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Windows Server
Documentação de referência sobre Windows Server, Active Directory, RAID, GPO e muito mais — com explicações detalhadas de cada conceito e etapa.
- O que é Windows Server
- Versões do Windows Server
- Instalação do Windows Server
- Configuração de Rede (NIC Teaming)
- RAID — RAID 1 e RAID 5
- Rede Cliente-Servidor e Active Directory
- Instalação do Active Directory
- Instalação e Configuração do DHCP
- Usuários, Grupos e Permissões de Pasta
- Script de Logon e Mapeamento de Rede
- Pasta Base (HOME)
- GPO — Group Policy Objects
- Web Server — IIS
O Windows Server é um sistema operacional da Microsoft criado especialmente para gerenciar redes, usuários e serviços dentro de empresas. Diferente do Windows comum (voltado para o uso pessoal), o Windows Server oferece:
- Gerenciamento centralizado de usuários e computadores
- Compartilhamento seguro de arquivos e impressoras
- Serviços de rede como DNS e DHCP
- Políticas de segurança para toda a rede
- Alta disponibilidade para aplicações críticas
| Versão | Indicado para | Características |
|---|---|---|
| Standard | Pequenas e médias empresas | Recursos essenciais; suporta virtualização com limitações (até 2 VMs por licença) |
| Datacenter | Grandes empresas e data centers | Todos os recursos; virtualização ilimitada; ideal para ambientes com muitas VMs |
💡 Para o curso e laboratório, usamos a versão Datacenter com Experiência de Área de Trabalho (interface gráfica), que é mais intuitiva para aprendizado.
- Iniciar a instalação pelo arquivo ISO
- Escolher idioma, formato de hora e teclado
- Avançar normalmente Na escolha da edição, selecione:
Windows Server Datacenter (Experiência de Área de Trabalho)
💡 A opção "Experiência de Área de Trabalho" inclui interface gráfica. A opção "Core" é só linha de comando — mais leve, mas exige mais conhecimento.
O NIC Teaming (agrupamento de placas de rede) une duas ou mais interfaces de rede em uma só lógica, trazendo dois benefícios principais:
- Redundância: se uma placa falhar, a outra assume automaticamente
- Aumento de banda: as placas trabalham juntas, somando a velocidade
Gerenciador do Servidor → Servidor Local
Em "Agrupamento NIC", clique em: Desabilitado
Clique em: Tarefas → Nova Equipe
Defina um nome (ex: NICgabrielbispo)
Selecione as placas de rede disponíveis
| Configuração | Valor recomendado | Por quê |
|---|---|---|
| Modo de agrupamento | Alternar independente | Funciona sem configuração especial no switch |
| Balanceamento de carga | Dinâmico | Distribui o tráfego automaticamente entre as placas |
| Adaptador em espera | Nenhum (todos ativos) | Todas as placas trabalham ao mesmo tempo |
| Interface primária | Padrão | Deixa o sistema escolher a principal |
O RAID (Redundant Array of Independent Disks) usa vários discos físicos para melhorar a segurança e/ou o desempenho do armazenamento. Em caso de falha de hardware, os dados podem ser recuperados.
⚠️ RAID não substitui backup. RAID protege contra falha de disco, mas não contra exclusão acidental, vírus ou falha do servidor inteiro.
- Mínimo de 2 discos
- Cada disco é uma cópia exata do outro em tempo real
- Se um disco falhar, o outro continua funcionando normalmente
- Desvantagem: você usa 50% da capacidade total (ex: 2 HDs de 1TB = apenas 1TB disponível)
Botão direito no menu Iniciar → Gerenciamento de Disco
Inicializar os discos novos — escolha o tipo de tabela de partição:
| Tipo | Limite de capacidade | Recomendação |
|---|---|---|
| MBR | Até 2 TB por disco | Sistemas mais antigos |
| GPT | Sem limite prático (suporta até 9,4 ZB) | ✅ Recomendado para servidores modernos |
Botão direito no disco → Novo volume espelhado
(Se a opção não aparecer: clique com botão direito → Converter em Disco Dinâmico)
→ Adicione o segundo disco → Avance → Formate → Concluir
Gerenciamento de Disco
→ Clique no volume espelhado com falha
→ Remover espelho
→ Escolha o disco com problema para removê-lo
Clique no disco que ainda está ativo
→ Adicionar espelho
→ Escolha o novo disco inserido
→ Confirme — o Windows inicia a sincronização automaticamente
💡 Durante a sincronização o sistema continua funcionando normalmente, mas pode ficar mais lento.
