um passo precisa de uma chave que você ainda não pegou (a chave do banco de dados, a do pagamento), o Forger não tenta adivinhar e não quebra: ele para e te entrega o link exato de onde pegar a chave, em texto mastigado. Você resolve, pede o passo de novo, e segue.

  4. /dev-status quando quiser saber onde está. A qualquer momento, esse comando mostra um painel honesto: quanto do projeto já andou, o que tem erro, a qualidade de cada parte e qual o próximo passo. Tudo lido de arquivos reais — nada de número inventado. Perdido sobre o que fazer? /dev-help mostra o mapa de comandos.

É isso. Um verbo ("executa o passo 0X"), um painel (/dev-status) e gates que te seguram quando falta algo. Você não precisa entender git, deploy ou variável de ambiente para começar — o Forger explica cada peça quando ela aparece.

As 17 skills

Duas camadas, mais a referência. Iniciante começa por /dev-start; usuário avançado chama as skills direto.

Onboarding — do zero ao ROADMAP.md

Skill Quando O que entrega
/dev-start Tenho uma ideia e não sei por onde começar A porta de entrada guiada. Espelha a ideia, encadeia stack → design → setup → roadmap mostrando o que monta em cada etapa, e termina dizendo "executa o passo 01". Orquestra as outras — não reimplementa.
/dev-stack Que infra eu uso? Que banco? É grátis? Advisor de stack/conectores: infere o arquétipo, recomenda o default + o porquê em 1 linha, oferece 1 alternativa, avisa os gotchas de free-tier e linka a pricing oficial. Escreve STACK.md (um ADR).
/dev-design Quero que já saia bonito, sem cara de template Estética instantânea. No arquétipo web, scaffolda Tailwind v4 + shadcn/ui + um tema tweakcn. Lê o BRIEF.md pro tom, escreve DESIGN.md e emite os comandos de scaffold.
/dev-setup O projeto pede uma chave e eu não sei de onde tirar Lê o STACK.md + varre o código e gera um .env.example anotado (o que é cada var, onde pegar, obrigatória ou não) e um SETUP.md (checklist com o link exato de cada chave). Garante o .gitignore.
/dev-roadmap Quero a lista de passos do projeto Transforma ideia/CONTEXT.md/BRIEF.md na lista numerada: ROADMAP.md na raiz + um .plans/steps/0X-*.md por passo. Cada passo é uma fatia demoável, com objetivo, gates e dependências.
/dev-next "executa o passo 0X" O motor de execução. Resolve o próximo passo (ou um nomeado), roda os gates primeiro (falta chave? para e dá o link), delega ao ciclo, marca [x] no roadmap, registra o progresso e imprime o próximo passo.
/dev-status Como está o projeto? O que falta? Painel derivado de arquivo real: % de progresso, qualidade por parte (build/test/lint/security ✅/⚠️/❌), erros, blockers e o próximo passo. Escreve .forge/STATUS.md. Modo jornada = resumo narrativo motivacional.
/dev-ops Configura o GitHub / não quero entender git Git/GitHub no automático: scaffolda .github/* (CI, dependabot, templates de PR/issue), escreve um GITHUB.md que explica tudo pra leigo, define o timing de testes no TESTING.md e oferece (opt-in) hooks de auto-commit e limpeza de worktree.

Auditar um projeto que já existe

Skill Quando O que entrega
/dev-audit Já tenho um projeto (não nasceu no Forger) e quero saber o estado dele Auditoria read-only: pontua config, arquitetura, segurança, saúde de deps, testes, DX, performance e UI/UX (✅/⚠️/❌/⏭️, com evidência arquivo:linha), escreve .forge/AUDIT-<data>.md e semeia o .forge/BACKLOG.md com itens gated e verificáveis. Não toca no código.

O .forge/BACKLOG.md é a fila de trabalho não-planejado (bugs, dívida, ideias, achados de auditoria). O /dev-next consome dela quando o ROADMAP.md acaba ou empaca — com um seletor determinístico que para no gate se faltar chave.

