O Microsoft Azure oferece uma série de benefícios ao utilizar a nuvem, proporcionando flexibilidade, escalabilidade e confiabilidade. Um dos aspectos mais importantes a serem considerados ao usar a nuvem é o Acordo de Nível de Serviço (SLA, Service Level Agreement), que define a disponibilidade garantida para os serviços.
O SLA é um contrato formal que especifica a garantia de tempo de atividade de um serviço ou recurso no Azure. O tempo de atividade refere-se ao percentual de tempo que o serviço estará disponível para uso. O Azure oferece SLAs variados para diferentes serviços, com percentuais que podem chegar a 99,99% de disponibilidade. Com essa garantia, as empresas podem planejar melhor suas operações e minimizar o impacto de possíveis interrupções. Vale lembrar que quatos mais 9 após a virgula, menos tempo o serviço poderá permanecer indisponível, e isso não quer dizer que ele irá constatemente permanecer indisponível por esse tempo.
Em geral, as empresas podem adotar as seguintes diretrizes:
- Crítico para o negócio: Para serviços que não podem ficar fora do ar, como sites de e-commerce ou sistemas bancários, recomenda-se um SLA de 99,99% ou mais.
- Serviços intermediários: Para serviços importantes, mas que toleram um pequeno tempo de inatividade, um SLA de 99,95% pode ser adequado.
- Serviços de baixa criticidade: Para serviços internos ou de baixa utilização, um SLA de 99,9% pode ser suficiente.
No Azure, a escolha do SLA geralmente envolve a escolha correta de recursos, como redundância, disponibilidade geográfica e tipos de infraestrutura.
Durante a criação de uma Máquina Virtual no Azure, diversos fatores podem impactar o SLA final do serviço. Os principais recursos que afetam o SLA incluem:
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Regiões de Disponibilidade (Availability Zones): Ao configurar sua VM em mais de uma zona de disponibilidade, o Azure pode garantir uma maior disponibilidade. O uso de múltiplas zonas pode elevar o SLA para 99,99%, uma vez que as VMs estarão protegidas contra falhas de datacenter.
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Conjuntos de Disponibilidade (Availability Sets): As VMs agrupadas em conjuntos de disponibilidade garantem que, em caso de manutenção ou falha, o impacto seja minimizado, mantendo o SLA em um nível alto.
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Discos Gerenciados (Managed Disks): O uso de discos gerenciados pelo Azure, como discos premium SSD, garante uma maior taxa de disponibilidade. Discos premium oferecem maior desempenho e resiliência contra falhas em comparação aos discos padrão.
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Backup e Recuperação de Desastres (Backup and Disaster Recovery): Implementar uma estratégia de backup e recuperação de desastres aumenta a proteção contra perda de dados e reduz o tempo de inatividade, mas pode também elevar o custo.
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Escalabilidade Automática (Auto-Scaling): Ao configurar grupos de máquinas virtuais com escalabilidade automática, você pode garantir que sua aplicação mantenha o desempenho em picos de utilização e tenha maior resiliência em caso de falhas.
Antes de criar uma Máquina Virtual (VM) na Azure, é necessário configurar alguns recursos de suporte para garantir que a VM funcione corretamente. Esses recursos fornecem infraestrutura, conectividade e segurança para a VM.
- Criar o Grupo de Recursos: Um contêiner lógico que agrupa todos os recursos associados à VM.
- Criar a VNet e Sub-rede: A rede virtual e a sub-rede onde a VM será implantada.
- Configurar o NSG: Definir regras de firewall para controlar o tráfego.
- Associar ou Criar Endereço IP Público (opcional): Para acesso remoto à VM.
- Criar o Disco do Sistema Operacional: Necessário para a inicialização da VM.
- Configurar Identidade Gerenciada (opcional): Para controle de acesso seguro a outros serviços da Azure.
Esses são os recursos essenciais que precisam ser configurados antes de criar uma VM na Azure.
- Passo: No menu à esquerda, clique em Criar um recurso.
- Descrição: O Azure oferece uma vasta gama de recursos, como VMs, redes, armazenamento e muito mais.
- Passo: No campo de busca ou em Computação, selecione Máquina Virtual.
- Descrição: Isso abrirá o assistente de criação de VMs, onde você poderá configurar os detalhes da sua VM.
- Passo: No primeiro passo do assistente, preencha as seguintes informações:
- Assinatura: Selecione a assinatura de Azure que será usada.
- Grupo de Recursos: Crie um novo ou selecione um grupo de recursos existente.
- Nome da VM: Defina um nome para a sua máquina virtual.
- Região: Escolha a região onde a VM será hospedada (ex.: East US, West Europe).
- Imagem: Escolha o sistema operacional da VM (ex.: Ubuntu, Windows Server).
- Tamanho: Escolha o tamanho da VM (número de CPUs, memória). Use "Ver todos os tamanhos" para mais opções.
- Usuário de Admin: Defina o nome de usuário e senha (ou chave SSH) para acessar a VM.
- Passo: Na aba Discos, configure o disco da VM:
- Disco do SO: Escolha o tipo de disco para o sistema operacional (SSD premium, SSD padrão ou HDD).
- Discos de Dados: Opcionalmente, anexe discos adicionais para armazenar dados.
- Passo: Na aba Rede, configure os parâmetros de rede:
- Rede Virtual: Crie ou selecione uma rede virtual (VNet).
- Sub-rede: Selecione ou crie uma sub-rede dentro da VNet.
- Endereço IP Público: Se precisar acessar a VM pela internet, selecione Sim para configurar um IP público.
- Grupo de Segurança de Rede (NSG): Escolha Básico e permita as portas necessárias, como 22 para SSH (Linux) ou 3389 para RDP (Windows).
- Passo: Na aba Gerenciamento, ajuste opções como:
- Monitoramento: Habilite ou desabilite o diagnóstico de inicialização e monitoramento do sistema.
- Identidade Gerenciada: Se a VM precisar acessar outros serviços da Azure, habilite a identidade gerenciada.
- Passo: Clique em Revisar + Criar.
- Descrição: O Azure validará as configurações. Se tudo estiver correto, você verá uma tela de resumo.
- Ação: Clique em Criar para iniciar a implantação da VM.
- Passo: Acompanhe o progresso da criação da VM na tela de Notificações ou na página do Grupo de Recursos.
- Descrição: A implantação pode levar alguns minutos. Uma vez concluída, a VM estará pronta para ser usada.
- Passo: Após a criação, acesse a VM da seguinte maneira:
- Linux: Use um cliente SSH para conectar à VM (com o endereço IP público ou DNS público).
- Windows: Use o Remote Desktop Protocol (RDP) para se conectar à VM.