- Mínimo de 3 discos
- Os dados e a informação de paridade são distribuídos entre todos os discos
- Se 1 disco falhar, os dados são reconstruídos automaticamente usando a paridade
- Vantagem: melhor aproveitamento de espaço que o RAID 1 (perde apenas 1 disco de capacidade)
- Desvantagem: se 2 discos falharem ao mesmo tempo, os dados são perdidos
💡 Exemplo: 3 HDs de 1TB em RAID 5 = 2TB utilizáveis (1TB "perdido" para paridade).
Gerenciamento de Disco
→ Botão direito em um disco dinâmico
→ Novo volume RAID-5
→ Adicione pelo menos 3 discos
→ Avance → Formate → Concluir
O sistema continua funcionando com os dados acessíveis, mas fica vulnerável — uma segunda falha causaria perda total. Substitua o disco com urgência.
Gerenciamento de Disco
→ Clique no volume RAID com falha
→ Reparar volume
→ Escolha o novo disco para substituição
→ Confirme — o Windows reconstrói a paridade automaticamente
Em uma rede cliente-servidor, existe um servidor central que autentica, controla e gerencia todos os usuários e computadores. Sem o servidor, os usuários não conseguem fazer login.
O Active Directory é o serviço da Microsoft que implementa esse modelo. Ao instalá-lo, o servidor vira um Controlador de Domínio (Domain Controller — DC).
O que o AD permite fazer:
- Criar e gerenciar usuários com uma única senha para toda a rede
- Definir permissões de acesso a pastas e recursos
- Aplicar políticas de segurança (GPOs) para todos os computadores
- Organizar usuários em grupos e departamentos
gabrielbispo.tec → domínio raiz (matriz)
├── sp.gabrielbispo.tec → subdomínio (filial SP)
└── sc.gabrielbispo.tec → subdomínio (filial SC)
Essa hierarquia é chamada de árvore de domínio. Várias árvores juntas formam uma floresta.
Controlador de domínio somente leitura — contém uma cópia do AD, mas não pode fazer alterações. Indicado para filiais com menor segurança física, onde o risco de comprometimento do servidor é maior.
- ✅ Nome do servidor definido e limpo (sem Ç, acentos, traços ou pontos)
- ✅ IP fixo configurado no servidor
- ✅ Espaço em disco disponível
- ✅ DNS (instalado automaticamente junto com o AD)
⚠️ ATENÇÃO: O nome do servidor é definitivo após a instalação do AD. Use apenas letras e números — ex:SRV-GABRIELouSRVDC01.
Gerenciador do Servidor
→ Gerenciar → Adicionar funções e recursos
→ Avançar até a seleção de funções
→ Marcar: Serviços de Domínio Active Directory (AD DS)
→ Clique em Adicionar recursos (quando solicitado)
→ Avançar até Instalar
Após a instalação, aparecerá um aviso amarelo no Gerenciador do Servidor. Clique em:
Promover este servidor a um controlador de domínio
Escolher: Adicionar uma nova floresta
→ Nome do domínio raiz (ex: gabrielbispo.tec)
→ Nível funcional: escolha a versão mais recente disponível
→ Criar senha de recuperação (DSRM — usada para restaurar o AD em emergências)
→ Avançar até Instalar
💡 O servidor reiniciará automaticamente. Após o reboot, faça login com
DOMINIO\Administrador.
O DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol) distribui IPs automaticamente para os computadores da rede, eliminando a necessidade de configurar IP manualmente em cada máquina.