Avançar vários de uma vez (com coleira)

Skill Quando O que entrega
/dev-loop Quero que o Forger avance N passos/itens sem eu confirmar um a um Runner gated: avança o ROADMAP/BACKLOG numa branch isolada, parando em toda frontier (GATE/CHECKPOINT/RED) e nos caps (iteração, custo, no-progress), com verificação mecânica autoritativa por iteração. Níveis em .forge/AUTONOMY.md: suggest · step (default) · supervised · headless (runners scripts/loop.ps1/loop.sh).

Não é "autonomia solta". Subir o nível só aumenta o lote entre gates — nenhum gate some, e o merge da branch do loop é sempre decisão sua. A lei: AUTONOMIA = f(VERIFICAÇÃO).

Ciclo — a disciplina de engenharia de uma feature (herdado do v2)

Skill Quando O que entrega
/dev-context Começo de projeto, ou a arquitetura mudou CONTEXT.md na raiz: one-liner, mapa de arquitetura, glossário canônico, convenções, invariantes ("nunca faça X") e comandos. A memória de vocabulário que as outras skills citam.
/dev-brainstorm Ideia bruta, falada, difusa Espelho de entendimento → triagem S/M/L → grilling 1-pergunta-por-vez com recomendação inline → explora o codebase em silêncio → BRIEF.md ao vivo → fecha com Risk Radar.
/dev-plan BRIEF fechado PLAN.md atômico: vertical slices, acceptance verificável, effort + rollback por task, pontos de /clear, Must-Haves + demo script. Sem código no plano — auto-suficiente para retomar após reset.
/dev-coding PLAN.md pronto Executa task a task: lê read_first, mostra progresso X/N, guarda de escopo, protocolo de drift, TDD tracer-bullet, commits atômicos [task-XX].
/dev-fix Bug, a qualquer momento Triagem trivial/real/arquitetural → modo rápido ou loop disciplinado (feedback loop → reproduz → hipóteses falsificáveis → 1 probe por hipótese → fix + regressão → cleanup).
/dev-ship Última task feita, ou "tá pronto?" Verificação goal-backward: suite + Must-Haves + demo script + revisão de diff (restos, bugs) + lente de segurança + SUMMARY.md + arquiva o plano. Pronto vira estado verificado, não sensação.

Referência

Skill Quando O que entrega
/dev-help Me perdi / qual skill uso agora? Mapa de comandos do v3 — as duas camadas, qual skill usar em cada momento, o que entrega e onde ficam os outputs. One-shot: exibe e sai, não vira modo.

Infra e conectores (o advisor do /dev-stack)

O iniciante trava na infra: banco? auth? onde faz deploy? é grátis? O /dev-stack responde com recomendação opinativa + o porquê em 1 linha + 1 alternativa, avisa as armadilhas de free-tier, e linka a página oficial de pricing — nunca crava um preço ou limite (eles mudam rápido). Tudo vira um STACK.md que o /dev-setup e o /dev-design leem.

Seu projeto é… Default recomendado Alternativa
Site estático / SPA Cloudflare Pages (ou Vercel se Next.js) Netlify
Web app full-stack (auth + banco) — o caso comum Vercel + Supabase Vercel + Neon + Clerk
API / backend Render Railway
Jobs / cron / workflows longos Trigger.dev Inngest
App de IA (chat / RAG) Vercel + Anthropic API + Supabase (pgvector) Neon (pgvector) + OpenAI
App realtime (presença / colaboração) Supabase Realtime Cloudflare Workers + Durable Objects

Sobre preço: o /dev-stack e o /dev-setup nunca cravam um valor ou limite de free-tier — eles linkam a pricing oficial de cada serviço, porque esses números mudam toda hora. O que você lê aqui é a escolha; o preço você confere na fonte.

Estética de saída (/dev-design)

O diferencial do v3 é o projeto já nascer com aparência desenhada, não com o cinza-genérico de bootstrap. Para o arquétipo web (o padrão), o /dev-design recomenda e scaffolda o combo Tailwind v4 + shadcn/ui + um tema tweakcn (daisyUI como atalho mais rápido; Tremor para dashboards). Ele lê o BRIEF.md para pegar o tom certo, escreve o DESIGN.md (tokens, componentes instalados, convenções de nome) e emite os comandos de scaffold como um passo do roadmap. Para arquétipos não-web, degrada com elegância. As versões das libs você confere na hora — mudam rápido.

Git/GitHub no automático (/dev-ops)

O iniciante não quer saber o que é branch, PR ou CI. Quer que o código suba seguro, que o robô rode os testes e que ninguém quebre a main sem aviso. O /dev-ops scaffolda os arquivos que fazem isso — .github/workflows/ci.yml (lint + typecheck + unit), dependabot.yml, templates de PR e de issue — e escreve um GITHUB.md que explica em um parágrafo cada: o que é Actions, PR, CI, issue, branch. Define o timing de testes no TESTING.md (lint on-save, unit on-push, e2e só em PR-pra-main / nightly), abre PR via gh pr create --fill, e oferece (nunca impõe) hooks opt-in de auto-commit e limpeza de worktree. Nada escreve no histórico sem você ligar explicitamente — nunca um push silencioso para main.

Instalação

Três formas. Detalhe completo em INSTALL.md.

1. Plugin do Claude Code (recomendado) — instala via marketplace, sem clonar nada:

/plugin marketplace add Marcelover777/forger
/plugin install forger@forger

Pelo plugin, as skills aparecem namespaced: /forger:dev-start, /forger:dev-next, etc. Os comandos puros (/dev-start, …) valem para os métodos de script e manual abaixo.

2. Script (macOS / Linux / Windows):

# macOS / Linux
curl -fsSL https://raw.githubusercontent.com/Marcelover777/forger/main/install.sh | bash
# Windows (PowerShell)
irm https://raw.githubusercontent.com/Marcelover777/forger/main/install.ps1 | iex

3. Manual — copie a pasta skills/ para onde o Claude Code lê suas skills (.claude/skills/ por projeto ou ~/.claude/skills/ global). Passos por sistema em INSTALL.md.

O que tem dentro

  • 17 skills em duas portas + um runner — onboarding (dev-start, dev-stack, dev-design, dev-setup, dev-roadmap, dev-next, dev-status, dev-ops), auditoria (dev-audit) de projeto existente, avanço-automático gated (dev-loop) e o ciclo de engenharia (dev-context, dev-brainstorm, dev-plan, dev-coding, dev-fix, dev-ship), mais a referência dev-help.
  • Memória file-based.forge/PROGRESS.md (journal do que andou) e .forge/STATUS.md (painel), sem worker, sem banco, sem porta: só Markdown que renderiza no GitHub.
  • Artefatos por projetoROADMAP.md + .plans/steps/0X-*.md, STACK.md, DESIGN.md, SETUP.md + .env.example, GITHUB.md, CONTEXT.md, e por feature .plans/<feature>/{BRIEF,PLAN,SUMMARY}.md.
  • Plugin + installer cross-platforminstall.sh e install.ps1 para quem prefere script.
  • Auto-validação em CIscripts/validate.mjs checa frontmatter das skills, manifests e docs a cada push. A suíte que prega critério verificável valida a si mesma.

Um princípio guia tudo: o espelho de entendimento do brainstorm devolve em 3 bullets o que entendeu antes de planejar — mata 80% dos desentendimentos no turn 1.

Créditos

Construído sobre o solodev de calneymgp (3 skills v1), estendido para o ciclo completo no v2 e envelopado na camada de onboarding no v3. Créditos ao original preservados.

Distilado de: Matt Pocock — skills, OpenSpec, get-shit-done, everything-claude-code, e as regras anti-LLM de Karpathy.

MIT — ver LICENSE.

About

Forger — 17 skills de Claude Code (PT-BR): da ideia ao deploy E auditoria/melhoria de projetos existentes, com fila .forge/BACKLOG.md e runner gated. Um verbo só: executa o passo 0X.

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