Gerenciador do Servidor
→ Gerenciar → Adicionar funções e recursos
→ Selecionar: Servidor DHCP
→ Avançar até Instalar
→ Concluir configuração (autorizar o servidor DHCP no AD)
💡 O DHCP precisa ser autorizado no Active Directory para funcionar — isso evita que servidores DHCP não autorizados distribuam IPs errados na rede.
| Campo | Valor de exemplo | O que significa |
|---|---|---|
| IP inicial | 192.168.17.100 |
Primeiro IP a ser distribuído |
| IP final | 192.168.17.200 |
Último IP a ser distribuído |
| Duração da concessão | 2 horas | Após esse tempo, o cliente renova o IP |
| DNS | 192.168.17.10 |
IP do servidor AD/DNS |
| Gateway | 192.168.17.1 |
IP do roteador da rede |
Ferramentas → DHCP
→ Expandir o servidor → Botão direito em IPv4
→ Novo Escopo → Avançar
→ Configurar: nome, intervalo de IPs, exclusões (IPs reservados), tempo de concessão
→ Gateway e DNS
→ Ativar o escopo → Concluir
💡 IPs de equipamentos fixos (servidores, impressoras, câmeras) devem ser excluídos do escopo ou configurados com reservas para não serem distribuídos para outros dispositivos.
Ignore a configuração de WINS — tecnologia obsoleta, não é necessária em redes modernas.
As OUs funcionam como pastas dentro do AD para organizar usuários, computadores e grupos por departamento ou função.
Ferramentas → Usuários e Computadores do Active Directory
→ Botão direito no domínio (ex: gabrielbispo.tec)
→ Novo → Unidade Organizacional
→ Defina um nome (ex: TI, Financeiro, Projetos, Aula1-Senac)
Dentro da OU desejada
→ Botão direito → Novo → Usuário
→ Preencha: Nome, Sobrenome, Nome de logon
→ Defina senha → Configure opções de senha
Útil para criar novos administradores com as mesmas permissões sem configurar tudo do zero.
Ferramentas → Usuários e Computadores do AD
→ Users → Botão direito em: Administrador
→ Copiar → Preencha os dados do novo usuário
✅ Marque sempre: A senha nunca expira para contas de administrador.
No computador cliente (Windows):
Configurações → Sistema → Sobre
→ Configurações avançadas do sistema
→ Aba: Nome do computador → Alterar
→ Selecione: Domínio
→ Digite: gabrielbispo.tec
→ Informe usuário e senha do administrador do domínio
→ Reinicie o computador
Verificar no servidor:
Active Directory → Computers
O computador aparecerá na lista após ingressar no domínio.
| Tipo | Uso | Exemplo |
|---|---|---|
| Segurança | Controle de acesso a pastas, arquivos e recursos | Grupo "TI" com acesso à pasta de projetos |
| Distribuição | Listas de e-mail (não serve para permissões) | Lista de e-mail do departamento |
| Escopo | Onde funciona | Recomendação |
|---|---|---|
| Domínio Local | Apenas dentro deste domínio | Para permissões locais |
| Global | Dentro do domínio e em domínios confiantes | ✅ Para agrupar usuários do mesmo domínio |
| Universal | Em toda a floresta de domínios | Para empresas com múltiplos domínios |
Duplo clique no grupo
→ Aba: Membros → Adicionar
→ Digite os nomes dos usuários → Verificar nomes → OK → Aplicar → OK
💡 Também é possível adicionar grupos dentro de grupos (aninhamento). Isso facilita o gerenciamento — basta mover o usuário de grupo para alterar todas as suas permissões.
Indicado para compartilhamentos rápidos e internos — menos controle.
Botão direito na pasta
→ Conceder acesso a → Pessoas específicas
→ Selecione: Todos (ou usuários específicos)
→ Defina permissão: Leitura ou Leitura/Gravação
→ Compartilhar
Usado em ambientes corporativos — permite controle fino sobre quem acessa e o que pode fazer.
Aba Compartilhamento (permissões de rede):
Botão direito na pasta → Propriedades → Compartilhamento → Compartilhamento Avançado
→ Marcar: Compartilhar esta pasta (defina o nome de compartilhamento)
→ Permissões → Remover: Todos
→ Adicionar: Usuários do domínio → Marcar: Alteração → OK
Aba Segurança (permissões NTFS — controle local):
Propriedades → Segurança → Avançadas
→ Desabilitar herança → Converter permissões herdadas em explícitas
→ Editar → Remover: Usuários (permissão genérica)
→ Adicionar os grupos ou usuários desejados
→ Marcar: Modificar → OK
💡 As permissões de compartilhamento controlam o acesso pela rede. As permissões NTFS controlam o acesso localmente e pela rede. A permissão efetiva é sempre a mais restritiva entre as duas.
Scripts de logon são executados automaticamente quando o usuário faz login — servem para mapear pastas de rede, abrir programas e configurar o ambiente de trabalho.
C:\Windows\SYSVOL\sysvol\NOMEDODOMINIO\scripts
💡 Essa pasta é replicada automaticamente para todos os controladores de domínio e acessível pelos clientes via rede — por isso é o local correto para scripts de logon.
| Comando | Função | Exemplo |
|---|---|---|
net use P: \\SERVIDOR\PASTA |
Mapeia uma pasta de rede como unidade de disco | net use P: \\SRV-ARQUIVOS\Projetos |
start "caminho\app.exe" |
Abre um programa automaticamente no logon | start "C:\Program Files\...chrome.exe" |
start https://site.com |
Abre um site no navegador padrão | start https://www.google.com |
Abra o Bloco de Notas e escreva:
net use P: \\SRV-ARQUIVOS\Projetos
start "C:\Program Files\Google\Chrome\Application\chrome.exe"
start https://www.google.comSalvar como:
-
Local:
C:\Windows\SYSVOL\sysvol\NOMEDODOMINIO\scripts -
Nome:
logon.cmdoulogon.bat -
Tipo: Todos os arquivos (não pode salvar como
.txt)
⚠️ Se salvar como.txtpor engano, o script não será executado. Confirme a extensão antes de salvar.
Usuários e Computadores do AD
→ Botão direito no usuário → Propriedades
→ Aba: Perfil → Campo: Script de logon
→ Digite apenas o nome do arquivo: logon.cmd
💡 Não é necessário digitar o caminho completo — o Windows sabe procurar na pasta SYSVOL automaticamente.
Faz com que o usuário veja somente as pastas que tem permissão de acessar — pastas sem permissão ficam invisíveis, não apenas inacessíveis.
Gerenciador do Servidor
→ Serviços de Arquivo e Armazenamento → Compartilhamentos
→ Selecione a pasta compartilhada → Propriedades → Configurações
→ Ativar: Habilitar enumeração baseada em acesso
A Pasta Base cria automaticamente uma pasta pessoal exclusiva para cada usuário dentro do servidor — como uma gaveta individual na rede. O usuário acessa sempre pela mesma letra de unidade (ex: Z:), mas cada um vê apenas a própria pasta.
Criar pasta com nome: HOME (em qualquer disco do servidor)
→ Botão direito → Propriedades → Compartilhamento → Compartilhamento Avançado
→ Marcar: Compartilhar esta pasta
→ Nome do compartilhamento: home$
→ Permissões → Remover: Todos
→ Adicionar: Usuários do domínio → Marcar: Alteração → OK
💡 O
$no final do nome oculta o compartilhamento na rede — quem navegar pelo Explorador de Arquivos não verá a pastahome$listada, mas quem souber o caminho consegue acessar. Isso aumenta a segurança.
Botão direito na pasta HOME → Segurança → Avançadas
→ Desabilitar herança → Remover todas as permissões herdadas
→ Adicionar → Selecionar: Usuários do domínio
→ Aplicável a: Esta pasta somente
→ Permissões: Marcar Modificar → OK
💡 "Esta pasta somente" é importante — permite que o sistema crie subpastas individuais para cada usuário sem dar acesso entre eles.
Usuários e Computadores do AD
→ Botão direito no usuário → Propriedades → Aba: Perfil
→ Pasta Base → Marcar: Conectar
→ Escolher letra (ex: Z:)
→ Caminho: \\NOMEDODOMINIO\home$\%USERNAME%
💡
%USERNAME%é uma variável que o Windows substitui automaticamente pelo nome de login de cada usuário — assim, cada um tem sua própria subpasta criada automaticamente no primeiro login.
As GPOs (Objetos de Política de Grupo) são regras aplicadas pelo Active Directory para controlar, padronizar e restringir o comportamento de usuários e computadores em toda a rede — sem precisar configurar cada máquina individualmente.
| Nível | Afeta | Exemplo de uso |
|---|---|---|
| Site | Todos os objetos de um site físico | Políticas de segurança para uma filial inteira |
| Domínio | Todos os objetos do domínio | Política de senha obrigatória para todos |
| OU | Apenas objetos da OU específica | ✅ Mais comum — restrições por departamento |
💡 GPOs são aplicadas em ordem: Site → Domínio → OU. A OU tem prioridade — pode sobrescrever políticas do domínio.
| Tipo | Comportamento | Quem pode alterar |
|---|---|---|
| Políticas | Regras obrigatórias e permanentes | Apenas administradores |
| Preferências | Configurações iniciais (padrão) | O próprio usuário pode mudar depois |
Gerenciador do Servidor
→ Ferramentas → Gerenciamento de Política de Grupo
→ Expandir: Domínio → OU desejada
→ Botão direito na OU → Criar um GPO neste domínio e vinculá-lo aqui
→ Dê um nome descritivo à GPO (ex: "Bloquear CMD - TI")
→ Botão direito na GPO → Editar
Configuração do Usuário
→ Políticas → Modelos Administrativos
→ Componentes do Windows → Explorador de Arquivos
→ Ocultar estas unidades específicas em Meu Computador
→ Habilitar → Selecionar: Restringir apenas unidade C
No mesmo local:
Impedir o acesso a unidades do Meu Computador
→ Habilitar → Selecionar: Restringir apenas unidade C
→ Aplicar → OK
💡 Diferença: "ocultar" esconde o disco no Explorador, mas quem souber o caminho (
C:\) ainda acessa. "Impedir acesso" bloqueia completamente — mesmo digitando o caminho direto.
Configuração do Usuário → Modelos Administrativos → Sistema
→ Impedir o acesso ao Prompt de Comando
→ Habilitar → Também desabilitar o processamento de script: Sim
Configuração do Usuário → Modelos Administrativos → Sistema
→ Não executar aplicativos especificados do Windows
→ Habilitar → Lista de aplicativos não permitidos → Adicionar:
| Executável | Programa bloqueado |
|---|---|
powershell.exe |
Windows PowerShell (versão clássica) |
powershell_ise.exe |
PowerShell ISE (editor integrado) |
pwsh.exe |
PowerShell 7+ (versão moderna) |
Por padrão, as GPOs são atualizadas nos clientes a cada 90 minutos. Para aplicar imediatamente, execute no CMD do cliente (ou remotamente):
gpupdate /force💡 Use
gpupdate /forcesempre que fizer alterações em GPOs e precisar testar imediatamente, sem esperar o ciclo automático.
O IIS (Internet Information Services) é o servidor web da Microsoft integrado ao Windows Server. Permite hospedar sites e aplicações web acessíveis pela rede local ou pela internet — equivalente ao Apache no Linux.
Gerenciador do Servidor
→ Gerenciar → Adicionar funções e recursos
→ Servidor Web (IIS)
→ Avançar até Instalar
Após a instalação, acesse http://localhost no navegador do servidor para confirmar que o IIS está rodando (aparece a página padrão de boas-vindas do IIS).
O IIS serve arquivos a partir de uma pasta raiz padrão:
C:\inetpub\wwwroot\
| Arquivo / Pasta | Função |
|---|---|
index.html |
Página inicial do site (carregada automaticamente) |
imagens/ |
Pasta com imagens do site |
css/ |
Folhas de estilo |
js/ |
Scripts JavaScript |
💡 O IIS serve o
index.htmlautomaticamente quando o usuário acessa o IP ou domínio sem especificar um arquivo — igual ao Apache no Linux.
1. Copie os arquivos do projeto (index.html, imagens, CSS, JS)
2. Navegue até: C:\inetpub\wwwroot
3. Remova os arquivos padrão do IIS (iisstart.html, iisstart.png)
4. Cole os arquivos do seu projeto na pasta
⚠️ Remova os arquivos padrão do IIS antes de colar o projeto — seindex.htmleiisstart.htmlcoexistirem, o IIS pode servir o arquivo errado dependendo da configuração de documentos padrão.
Para acessar o site pelo nome (ex: www.gabrielbispo.tec) em vez do IP, é necessário criar um registro DNS no servidor.
Gerenciador do Servidor
→ Ferramentas → DNS
→ Botão direito no servidor → Gerenciar DNS
→ Botão direito em: Zonas de Pesquisa Direta
→ Nova Zona → Avançar
→ Zona Primária → Avançar
→ Nome da zona: gabrielbispo.tec
→ Avançar até Concluir
💡 Uma Zona de Pesquisa Direta resolve nomes em IPs (ex:
www.gabrielbispo.tec→192.168.17.10). O inverso (IP → nome) é feito pela Zona de Pesquisa Inversa.
Dentro da zona criada:
Área em branco → botão direito
→ Novo Host (A ou AAAA)
→ Nome: www
→ Endereço IP: 192.168.17.10
→ Adicionar Host
💡 O Registro A (Address) mapeia um nome para um endereço IPv4. O Registro AAAA faz o mesmo para IPv6. Para a rede local com IPv4, use sempre o tipo A.
Após criar o registro, o nome www.gabrielbispo.tec resolverá para 192.168.17.10 — o IP do servidor IIS.
O IIS permite hospedar múltiplos sites no mesmo servidor e no mesmo IP, diferenciando-os pelo nome do host informado na requisição HTTP.
Crie uma pasta dedicada para o novo site (ex: C:\inetpub\site2)
Cole os arquivos: index.html, imagens, CSS, JS
💡 Organize cada site em sua própria pasta — misturar arquivos de sites diferentes em
wwwrootdificulta a manutenção e pode causar conflitos.
Gerenciador do Servidor
→ Ferramentas → Gerenciador dos Serviços de Informações da Internet (IIS)
→ Expandir o servidor no painel esquerdo
→ Botão direito em: Sites
→ Adicionar Site
Preencha:
| Campo | Valor | Observação |
|---|---|---|
| Nome do site | nome-do-site | Identificação interna no IIS |
| Caminho físico | C:\inetpub\site2 |
Pasta com os arquivos do site |
| Nome do host | www.site2.tec |
Domínio que o IIS usará para diferenciar os sites |
| Porta | 80 | Padrão HTTP — não alterar se não houver conflito |
💡 O Nome do host é o que permite dois sites no mesmo IP e porta 80. O IIS lê o cabeçalho
Hostda requisição HTTP e encaminha para o site correto. Sem nome de host diferente, o IIS não saberia qual site servir.
Repita o processo de DNS para o novo domínio:
DNS → Zona do novo domínio (ou zona existente)
→ Novo Host (A)
→ Nome: www
→ IP: 192.168.17.10 (mesmo servidor, IIS diferencia pelo nome do host)
💡 Vários sites podem apontar para o mesmo IP — o IIS os diferencia pelo nome do host. Isso é chamado de Virtual Hosting, e é exatamente como servidores de hospedagem na internet funcionam.
Documentação produzida durante o Curso Técnico de Informática — Senac Tatuapé
| Componente | Função |
|---|---|
| Active Directory (AD) | Centraliza usuários, computadores e políticas da rede |
| Domain Controller (DC) | Servidor que executa o AD e controla o domínio |
| RODC | Controlador somente leitura (usado em filiais) |
| DHCP | Distribui IPs automaticamente na rede |
| NIC Teaming | Une placas de rede para redundância e desempenho |
| RAID 1 | Espelhamento de disco — foco em segurança |
| RAID 5 | Distribuição com paridade — equilíbrio entre espaço e segurança |
| DNS | Resolução de nomes — instalado automaticamente com o AD |
| Grupos de Segurança | Controlam permissões de acesso a pastas e recursos |
| Grupos de Distribuição | Listas de e-mail dentro do domínio |
| Compartilhamento Avançado | Controle granular de acesso a pastas por usuário/grupo |
| Script de Logon | Executa comandos automáticos ao usuário fazer login |
| Pasta Base (HOME) | Pasta pessoal de rede para cada usuário (home$) |
| GPO | Políticas para controlar e restringir usuários e computadores |
| Enumeração por Acesso | Oculta arquivos/pastas que o usuário não tem permissão de ver |